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Lesões na Copa 2026: Alemanha corta Karl e Neymar é dúvida

A menos de uma semana da abertura, a lista de desfalques por lesão não para de crescer. A Alemanha perdeu Lennart Karl e chamou Ouédraogo; o Brasil, que já não tem Rodrygo e Militão, ainda torce por Neymar. Veja o balanço das baixas e o que diz a regra da FIFA.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
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Lesões na Copa 2026: Alemanha corta Karl e Neymar é dúvida
Treino da seleção alemã, onde Lennart Karl se machucou e acabou cortado da Copa 2026 — Foto: Reprodução / Gazeta Esportiva

A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho, no Estádio Azteca, e a conta que mais cresce na reta final não é a de gols nos amistosos — é a de lesões na Copa 2026. Faltando menos de uma semana para a abertura, o último fim de semana de testes virou uma corrida de departamentos médicos, com técnicos refazendo planos que pareciam fechados há semanas. A baixa mais recente saiu do lado alemão e tem cara de azar puro.

Alemanha perde Karl e mexe no ataque na reta final

A seleção de Julian Nagelsmann anunciou na sexta-feira (5) o corte de Lennart Karl, atacante de 18 anos do Bayern de Munique. A jovem promessa sofreu uma ruptura de fibras musculares na coxa esquerda durante o último treino do grupo, em Chicago, confirmada por ressonância magnética. Karl vinha de boa fase e havia sido titular na vitória por 4 a 0 sobre a Finlândia — exatamente o tipo de peça de surpresa que Nagelsmann queria guardar para o mata-mata.

No lugar dele, a federação alemã chamou Assan Ouédraogo, de 20 anos, do RB Leipzig, que estava de férias na Espanha e já viaja para se juntar à delegação nos Estados Unidos, conforme detalhou a Gazeta Esportiva. O problema é que a baixa de Karl não é a primeira: a Alemanha já havia perdido Serge Gnabry, com ruptura no adutor da coxa, e ainda monitora a recuperação do goleiro Manuel Neuer, que se trata de um incômodo na panturrilha e é esperado para a estreia. Em pleno Grupo E, ao lado de Curaçao, Costa do Marfim e Equador, a campeã de quatro Mundiais chega com o ataque remendado e fecha a preparação contra os anfitriões neste sábado.

Neymar é dúvida e o Brasil já chegou desfalcado

Do lado brasileiro, o roteiro é parecido — só que o nome em questão pesa muito mais no imaginário da torcida. Neymar se recupera de uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, confirmada em 28 de maio pelo médico da CBF, Rodrigo Lasmar, e nem viajou com o restante do grupo para o último amistoso contra o Egito, neste sábado nos Estados Unidos. O camisa 10 trabalha em separado e fará uma nova ressonância na segunda-feira (8).

Carlo Ancelotti projeta o retorno do meia-atacante aos treinos com o grupo na semana que vem, caso o exame venha limpo. A leitura mais realista, porém, é que Neymar fica fora da estreia contra o Marrocos, em 13 de junho, com chance de voltar apenas na segunda rodada, diante do Haiti, em 19 de junho. E ele não é a única ausência: o Brasil já vai à Copa sem Rodrygo, cortado após ruptura do ligamento cruzado e do menisco do joelho direito, e sem Éder Militão, operado da coxa em abril. Para um time que sonha com o hexa, perder três peças de ataque e ainda depender de uma ressonância de última hora é um saldo desconfortável.

A regra da FIFA: dá para trocar até 24h antes da estreia

A boa notícia para quem ainda corre contra o tempo é que o regulamento dá uma folga. As listas finais, com 23 a 26 jogadores, foram entregues à FIFA no dia 1º de junho e confirmadas oficialmente no dia 2. Mas, em caso de lesão grave comprovada por laudo médico, a entidade autoriza a substituição de um atleta até 24 horas antes da primeira partida da seleção no torneio.

Há um detalhe que aperta o jogo: o substituto precisa estar na pré-lista ampliada enviada anteriormente — não dá para inventar um nome novo. Na prática, o prazo do Brasil para mexer na lista por causa de Neymar vai até 12 de junho, véspera do duelo com o Marrocos. É essa janela que mantém comissões técnicas do mundo todo de olho no celular a cada treino que termina.

O balanço de lesões na Copa 2026 entre os favoritos

A epidemia de lesão não escolhe camisa. A Espanha, que chega forte mesmo sem o Real Madrid, perdeu o atacante Samu Aghehowa, do Porto, com ruptura do ligamento cruzado. A França viu Hugo Ekitike, do Liverpool, romper o tendão de Aquiles. A Inglaterra não conta com Jack Grealish, operado do pé. E a Argentina, atual campeã, cortou Juan Foyth e Joaquín Panichelli, também por problemas físicos, conforme o levantamento da ESPN sobre o quadro das seleções.

O recado dos últimos amistosos é claro: a Copa de 2026 vai ser decidida tanto pelos onze em campo quanto pela capacidade de cada técnico de absorver o desfalque que ninguém previu. Para Nagelsmann e Ancelotti, a próxima semana vale menos pelo resultado dos jogos-treino e mais pelo que vier nos exames. A bola só rola no Azteca em 11 de junho, mas a Copa, nos bastidores, já começou — e tem médico ditando o ritmo.

Perguntas frequentes

Quem foi cortado da Alemanha para a Copa 2026?
Lennart Karl, atacante de 18 anos do Bayern, sofreu lesão muscular na coxa em treino e foi substituído por Assan Ouédraogo, do RB Leipzig.
Neymar vai jogar a Copa do Mundo 2026?
Neymar está na lista do Brasil, mas se recupera de lesão na panturrilha e deve perder a estreia contra o Marrocos, em 13 de junho. Faz novo exame em 8 de junho.
Quais jogadores do Brasil estão fora da Copa 2026 por lesão?
Rodrygo, com lesão no joelho, e Éder Militão, operado da coxa, estão fora. Neymar é dúvida e ainda tenta se recuperar a tempo.
Até quando uma seleção pode trocar um jogador lesionado na Copa 2026?
A FIFA permite substituir um atleta por lesão grave até 24 horas antes da estreia da seleção, desde que o substituto esteja na pré-lista enviada à entidade.

Fonte: Gazeta Esportiva, ESPN, CNN Brasil, FIFA | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.