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Bélgica na Copa 2026 precisa vencer o Irã no Grupo G

Depois de levar um susto do Egito na estreia, a Bélgica de De Bruyne encara o Irã neste domingo, em Los Angeles, com a obrigação de vencer para não complicar a vida num Grupo G em que ninguém abriu vantagem. Horário, onde assistir, escalação provável e o que está em jogo.

Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos
5 min de leitura
Bélgica na Copa 2026 precisa vencer o Irã no Grupo G
Ilustração — SoFi Stadium, em Los Angeles, palco de Bélgica e Irã pela 2ª rodada do Grupo G da Copa 2026

Há seleções que tropeçam e seguem em frente sem pestanejar. A Bélgica não é uma delas. Cada ponto perdido pela geração que envelheceu sem nunca erguer uma taça soa como mais uma página do mesmo livro de promessas não cumpridas. Por isso o duelo contra o Irã, neste domingo (21), às 16h de Brasília, no SoFi Stadium de Los Angeles, virou cedo demais um jogo de obrigação.

O empate por 1 a 1 com o Egito na estreia ligou o sinal amarelo. A Bélgica na Copa 2026 chegou aos Estados Unidos como favorita do Grupo G, mas saiu da primeira rodada empatada em pontos com todos os rivais — inclusive com um Irã que mostrou personalidade ao buscar duas vezes o empate diante da Nova Zelândia. Num grupo em que ninguém abriu vantagem, a segunda rodada já tem cara de divisor de águas.

Ficha técnica

JogoBélgica x Irã
CompetiçãoCopa do Mundo 2026 — Grupo G (2ª rodada)
DataDomingo, 21 de junho de 2026
Horário16h (Brasília)
LocalSoFi Stadium, Los Angeles (EUA)
Onde assistirCazéTV (YouTube)

O Grupo G mais embolado da Copa

Poucas chaves terminaram a primeira rodada tão niveladas. Os quatro participantes somam apenas um ponto, e nenhum deles convenceu por completo. A Bélgica levou um susto do Egito na estreia: os Faraós abriram o placar com Emam Ashour ainda no primeiro tempo, e os belgas precisaram correr atrás para arrancar o empate. Foi o tipo de resultado que confirma a desconfiança que ronda o time de Rudi Garcia há anos — muito talento, pouca contundência.

Na outra partida da chave, o Irã arrancou um 2 a 2 contra a Nova Zelândia em jogo movimentado. Os oceânicos saíram na frente duas vezes com Elijah Just, mas os iranianos responderam com Ramin Rezaeian e Mohammad Mohebi, mostrando a teimosia tática que sempre fez da seleção asiática um adversário incômodo. Para a Bélgica, o recado é claro: subestimar o Irã pode custar caro num grupo em que cada ponto vale ouro.

Bélgica na Copa 2026: o que está em jogo no Grupo G

Vencer significa assumir a ponta e respirar antes da rodada final. Tropeçar de novo, por outro lado, jogaria a Bélgica para a zona de risco de uma chave que tende a ser decidida nos detalhes. O novo formato de 48 seleções, com vaga até para os melhores terceiros colocados, suaviza um pouco a pressão — mas ninguém em Bruxelas quer depender de matemática complicada para avançar.

O peso da história também conta. Esta provavelmente é a última dança de uma geração que prometeu tudo e entregou pouco em Mundiais. Kevin De Bruyne, agora no Napoli, segue sendo o cérebro da equipe; Thibaut Courtois é a muralha de sempre; e Romelu Lukaku, maior artilheiro da história belga, carrega a missão de transformar posse em gol — terreno em que figura entre os nomes que disputam a artilharia da Copa 2026. Se há um momento para a Bélgica calar os fantasmas, é agora.

Escalação provável

Rudi Garcia deve repetir a base que empatou com o Egito, com De Bruyne flutuando entre as linhas e Jérémy Doku encarregado de quebrar a linha defensiva iraniana pela velocidade. A dúvida é se o técnico francês aposta de novo em Lukaku desde o início ou se busca um time mais móvel para furar o bloqueio que o Irã promete armar.

Do lado iraniano, a expectativa é de um time compacto, com linhas próximas e a transição rápida como principal arma. Rezaeian, autor de um dos gols contra a Nova Zelândia, é o tipo de lateral experiente que sustenta o sistema, enquanto Mohebi aposta na velocidade para explorar as costas dos belgas em contra-ataques. É um Irã que aceita ter menos a bola para machucar no momento certo — exatamente o roteiro que costuma incomodar os europeus.

O xadrez tático que decide o duelo

O jogo será um teste de paciência. A Bélgica vai tentar sufocar pelos lados, usando Doku no um contra um e De Bruyne para municiar a área, enquanto Lukaku ocupa os zagueiros centrais. O Irã responderá com um bloco médio-baixo, disciplinado, esperando o erro para lançar seus homens de frente em velocidade. A chave belga será não cair na ansiedade: contra defesas fechadas, o time de Garcia já tropeçou tantas vezes que virou cliché.

A bola parada também promete ser decisiva. O Irã é forte no jogo aéreo e leva perigo em escanteios e faltas laterais — foi assim que cresceu diante da Nova Zelândia. Se o duelo ficar truncado, aumenta a chance da zebra que vem rondando os favoritos europeus desta Copa de 48 seleções, que têm enfrentado mais resistência do que o esperado já na fase de grupos.

Palpite

A Bélgica tem mais qualidade individual em praticamente todos os setores e joga com a faca nos dentes depois do empate na estreia. Mas o Irã não veio aos Estados Unidos para entregar pontos, e a sua organização defensiva vai exigir do ataque belga uma noite de paciência e capricho. A aposta aqui é num triunfo construído no sufoco, com De Bruyne aparecendo no detalhe que falta a essa geração há tempo demais.

Palpite: Bélgica 2 x 0 Irã.

Perguntas frequentes

Que horas é Bélgica x Irã?
O jogo começa às 16h (horário de Brasília) neste domingo, 21 de junho, no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Onde assistir Bélgica x Irã ao vivo?
A CazéTV transmite a partida ao vivo e gratuita pelo YouTube.
Como está o Grupo G da Copa 2026?
Embolado: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia somam um ponto cada após a primeira rodada.
Como foi a estreia da Bélgica na Copa?
A Bélgica empatou em 1 a 1 com o Egito, que abriu o placar com Emam Ashour antes da reação belga.
Quem é o técnico da Bélgica na Copa de 2026?
O francês Rudi Garcia, que assumiu o comando no lugar de Domenico Tedesco.

Fonte: CNN Brasil, FIFA, Lance, Diário do Grande ABC, O Gol | Informações adicionais por Beira do Campo

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Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos

Correspondente Internacional

Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.