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França na Copa 2026: a favorita que busca o tricampeonato

Vice-campeã em 2022 e número 1 do ranking da FIFA, a França chega aos Estados Unidos com o ataque mais temido do Mundial. Deschamps aposta na velocidade de Mbappé e Dembélé, mas terá Senegal, Iraque e a Noruega de Haaland pela frente no Grupo I.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
5 min de leitura
França na Copa 2026: a favorita que busca o tricampeonato
França definiu os 26 convocados com Mbappé como capitão e ataque recheado — Foto: Reprodução / Terra

Quando se monta a lista de candidatos ao título, a França na Copa 2026 aparece sempre entre os três primeiros nomes — e não é exagero do mercado. Vice-campeã em 2022 e número 1 do ranking da FIFA, a seleção de Didier Deschamps desembarca nos Estados Unidos com o elenco mais profundo do torneio e a missão de transformar favoritismo em uma terceira estrela.

A última década credencia o discurso. Desde 2018, os franceses só não levantaram a taça em 2022 porque pararam na Argentina de Messi, numa final decidida nos pênaltis. Para 2026, Deschamps abandonou o ciclo dos campeões de 2018 e construiu um time mais jovem, mais veloz e ainda mais ofensivo.

Por que a França na Copa 2026 é favorita

O argumento central é o equilíbrio. Poucas seleções conseguem combinar um goleiro de elite, uma zaga de nível Champions e um ataque com seis ou sete jogadores que seriam titulares em qualquer outro grupo. A França tem isso.

Na meta, Mike Maignan dá segurança e joga com os pés como um líbero moderno. Na defesa, a dupla William Saliba e Dayot Upamecano vive o auge, protegida pelas subidas de Théo Hernández e pela versatilidade de Jules Koundé. No meio, Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot oferecem músculo e saída de bola, com N'Golo Kanté ainda disponível para os jogos de maior pressão.

É um conjunto que perde poucos duelos individuais e quase nunca se desorganiza — exatamente o perfil que costuma ir longe em Copa do Mundo, onde detalhes defensivos decidem mata-mata. Os números de favoritismo não param por aí: a França divide a prateleira de candidatos com nomes como a Espanha de uma nova geração e segue à frente de quase todos no ranking.

Um ataque de fartura para Deschamps

Se há um setor em que a França assusta, é o ofensivo. Kylian Mbappé chega como capitão e principal arma, e aparece com naturalidade entre os favoritos à artilharia do Mundial. Ao lado dele, Ousmane Dembélé vive a melhor fase da carreira depois de ser peça central do PSG bicampeão da Champions, enquanto Marcus Thuram dá referência de área.

O luxo está no banco. Michael Olise, Bradley Barcola, Rayan Cherki e Désiré Doué formam uma segunda linha de ataque que muitos finalistas adorariam ter como titular. Esse excesso de opções é, ao mesmo tempo, a maior força e o maior desafio de Deschamps: encaixar tanto talento sem quebrar o equilíbrio que sempre foi a marca dos seus times.

A leitura tática mais provável é que o treinador mantenha o pragmatismo de sempre — bloco compacto, transições rápidas e a velocidade de Mbappé explorando o espaço nas costas da defesa adversária. É um futebol que pode não encantar nos 90 minutos, mas que ganha jogos de Copa.

Grupo I: Senegal na estreia e o reencontro com Haaland

O sorteio não foi gentil. No Grupo I, a França estreia em 16 de junho contra Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey — um dos adversários mais físicos e talentosos da África, capaz de incomodar qualquer favorito. Depois, os franceses encaram o Iraque, na Filadélfia, e fecham a primeira fase diante da Noruega, em Boston.

É justamente o último jogo que promete roubar a cena: a Noruega volta a uma Copa do Mundo depois de décadas de ausência liderada por Erling Haaland. O duelo entre o artilheiro norueguês e o ataque francês tem cara de clássico instantâneo e pode valer a liderança do grupo.

Os riscos por trás do favoritismo

Favoritismo, em Copa, não é garantia de nada — e a França tem pontos de atenção. O primeiro é o meio-campo: a ausência de Eduardo Camavinga, cortado após uma temporada castigada por lesões, tira mobilidade e poder de recomposição de uma região que já perdeu nomes importantes no panorama geral de baixas das seleções para o Mundial.

O segundo é a gestão do elenco. Deixar Olise, Cherki ou Barcola no banco em todos os jogos pode gerar ruído num grupo acostumado a protagonismo nos clubes. E há o histórico recente: nos amistosos de preparação, os Bleus não convenceram e mostraram que a engrenagem ainda precisa de ajustes finos antes da estreia.

Por fim, há o peso da própria expectativa. Quando a seleção mais badalada do ranking tropeça na fase de grupos, a pressão vira bola de neve. A França sabe disso — viveu o roteiro em 2002 e em 2010, quando elencos estrelados naufragaram cedo.

Calendário da França na fase de grupos

  • 16/06 — França x Senegal, MetLife Stadium (Nova Jersey)
  • A definir — França x Iraque, em Filadélfia
  • A definir — França x Noruega, em Boston

Com elenco para sonhar alto e cicatrizes que pedem cautela, a França chega aos Estados Unidos como aquela seleção que ninguém quer enfrentar. Se Deschamps acertar a dose entre talento e equilíbrio, os Bleus têm tudo para brigar pela terceira estrela. A convocação completa e os detalhes do grupo podem ser conferidos no anúncio oficial divulgado pela FIFA.

Perguntas frequentes

Quando a França estreia na Copa do Mundo 2026?
A França entra em campo no dia 16 de junho, contra Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo I.
Quem é o técnico e o capitão da França na Copa 2026?
Didier Deschamps segue no comando técnico e Kylian Mbappé é o capitão da seleção francesa.
Quais são os adversários da França no Grupo I?
A França enfrenta Senegal, Iraque e Noruega na fase de grupos da Copa do Mundo 2026.
Quem ficou fora da convocação da França?
O meia Eduardo Camavinga foi a principal ausência, e veteranos como Griezmann, Giroud, Varane e Lloris também não foram chamados.

Fonte: FIFA, CNN Brasil, Terra | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.