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São Paulo bate Mirassol, entra no G4 e alivia Roger Machado

Com gol de Luciano de cabeça em Campinas, o Tricolor venceu o Mirassol por 1 a 0, encerrou a sequência de duas derrotas e ultrapassou o Bahia rumo ao quarto lugar do Brasileirão 2026.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
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São Paulo bate Mirassol, entra no G4 e alivia Roger Machado
Luciano celebra o gol que tirou São Paulo do jejum no Brinco de Ouro — Foto: Reprodução / CNN Brasil

São Paulo entrou em campo no Brinco de Ouro da Princesa pressionado pela torcida, sob vaias antes mesmo do apito inicial, e saiu de Campinas com a vitória mais útil da temporada. O 1 a 0 sobre o Mirassol, no sábado (25), pela 13ª rodada do Brasileirão 2026, recolocou o Tricolor no G4 com 23 pontos e cortou a sangria de duas derrotas seguidas para Vitória e Vasco.

Foi o tipo de jogo que Roger Machado precisava: pragmático, controlado e decidido por um centroavante na hora certa. O gol de Luciano, de cabeça, aos 31 minutos do segundo tempo, segurou a posição na tabela e segurou também o emprego do treinador.

Luciano resolve em Campinas

A jogada saiu pela esquerda. Wendell levou a bola até a linha de fundo, ganhou no corpo e bateu na medida para Luciano, que apareceu sozinho na pequena área e cabeceou firme para o canto de Walter, goleiro do Mirassol. O lance reproduziu fielmente o que o São Paulo vinha fazendo de melhor sob o comando de Roger: ataque pelas pontas, cruzamento e finalização de centroavante de área.

Foi o terceiro gol de Luciano no Brasileirão e o primeiro decisivo desde o triunfo sobre o Bragantino, em março. Reposicionado como segundo atacante depois da volta de Calleri, o camisa 11 ganhou uma função mais simples: ocupar o coração da área e capitalizar os cruzamentos de Wendell, que cresceu de produção desde a chegada do novo treinador.

O Mirassol, que estreou na competição como surpresa positiva e vinha brigando pelo G6, criou pouco. Walter teve dificuldade contra a bola alta, Reinaldo deixou a esquerda livre em diversos momentos e o time de Rafael Guanaes só ofereceu perigo em duas finalizações de fora da área. A defesa tricolor, com Tolói e Sabino seguros, manteve o gol intacto pela primeira vez no mês.

Roger Machado respira no banco do Tricolor

A pressão sobre Roger Machado vinha aumentando rodada após rodada. Contratado em março para substituir Hernán Crespo, o treinador acumulava cinco vitórias, um empate e quatro derrotas até o jogo de sábado, em campanha que parte da torcida classificava como insuficiente para o tamanho do clube. As vaias do desembarque em Campinas, registradas pela CNN Brasil, deixaram claro que o saldo era curto.

O 1 a 0 não muda o cenário do dia para a noite, mas compra tempo. O técnico ganha duas semanas até o próximo confronto direto contra o Vasco, ainda fora de casa, e poderá testar com mais calma o esquema com Calleri e Luciano juntos no ataque. Internamente, a diretoria já avisou que avalia o trabalho rodada a rodada, sem prazo definido — e a vitória é o tipo de combustível que mantém Roger no comando ao menos até o fim do mês.

A reabilitação ainda passa por números frios: o São Paulo é o terceiro pior visitante do G4, com apenas duas vitórias longe do Morumbi nesta edição, e segue sem conseguir vencer dois jogos consecutivos no Brasileirão. Resolver esse padrão é o próximo desafio do treinador.

Tricolor longe do Morumbi por um mês

A escolha de Campinas como mando de campo tem motivo prosaico: o gramado do Morumbi está reservado para uma sequência de shows até a metade de maio. O São Paulo só voltará ao estádio para o jogo contra o Athletico-PR, na 16ª rodada, e até lá precisará alternar entre o Brinco de Ouro e a Arena Barueri.

A logística vira tema de discussão dentro do clube. O Tricolor reclama que o calendário do estádio compete com a temporada, e a torcida questiona o impacto financeiro de jogar em casas alheias com público reduzido. O Brinco de Ouro recebeu pouco mais de 12 mil pessoas no sábado, longe da média de 40 mil que o Morumbi costuma registrar nesta fase do campeonato.

Para Roger, é mais um fator a administrar. Treinar e jogar em estádios com pisos diferentes, sem o respaldo da torcida em massa, exige adaptação rápida — e o time precisa transformar essa peregrinação em rotina antes que a desorganização vire pretexto para nova queda de rendimento.

Próximo passo do São Paulo

O Tricolor volta a campo na quarta-feira (29), pela Copa Sul-Americana, contra o Boston River, em Montevidéu, onde tenta encaminhar a classificação à fase eliminatória. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso é só no domingo seguinte, contra o Vasco em São Januário, no que será uma chance de medir se a vitória sobre o Mirassol abriu de fato uma reação ou foi apenas alívio momentâneo.

O recado da rodada, no entanto, é claro: Palmeiras lidera com 29 pontos e abriu seis para Flamengo e Fluminense (ambos com 23). O São Paulo entrou nesse pelotão pela diferença mínima de um gol e precisa engatar uma sequência se quiser convencer a torcida de que a normalidade do Tricolor ainda comporta sonho de título nesta temporada.

Por enquanto, basta o que veio: um gol, três pontos e um respiro. Roger Machado segue de pé, e o São Paulo, no G4. É pouco para o tamanho do clube, mas é mais do que tinha às 18h do sábado.

Perguntas frequentes

Qual foi o resultado de São Paulo e Mirassol pela 13ª rodada do Brasileirão?
O São Paulo venceu por 1 a 0 no sábado, 25 de abril, em jogo realizado no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.
Quem fez o gol do São Paulo contra o Mirassol?
Luciano marcou de cabeça aos 31 minutos do segundo tempo, após cruzamento do lateral Wendell pela ponta esquerda.
Por que São Paulo x Mirassol foi disputado em Campinas?
Por causa da agenda de shows no Morumbi, o Tricolor precisou mandar a partida no Brinco de Ouro, casa do Guarani.
Em qual posição o São Paulo está no Brasileirão 2026?
Com 23 pontos, o Tricolor assumiu o quarto lugar e entrou no G4, ultrapassando o Bahia, que ficou na quinta colocação.

Fonte: CNN Brasil, ge.globo, Lance!, São Paulo FC, Placar | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.