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Nova Zelândia x Egito na Copa 2026: Salah e o Grupo G aberto

Com as quatro seleções empatadas em um ponto, Nova Zelândia e Egito fazem um confronto que vale a sobrevivência na Copa do Mundo 2026. Salah e Marmoush contra a muralha dos All Whites de Chris Wood, neste domingo, em Vancouver. Horário, onde assistir, escalações e a análise tática do duelo.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
7 min de leitura
Nova Zelândia x Egito na Copa 2026: Salah e o Grupo G aberto
Ilustração — BC Place, em Vancouver, recebe Nova Zelândia e Egito pela 2ª rodada do Grupo G da Copa 2026

Há jogos em que a tabela ainda não aperta de verdade, mas o clima já é de mata-mata. Nova Zelândia x Egito, neste domingo (21), às 22h de Brasília, no BC Place de Vancouver, é um deles. Num Grupo G em que as quatro seleções somam exatamente o mesmo ponto, qualquer tropeço na segunda rodada empurra o derrotado para a beira da eliminação antes mesmo do confronto final.

De um lado, o Egito de Mohamed Salah, que voltou a uma Copa depois de oito anos e quer transformar talento individual em ponto na tabela. Do outro, uma Nova Zelândia que chegou aos Estados Unidos sem ninguém apostar nela e saiu da estreia com a moral renovada por um empate dramático. É o tipo de duelo desigual no papel que a fase de grupos adora transformar em armadilha.

Ficha técnica

JogoNova Zelândia x Egito
CompetiçãoCopa do Mundo 2026 — Grupo G (2ª rodada)
DataDomingo, 21 de junho de 2026
Horário22h (Brasília)
LocalBC Place, Vancouver (Canadá)
Onde assistirGlobo, SporTV, ge tv e CazéTV

Nova Zelândia x Egito: um Grupo G de margem zero

Poucas chaves terminaram a primeira rodada tão niveladas. Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia somam um ponto cada, e nenhuma delas convenceu por inteiro. O Egito segurou um empate em 1 a 1 com a Bélgica na estreia, abrindo o placar com Emam Ashour antes de ver os belgas igualarem no segundo tempo. Foi um resultado de personalidade contra a seleção mais cotada do grupo, mas que deixou os Faraós dependendo de si mesmos para avançar.

A Nova Zelândia, por sua vez, protagonizou a maior surpresa da chave ao buscar um 2 a 2 contra o Irã. Os All Whites saíram na frente duas vezes com Elijah Just, autor de uma noite consagradora, e só não venceram porque Ramin Rezaeian e Mohammad Mohebi devolveram o placar para os asiáticos. A outra partida da rodada, Bélgica x Irã, acontece mais cedo neste mesmo domingo e pode redesenhar a tabela antes mesmo de a bola rolar em Vancouver — mais um motivo para neozelandeses e egípcios entrarem em campo sabendo exatamente do que precisam.

O que está em jogo

Vencer significa dar um passo enorme rumo às oitavas de final. Para o Egito, um triunfo praticamente carimba a vaga e tira a pressão da rodada decisiva; para a Nova Zelândia, repetiria o feito histórico de seguir competitiva num Mundial. Um novo tropeço, por outro lado, joga o derrotado para a dependência de combinações de resultados.

O formato de 48 seleções alivia parte do peso: além dos dois primeiros de cada grupo, os oito melhores terceiros colocados também avançam às oitavas. Ainda assim, ninguém quer apostar a classificação na matemática dos melhores terceiros, que costuma se decidir no saldo de gols. Por isso, mais do que somar, as duas seleções precisam vencer com folga para não ficar reféns de uma calculadora na rodada final.

O momento das duas seleções

O Egito gira em torno de Salah, e isso não é novidade. O craque do Liverpool chega embalado — três gols nos últimos quatro jogos pela seleção — e é o nome que sustenta a esperança de um país que sonha em passar da fase de grupos pela primeira vez desde 1990. Ao seu lado, Omar Marmoush dá mobilidade e profundidade ao ataque, enquanto Emam Ashour conecta o meio com a frente. É um time que aceita ter menos a bola e busca acelerar quando Salah encontra espaço entre as linhas, tema recorrente entre os favoritos à artilharia desta Copa.

A Nova Zelândia faz o caminho oposto: aposta na organização coletiva e na força da bola parada. O time do capitão Chris Wood é compacto, agride pelas pontas e cresce em escanteios e faltas laterais — foi assim que abriu vantagem duas vezes diante do Irã. O empate na estreia manteve viva a memória de 2010, quando os All Whites deixaram a África do Sul invictos, com três empates, sem nunca ter vencido um jogo de Copa. Voltar a pontuar, agora contra um adversário tecnicamente superior, virou a missão da vez.

Escalações prováveis

A Nova Zelândia deve manter o 4-2-3-1 que funcionou contra o Irã, com Wood de referência e Just municiado pelos lados. A dupla de volantes Bell e Stamenic tem a missão ingrata de fechar os corredores por onde Salah gosta de aparecer.

Do lado egípcio, a expectativa é de um time que protege a saída de bola com a dupla Attia e Lasheen e libera Salah para flutuar pela direita. Marmoush fica como referência mais avançada, pronto para atacar o espaço nas costas da defesa neozelandesa.

Os pontos que decidem o jogo

O primeiro duelo está nas pontas. Salah vai testar o lado esquerdo neozelandês, e a forma como Cacace e o trio de meio-campo oferecerem cobertura dirá muito sobre o resultado. Se a Nova Zelândia conseguir dobrar a marcação sobre o egípcio sem abrir buracos para Marmoush, tira do Egito justamente a sua arma mais letal.

O segundo é a bola parada, terreno em que os All Whites largam na frente. Com Wood, Boxall e Surman, a Nova Zelândia tem altura para incomodar em cada escanteio e cada lançamento na área — um detalhe que pode valer ouro num jogo que promete ser truncado e decidido em pequenas margens. Para o Egito, o desafio é não cair na ansiedade contra um bloco que vai se fechar e esperar o contra-ataque, roteiro parecido com o que outros favoritos europeus já penaram nesta Copa de 48 seleções.

Histórico do confronto

As duas seleções se enfrentaram três vezes na história, sempre em amistosos, e o equilíbrio é a tônica. O encontro mais recente foi em 2024, pela FIFA Series, com vitória magra do Egito por 1 a 0. Não há, portanto, um histórico de goleadas que sirva de termômetro — o retrospecto reforça a leitura de um jogo apertado, em que o detalhe individual tende a desempatar o que a tática equilibra.

Palpite

O Egito tem mais qualidade técnica e, em Salah, o tipo de jogador capaz de resolver sozinho um jogo travado. Mas a Nova Zelândia provou contra o Irã que não veio aos Estados Unidos para figurar, e a sua disciplina defensiva somada ao perigo na bola parada exige respeito. A aposta aqui é num triunfo egípcio construído na paciência, com Salah aparecendo no momento certo para furar o bloqueio dos All Whites.

Palpite: Nova Zelândia 1 x 2 Egito.

Perguntas frequentes

Que horas é Nova Zelândia x Egito?
O jogo começa às 22h (horário de Brasília) deste domingo, 21 de junho, no BC Place, em Vancouver, no Canadá.
Onde assistir Nova Zelândia x Egito ao vivo?
A Globo (TV aberta), o SporTV (TV fechada) e os canais ge tv e CazéTV (YouTube) transmitem a partida ao vivo.
Qual a escalação provável do Egito?
Shobeir; Hany, Ibrahim, Fathy, Fatouh; Attia, Lasheen; Salah, Ashour, Ziko; Marmoush, com Mohamed Salah à frente.
Mohamed Salah joga contra a Nova Zelândia?
Sim, Salah está confirmado como titular do Egito e chega embalado, com três gols nos últimos quatro jogos pela seleção.
Como está o Grupo G da Copa 2026?
Embolado: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia somam um ponto cada após a primeira rodada da fase de grupos.

Fonte: FIFA, CNN Brasil, Gazeta Esportiva, Goal, ESPN | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.