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Seleção Brasileira perde Wesley e redefine a estreia na Copa 2026

A quatro dias da estreia contra Marrocos, Ancelotti perdeu Wesley para uma lesão no adutor, chamou o volante Éderson e ainda convive com a dúvida sobre Neymar. Em Nova Jersey, o Brasil começou os treinos táticos com a escalação titular guardada a sete chaves.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
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Seleção Brasileira perde Wesley e redefine a estreia na Copa 2026
Wesley deixou o amistoso contra o Egito com lesão no adutor e está fora da Copa do Mundo 2026 — Foto: Reprodução / CNN Brasil

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo 2026, a Seleção Brasileira recebeu o tipo de notícia que nenhuma comissão técnica quer ouvir tão perto da bola rolar: Wesley, lateral-direito titular, está fora do Mundial. O jogador da Roma se machucou no amistoso contra o Egito e foi cortado por Carlo Ancelotti, que precisou chamar um substituto e refazer parte do planejamento para o jogo de abertura, contra Marrocos, no dia 13 de junho, no MetLife Stadium.

O corte mexe diretamente com o lado direito da defesa e obriga o treinador italiano a antecipar uma decisão que pretendia tomar com mais calma. Em Nova Jersey, onde o grupo iniciou os treinos táticos, Ancelotti já avisou que tem a escalação inicial definida — mas mantém o time em sigilo até a véspera.

Wesley fora: a lesão que tirou o titular da lateral

Wesley se machucou logo aos 16 minutos do amistoso contra o Egito, disputado em 6 de junho, em Cleveland. O lateral deixou o gramado com fortes dores na região da virilha, e o exame confirmou o pior: lesão de grau 3 no adutor, sem chance de recuperação a tempo de disputar o torneio. A CBF oficializou o corte assim que o diagnóstico foi fechado.

A baixa tem peso. Wesley vinha sendo desenhado como titular da lateral direita e era uma das apostas de Ancelotti para dar profundidade ao ataque pelo corredor. Perdê-lo às vésperas da estreia significa abrir mão de um jogador pensado para uma função específica — e recalibrar o equilíbrio entre defesa e apoio ofensivo logo na largada.

Éderson chega e dá uma carta nova a Ancelotti

Para preencher a vaga, o treinador optou por um nome que muda a lógica da reposição: em vez de outro lateral puro, chamou o volante Éderson, do Atalanta. Aos 26 anos, o meio-campista já havia aparecido na primeira lista de Ancelotti, em 2025, sem entrar em campo, e vive a expectativa de uma transferência para o Manchester United.

A escolha não é apenas numérica. Com Éderson à disposição, Ancelotti ganha a opção de montar um meio-campo de maior sustentação, liberando Bruno Guimarães e Lucas Paquetá para municiar o trio ofensivo sem expor tanto a saída de bola. Na lateral direita, a tendência é que Danilo assuma a titularidade — solução que já se desenhava na reta final de preparação da seleção nos Estados Unidos.

Neymar segue como a maior dúvida da Seleção Brasileira

Se a lateral tem um caminho desenhado, o ataque ainda guarda um ponto de interrogação. Neymar, convocado para a sua quarta Copa, se recupera de uma lesão de grau 2 na panturrilha esquerda e, segundo Ancelotti, só deve se integrar aos treinos com o restante do grupo na próxima semana — ou seja, dificilmente estará pronto para começar a estreia.

O treinador já adiantou que pretende usar o camisa 10 numa função mais centralizada, como um atacante de referência que recebe entre as linhas, em vez de aberto pela ponta. A leitura conversa com o momento físico do jogador: menos corrida, mais participação na criação. Mas, enquanto Neymar não treina no ritmo do grupo, Ancelotti monta um time que não depende dele para a largada.

A provável Seleção Brasileira contra Marrocos

Com Wesley fora e Neymar em recuperação, o desenho mais provável para a estreia mantém a espinha dorsal que o treinador considera indiscutível. No 4-3-3, Alisson segue no gol; Danilo assume a direita ao lado de Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro arma a base do meio com Bruno Guimarães e Paquetá; e o trio ofensivo reúne Vinícius Júnior, Matheus Cunha e Raphinha.

O adversário não é um teste qualquer. Marrocos foi semifinalista em 2022 e desembarca no Grupo C como a ameaça mais concreta ao Brasil — um time organizado, intenso e acostumado a incomodar favoritos, como mostrou a análise do grupo de Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti. A seleção marroquina, aliás, já vinha sendo tratada como a pedra no caminho da estreia brasileira.

A estreia está marcada para sábado, 13 de junho, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Até lá, Ancelotti tem poucos treinos para acertar a lateral direita, medir o ritmo de Neymar e confirmar se o time que guarda a sete chaves é mesmo o que vai abrir a caminhada brasileira rumo ao hexa.

Perguntas frequentes

Por que Wesley foi cortado da Copa 2026?
Wesley sofreu uma lesão de grau 3 no adutor no amistoso contra o Egito, em 6 de junho, e não tem condições de se recuperar a tempo do Mundial.
Quem substituiu Wesley na Seleção Brasileira?
Ancelotti convocou o volante Éderson, do Atalanta, no lugar de outro lateral, ganhando mais opções de meio-campo para a estreia.
Neymar vai jogar na estreia contra Marrocos?
Neymar se recupera de uma lesão na panturrilha e só deve treinar com o grupo na semana da estreia, o que torna sua presença entre os titulares improvável.
Quando é a estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026?
O Brasil estreia no sábado, 13 de junho, às 19h de Brasília, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Qual a provável escalação do Brasil contra Marrocos?
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Vinícius Júnior, Matheus Cunha e Raphinha.

Fonte: CNN Brasil, Exame, Goal, CBF | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.