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Tunísia x Japão na Copa 2026: o duelo decisivo do Grupo F

A Tunísia, goleada na estreia e já com técnico novo, encara um Japão que arrancou empate da Holanda. À 1h de domingo, no Estádio BBVA, os dois precisam de pontos para não complicar de vez a vida no Grupo F. Veja ficha técnica, escalações prováveis, o cenário do grupo e o palpite.

Thiago Borges
Thiago Borges
7 min de leitura
Tunísia x Japão na Copa 2026: o duelo decisivo do Grupo F
Ilustração — Estádio BBVA, em Monterrey, recebe Tunísia x Japão pela 2ª rodada do Grupo F da Copa 2026

Os números explicam por que Tunísia x Japão virou um jogo de necessidade. Na estreia do Grupo F da Copa 2026, a Tunísia levou 5 a 1 da Suécia — uma das defesas mais vazadas da primeira rodada — enquanto o Japão somou um ponto ao empatar por 2 a 2 com a Holanda. As duas seleções entram em campo à 1h (de Brasília) de domingo (21), no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, com a tabela já apertando: quem não pontuar agora caminha para depender de combinações na rodada final.

O recorte estatístico é cruel para a Tunísia. Foram três jogos sem vitória antes do Mundial e uma goleada na abertura que custou o emprego de Sabri Lamouchi, demitido no meio da Copa. No lugar entrou o francês Hervé Renard, especialista em arrumar seleções africanas em prazo curto, com a missão de transformar o saldo de -4 em reação imediata. Do outro lado, o Japão chegou embalado — sete jogos de invencibilidade na preparação — e mostrou contra a Holanda que tem repertório para brigar de igual para igual com europeu.

Ficha técnica de Tunísia x Japão

ItemDetalhe
JogoTunísia x Japão
CompetiçãoCopa do Mundo 2026 — Grupo F, 2ª rodada
Data e horaDomingo, 21/06/2026, 1h (Brasília)
LocalEstádio BBVA, Monterrey (México)
Onde assistirGlobo, SporTV e CazéTV

A estreia em números: o que cada seleção mostrou

O 5 a 1 sofrido pela Tunísia não foi um placar de azar pontual. A equipe de Lamouchi cedeu espaço entre as linhas, perdeu duelos individuais na defesa e foi castigada em todas as fases do jogo. O saldo de -4 logo na abertura é o pior do grupo e ajuda a entender a decisão drástica da federação tunisiana de trocar o comando no meio do torneio. Hervé Renard, que já levou Marrocos e Arábia Saudita a campanhas históricas em Copas, herda um elenco talentoso, mas com a confiança em frangalhos e a obrigação de blindar a defesa antes de pensar no ataque.

O Japão entregou o oposto: controle e personalidade. O empate por 2 a 2 com a Holanda, uma das favoritas do grupo, veio com a seleção asiática impondo seu jogo de posse, transições rápidas pelas pontas e pressão alta nos momentos certos. Foram dois gols contra uma seleção europeia de ponta — número que coloca o ataque japonês como o segundo mais produtivo do grupo, atrás apenas da Suécia. O ponto somado na estreia mantém o time na zona de classificação e, mais importante, valida o estilo: o Japão de hoje não se contenta em apenas resistir.

A leitura dos dados é direta. A Tunísia precisa primeiro consertar a defesa que tomou cinco gols; o Japão precisa transformar bom futebol em vitória para não correr risco na reta final. É a urgência de quem está no fundo da tabela contra a ambição de quem quer carimbar a vaga o quanto antes.

Tunísia x Japão: o que está em jogo no Grupo F

Antes da bola rolar na segunda rodada, a chave está assim:

PosSeleçãoPJVEDSG
Suécia31100+4
Japão110100
Holanda110100
Tunísia01001-4

Mais cedo, ainda no sábado, Holanda e Suécia se enfrentam pela mesma rodada do Grupo F — um resultado que pode redesenhar a tabela antes mesmo de tunisianos e japoneses entrarem em campo. Por isso, Tunísia e Japão chegam ao confronto sabendo exatamente de quantos pontos precisam: uma vitória japonesa praticamente encaminha a classificação, enquanto qualquer tropeço da Tunísia, somado a um bom resultado dos rivais diretos, pode decretar a eliminação matemática já na terceira rodada.

Vale lembrar que o novo formato de 48 seleções classifica os dois primeiros de cada grupo mais os oito melhores terceiros colocados, o que mantém uma réstia de esperança para quem soma poucos pontos. Mas a conta da Tunísia é a mais apertada: vinda de uma goleada e com -4 de saldo, ela precisa não só vencer como começar a recuperar o saldo de gols — critério que pode ser decisivo na disputa por uma das vagas de melhor terceiro.

Escalações prováveis

A Tunísia de Hervé Renard deve priorizar solidez. Segundo as prováveis escalações divulgadas pela Gazeta Esportiva, a tendência é um 4-2-3-1 com dois volantes de marcação, Skhiri e Khedira, protegendo a defesa que ruiu na estreia, e a criação concentrada em Hannibal Mejbri pelo meio, com Chaouat como referência no ataque.

O Japão de Hajime Moriyasu mantém o desenho com três zagueiros e laterais avançados, que dá largura ao ataque e libera os meias para flutuar. A baixa de peso é Takefusa Kubo, fora por lesão no joelho esquerdo, o que reduz o poder de drible pelos lados, mas a estrutura segue apoiada na mobilidade de Maeda e na presença de Ueda na área.

Os pontos que decidem o jogo

O eixo do confronto está na transição. O Japão é mais agudo justamente quando recupera a bola e acelera com os laterais Sugawara e Nakamura subindo pelos corredores — foi assim que pressionou a Holanda. Se a Tunísia repetir a fragilidade defensiva da estreia, esses avanços viram chances claras. A primeira tarefa de Renard é encurtar os espaços que a Suécia explorou à vontade.

Pelo lado tunisiano, o caminho passa pela bola parada e pela força física. A seleção tem bons cabeceadores e, contra uma defesa japonesa de apenas três zagueiros, escanteios e faltas laterais podem ser a via mais curta para o gol. Hannibal Mejbri é o jogador mais desequilibrante do elenco e o responsável por dar velocidade às transições — se ele encontrar espaço entre as linhas, a Tunísia ganha o ponto de criação que faltou na abertura.

Há ainda o fator emocional, que os números não capturam por completo: a chegada de um treinador novo costuma provocar uma reação de curto prazo. Renard é conhecido por discursos motivacionais e ajustes simples e diretos. A pergunta é se três dias de trabalho bastam para reorganizar um time que parecia perdido em campo diante da Suécia.

Palpite

A diferença de momento pesa. O Japão chega mais ajustado, com identidade clara e um ataque que já provou eficiência contra adversário forte; a Tunísia depende de um efeito imediato da troca de comando e de uma blindagem defensiva que ainda não mostrou. O cenário mais provável é um Japão que controla a posse e decide nas transições, com a Tunísia oferecendo mais resistência do que na estreia, mas ainda vulnerável. Palpite: Japão 2 x 1 Tunísia, com os asiáticos dando um passo grande rumo às oitavas e os africanos deixando a definição para a rodada final.

Perguntas frequentes

Que horas é Tunísia x Japão na Copa 2026?
A bola rola à 1h (horário de Brasília) de domingo, 21 de junho, no Estádio BBVA, em Monterrey, no México.
Onde assistir Tunísia x Japão ao vivo?
A Globo transmite na TV aberta, o SporTV na TV fechada e a CazéTV faz a transmissão online para todo o Brasil.
Como está o Grupo F antes da segunda rodada?
Após a 1ª rodada, a Suécia lidera com 3 pontos, Japão e Holanda somam 1 cada e a Tunísia está em último, sem pontos.
Por que a Tunísia trocou de técnico na Copa?
Sabri Lamouchi foi demitido após a derrota por 5 a 1 para a Suécia na estreia. O francês Hervé Renard assumiu o comando da seleção.
Qual a escalação provável do Japão?
Suzuki; Taniguchi, Watanabe, Ito; Sugawara, Kamada, Sano, Nakamura; Roan, Maeda e Ueda. O meia Takefusa Kubo está fora, lesionado.

Fonte: Gazeta Esportiva, Metrópoles, Diário do Grande ABC, FIFA | Informações adicionais por Beira do Campo

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Thiago Borges
Thiago Borges

Analista de Dados

Cientista de dados e fanático por futebol. Usa estatísticas avançadas (xG, xA, PPDA) para desvendar o que os olhos não veem. Transforma números em histórias.