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México x Coreia do Sul: ponta do Grupo A e a última dança de Son

Líderes do Grupo A com 3 pontos cada, México e Coreia do Sul se enfrentam nesta quinta, às 22h, em Guadalajara, para definir quem assume o controle da chave. De um lado, o anfitrião embalado por Javier Aguirre; do outro, a provável última Copa de Son Heung-min.

Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos
7 min de leitura
México x Coreia do Sul: ponta do Grupo A e a última dança de Son
Ilustração — Estádio Akron em clima de Copa do Mundo para o duelo do Grupo A entre México e Coreia do Sul

Há times que entram numa Copa para sobreviver e há times que entram para mandar. Nesta quinta-feira, em Guadalajara, dois que começaram mandando se encaram de frente. México x Coreia do Sul fecha a segunda rodada do Grupo A às 22h (horário de Brasília), no Estádio Akron, com a ponta da chave em disputa e um pano de fundo que dá ainda mais peso à noite: pode ser a última vez que Son Heung-min joga uma fase de grupos de Mundial.

Ficha técnica

InformaçãoDetalhe
JogoMéxico x Coreia do Sul
CompetiçãoCopa do Mundo 2026 — Grupo A (2ª rodada)
Data e horaQuinta, 18/06/2026, 22h (Brasília)
LocalEstádio Akron, Guadalajara (México)
Onde assistirGlobo, SporTV e CazéTV

México x Coreia do Sul: a briga pela ponta do Grupo A

Os dois chegam a este duelo com a mesma moral e o mesmo saldo na conta dos pontos. O México estreou batendo a África do Sul por 2 a 0, com gols de Julián Quiñones logo aos 9 minutos e de Raúl Jiménez na etapa final, e fez história: foi a primeira vez que a seleção comandada por Javier Aguirre venceu um jogo de abertura de Copa do Mundo. Jogar em casa, diante de um país que respira o torneio como anfitrião, transformou o resultado em algo maior do que três pontos — virou um recado.

A Coreia do Sul respondeu à altura, ainda que por outro caminho. Saiu atrás contra a República Tcheca, levou o gol de Ladislav Krejčí no segundo tempo e virou para 2 a 1 com Hwang In-beom e Oh Hyeon-gyu, num roteiro de resiliência que define bem o espírito asiático em Mundiais. Curiosamente, Son Heung-min não marcou — coube aos coadjuvantes resolver —, mas a sensação que ficou foi a de um grupo que aguenta pancada e reage.

Com 3 pontos para cada lado, o México lidera o grupo apenas pelo saldo de gols. A matemática é simples e cruel ao mesmo tempo: quem vencer encosta a mão na vaga das oitavas e deixa o rival dependendo da última rodada. Em um torneio de 48 seleções, no qual a margem entre avançar e cair em casa ficou estreita — algo que já discutimos no festival de empates que travou a estreia da Copa —, abrir vantagem cedo vale ouro.

A provável última dança de Son Heung-min

Toda Copa tem suas despedidas anunciadas, e a desta vez tem nome e camisa 7. Son Heung-min chega aos Estados Unidos, México e Canadá no que muito provavelmente será seu último Mundial, ainda como o rosto e o coração de uma geração coreana que aprendeu a sonhar mais alto. Não marcou na estreia, mas seguiu sendo o ímã para o qual a marcação adversária se inclina — e foi nessa brecha que os companheiros encontraram espaço para a virada.

O detalhe que comove é o mesmo de sempre quando uma estrela se aproxima do fim: Son não joga como quem está se despedindo, joga como quem ainda tem algo a conquistar. Para o México, neutralizá-lo sem desmontar a própria estrutura será o teste tático da noite. Para a Coreia, a missão é não depender exclusivamente do capitão — equação que toda seleção com um craque dominante precisa resolver, como o Brasil também tenta fazer enquanto se prepara para reagir contra o Haiti.

Escalações prováveis

O México perde o zagueiro César Montes, expulso na estreia e suspenso para esta partida, o que deve manter a dupla de zaga formada por Johan Vásquez e Edson Álvarez. À frente, Aguirre aposta na velocidade de Quiñones pelos lados e na referência de Raúl Jiménez no comando do ataque.

Do outro lado, a Coreia do Sul deve repetir o desenho de três zagueiros que sustentou a virada na estreia, com Kim Min-jae organizando a defesa e os alas dando largura. No setor de criação, Lee Kang-in e Lee Jae-sung orbitam ao redor de Son, encarregado de transformar posse em perigo.

Histórico do confronto

México e Coreia do Sul já se cruzaram duas vezes em Copas do Mundo, e o retrospecto é todo verde. Em 1998, na França, os mexicanos venceram por 3 a 1. Vinte anos depois, na Rússia, repetiram a dose com um 2 a 1 que ainda dói na memória coreana — foi naquele jogo que a torcida mexicana, por tabela, acabou torcendo pela própria Coreia na rodada seguinte para eliminar a Alemanha. Histórias do futebol que se entrelaçam e que, nesta quinta, ganham mais um capítulo.

O peso histórico, porém, vale o que vale: dá confiança ao México, mas não joga a partida. A Coreia de 2026 é mais madura, treinada para suportar adversidade, e sabe que um empate, neste momento, já mantém o sonho vivo.

Pontos táticos

A chave da noite está no meio-campo. O México de Aguirre gosta de controlar o ritmo, girar a bola com Érik Lira e Álvaro Fidalgo e acelerar nas pontas — um modelo que depende de tempo de posse e paciência. A Coreia, por sua vez, prospera no caos: pressão alta, transições rápidas e a aposta de que Son encontre um metro de espaço para decidir.

Se o México conseguir impor seu jogo de posição e empurrar a Coreia para o próprio campo, a tendência é de domínio mexicano e jogo controlado. Mas se o duelo virar uma partida aberta, de ida e volta, aí o talento individual coreano e a frieza nas transições podem nivelar — ou inverter — o roteiro. É um confronto de identidades opostas, e quem impuser a sua leva vantagem.

Palpite

Jogando em casa, embalado pelo tabu quebrado na estreia e com a torcida de Guadalajara como 12º jogador, o México chega ligeiramente favorito. A expectativa é de uma vitória mexicana apertada, por um gol de diferença, com Raúl Jiménez ou Quiñones decidindo num jogo controlado. Mas o futebol coreano raramente entrega os pontos sem cobrar caro, e a presença de Son sempre embute o risco de um lance que muda tudo. Se há uma certeza nesta Copa de margens estreitas — que vem rendendo números curiosos, como mostramos no raio-X das seleções sul-americanas —, é que liderar o Grupo A custará suor até o apito final.

Horário, local e transmissão confirmados pela CNN Brasil e pela ESPN.

Perguntas frequentes

Que horas é México x Coreia do Sul na Copa 2026?
A bola rola nesta quinta-feira, 18 de junho, às 22h (horário de Brasília), no Estádio Akron, em Guadalajara.
Onde assistir México x Coreia do Sul ao vivo?
No Brasil, a transmissão é da Globo na TV aberta, do SporTV na fechada e da CazéTV pela internet.
Como estão México e Coreia do Sul no Grupo A?
Ambos venceram na estreia e somam 3 pontos; o México lidera pelo saldo de gols. Quem vencer fica perto da vaga nas oitavas.
Quem está suspenso para México x Coreia do Sul?
O zagueiro mexicano César Montes cumpre suspensão automática após ser expulso na vitória sobre a África do Sul.
Qual o retrospecto entre México e Coreia do Sul em Copas?
As seleções se enfrentaram duas vezes em Mundiais, com duas vitórias mexicanas: 3 a 1 em 1998 e 2 a 1 em 2018.

Fonte: FIFA, CNN Brasil, ESPN | Informações adicionais por Beira do Campo

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Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos

Correspondente Internacional

Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.