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Artilheiros da Copa do Mundo: Messi iguala Klose com 16 gols

O hat-trick de Messi sobre a Argélia colocou o argentino ao lado de Miroslav Klose no topo da artilharia histórica das Copas, com 16 gols. Aos 38 anos e em sua sexta Copa, ele superou Ronaldo e deixou Mbappé, com 14, na perseguição por um recorde que pode mudar de dono em 2026.

Thiago Borges
Thiago Borges
6 min de leitura
Artilheiros da Copa do Mundo: Messi iguala Klose com 16 gols
Lionel Messi igualou Klose como maior artilheiro da história das Copas do Mundo — Foto: Reprodução / Wikipedia

A lista de artilheiros da Copa do Mundo ganhou um novo nome no alto, e ele tem 38 anos. Com o hat-trick na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, em 16 de junho, Lionel Messi chegou a 16 gols em Mundiais e igualou o alemão Miroslav Klose na liderança da artilharia histórica do torneio. O número não é só mais uma marca numa carreira cheia delas: é a confirmação de que, na primeira Copa de 48 seleções, o veterano ainda dita o ritmo do placar.

O salto aconteceu de uma vez só. Messi entrou na partida com 13 gols somados em Copas, total acumulado desde 2006, e a deixou com 16 — passando o brasileiro Ronaldo, parado nos 15, no caminho até alcançar Klose. Foi o primeiro hat-trick dele em Mundiais — o 11º da carreira pela seleção — e veio justamente na sexta participação do argentino em Copas, a maior já registrada por um jogador na história da competição.

A marca que mexeu na artilharia da Copa do Mundo

Antes da bola rolar em Argentina x Argélia, o duelo era tratado como mais um capítulo da despedida de Messi. Virou página de recorde. Os três gols transformaram um acervo de 13 tentos, construído entre 2006 e o título de 2022, nos 16 que agora o emparelham com Klose — e empurraram Ronaldo, estacionado nos 15, para a terceira posição da lista.

Dois recortes ajudam a dimensionar o feito. O primeiro é etário: aos 38 anos, Messi se tornou o jogador mais velho a marcar três vezes em uma única partida de Copa do Mundo. O segundo é de longevidade competitiva: ele passou a ser apenas o segundo jogador da história a balançar as redes em cinco edições diferentes do torneio. Não é apenas volume de gols — é volume de gols espalhado por duas décadas de Mundiais.

A comparação com Klose explica por que a marca resistiu tanto tempo. O alemão precisou de quatro Copas (2002 a 2014) para acumular seus 16 gols, com a vantagem de ter atuado em seleções que sempre avançavam às fases finais, garantindo mais jogos por edição. Messi diluiu o mesmo total ao longo de seis participações, sustentando um nível de finalização raro para quem cruza a casa dos 35 anos.

A tabela dos maiores artilheiros da história das Copas

O ranking histórico, atualizado após a rodada de estreias e o hat-trick argentino, ficou assim:

Pos.JogadorSeleçãoGols em CopasPeríodo
Miroslav KloseAlemanha162002–2014
Lionel MessiArgentina162006–2026
RonaldoBrasil151998–2006
Gerd MüllerAlemanha141970–1974
Kylian MbappéFrança142018–2026
Just FontaineFrança131958
PeléBrasil121958–1970

A leitura da tabela revela uma disputa de eras. Fontaine fez seus 13 gols em uma única Copa, a de 1958, num ritmo de mais de dois por jogo que segue intocado como recorde de eficiência. Müller comprimiu 14 gols em apenas duas edições. Klose e Messi representam o oposto: a artilharia construída na base da regularidade, edição após edição. É a diferença entre o estouro de um único Mundial e a permanência por gerações inteiras.

O dado mais simbólico para o torcedor brasileiro está na terceira linha. Ronaldo, dono de 15 gols e por anos o maior artilheiro vivo entre os astros recentes, foi ultrapassado por Messi no mesmo jogo. Pelé, com 12, aparece agora em sétimo, lembrança de que a artilharia acumulada premia quem disputa mais partidas, não necessariamente quem foi mais decisivo em títulos.

Os números por trás do hat-trick contra a Argélia

O 3 a 0 sobre a Argélia não foi um resultado isolado de talento individual. A Argentina dominou a posse, criou com folga e transformou Messi no centro de gravidade do ataque, num desempenho coerente com o que se viu de outras seleções sul-americanas na largada da Copa. O argentino converteu praticamente todas as chances claras que teve — a marca de um finalizador que, mesmo aos 38, mantém a frieza nos momentos de definição.

No recorte da artilharia de 2026, Messi também assumiu a ponta. Com três gols, ele lidera isolado a tabela de goleadores do torneio, à frente de um pelotão que marcou duas vezes cada na primeira rodada: o norte-americano Folarin Balogun, o norueguês Erling Haaland, o francês Kylian Mbappé, o inglês Harry Kane e o alemão Kai Havertz, entre outros. O fato de o líder da competição ser o jogador mais experiente em campo diz muito sobre o roteiro improvável desta Copa, marcada por uma estreia de muitos empates e poucos gols entre os favoritos.

Mbappé na cola: a próxima ameaça ao recorde

Se há um nome capaz de transformar o empate no topo em algo passageiro, ele veste a camisa da França. Mbappé chegou a 14 gols em Mundiais — quatro na campanha do título de 2018, oito na final perdida de 2022 e dois nesta edição —, o que o coloca empatado com Gerd Müller na quarta posição e a apenas dois gols de Klose e Messi.

A diferença está no contexto. Aos 27 anos, Mbappé tem idade e ritmo para perseguir a marca não só nesta Copa, mas ainda na seguinte. Mantida sua média histórica, próxima de um gol a cada partida no Mundial, bastaria à França uma campanha longa em 2026 para que o atacante alcançasse — e talvez ultrapassasse — os líderes. O registro acompanhado pela Olympics.com trata a corrida como questão de tempo, não de possibilidade.

Messi, por sua vez, depende de um único gol para deixar de dividir o trono e assumi-lo sozinho. A matemática do recorde, portanto, virou um duelo de relógios: o argentino tenta cravar a marca antes da despedida, enquanto o francês acumula tempo de sobra para tentar herdá-la.

O que os dados projetam para o resto do torneio

A artilharia da Copa do Mundo entrou numa fase de transição rara. Pela primeira vez em mais de uma década, o recorde de Klose está sob ameaça simultânea de dois jogadores em atividade — um buscando o gol que falta, outro com tempo para somar vários. O desfecho dessa disputa será um dos enredos paralelos mais acompanhados nas próximas semanas, independentemente de quem levantar a taça.

Para a Argentina, o recado dos números é direto: enquanto Messi mantiver a pontaria, a seleção carrega um diferencial que nenhum rival reproduz. Para a França, a leitura é de paciência — Mbappé não precisa de pressa, apenas de jogos. E para a história do torneio, o saldo já está garantido: a Copa de 2026 será lembrada como a edição em que o ranking dos maiores goleadores de todos os tempos ganhou um novo dono no topo, com o velho rei argentino dividindo o posto que parecia eterno do alemão Klose.

Perguntas frequentes

Quantos gols Messi tem em Copas do Mundo?
Messi chegou a 16 gols em Copas do Mundo após o hat-trick contra a Argélia, igualando o recorde histórico de Miroslav Klose.
Quem é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo?
Miroslav Klose e Lionel Messi dividem a liderança com 16 gols cada, seguidos por Ronaldo, com 15, e por Gerd Müller e Mbappé, com 14.
Messi já quebrou o recorde de Klose?
Ainda não. Messi igualou os 16 gols de Klose; precisa de mais um gol para assumir a liderança isolada da artilharia histórica das Copas.
Quantos gols Mbappé tem em Copas do Mundo?
Kylian Mbappé soma 14 gols em Mundiais, empatado com Gerd Müller na quarta posição e a dois gols do recorde de Klose e Messi.

Fonte: Olympics.com, ESPN, CNN Brasil, O Tempo | Informações adicionais por Beira do Campo

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Thiago Borges
Thiago Borges

Analista de Dados

Cientista de dados e fanático por futebol. Usa estatísticas avançadas (xG, xA, PPDA) para desvendar o que os olhos não veem. Transforma números em histórias.