O melhor do futebol brasileiro, todos os dias
Beira do Campo
BEIRADO CAMPO
Transferências

Memphis Depay no Corinthians: BYD e Esportes da Sorte viabilizam renovação até 2028

Corinthians monta engenharia financeira com duas patrocinadoras dividindo R$ 2,5 milhões mensais e parcelamento de dívida de R$ 40 milhões para estender vínculo do holandês.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
4 min de leitura
Memphis Depay no Corinthians: BYD e Esportes da Sorte viabilizam renovação até 2028
Memphis Depay — Foto: Reprodução / Wikipedia

A novela mais cara do mercado brasileiro caminha para um desfecho. O Corinthians avançou nesta semana em uma engenharia financeira inédita para renovar com Memphis Depay até junho de 2028, dividindo o custo do salário do holandês entre duas patrocinadoras: a montadora BYD e a casa de apostas Esportes da Sorte, master sponsor do clube. A ideia é tirar do caixa próprio do Parque São Jorge a maior parte do peso de um contrato de R$ 2,5 milhões mensais — e blindar o ajuste fiscal que a diretoria de Osmar Stabile prometeu à torcida.

A engenharia financeira: 50% para cada parceira

A montagem do pacote é o centro nevrálgico das conversas. A BYD, segundo a Mix Vale, topou bancar metade dos vencimentos do atacante. A Esportes da Sorte, que já paga uma fração da remuneração, aceitou cobrir o restante. Na prática, o Corinthians contabiliza Memphis no elenco sem desembolsar diretamente o valor cheio — um modelo que se tornou a tábua de salvação da gestão atual.

O salário em si caiu em relação ao contrato anterior. Hoje, o pacote total do holandês — entre luvas, bonificações, salário e impostos — beirava R$ 7 milhões mensais, segundo levantamentos do mercado. A nova proposta enxuga para cerca de R$ 2,5 milhões/mês, com Memphis sinalizando flexibilidade para ajustar valores e aceitar a redução. O acordo, ainda assim, mantém o atacante como o mais bem pago do futebol brasileiro.

O passivo de R$ 40 milhões

A renovação não é só sobre o futuro. O Corinthians ainda precisa equacionar uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 40 milhões com o jogador, fruto de salários atrasados e cláusulas não cumpridas desde a chegada em 2024. O plano aprovado pela diretoria prevê o parcelamento dessa pendência ao longo dos próximos dois anos, alinhado ao novo período contratual. É uma forma de reescalonar a obrigação sem desbalancear o fluxo de caixa do clube, que já entrou em outras renegociações pesadas.

A engenharia precisa de aval jurídico antes de virar oficial. Representantes legais das duas patrocinadoras revisam neste momento as minutas para evitar problemas futuros — especialmente em cláusulas de contrapartida de marketing e direitos de imagem. O otimismo nos bastidores, segundo apuração do Lance, é alto para que o anúncio saia nos próximos dias.

O contexto esportivo: Diniz no comando, Z4 no horizonte

Tudo isso acontece num momento delicado do clube em campo. Após a demissão de Dorival Júnior, Fernando Diniz assumiu o cargo e tenta arrumar uma equipe que voltou ao Z4 do Brasileirão depois de perder por 2x1 para o Mirassol no último domingo, pela 14ª rodada. Memphis não jogou — ainda em transição física após lesão — e foi um dos dez desfalques relacionados pelo departamento médico naquela partida.

A expectativa é que o holandês fique à disposição para o próximo compromisso, que não é qualquer um: Corinthians x São Paulo, neste domingo (10/05), às 18h30, na Neo Química Arena, pela 15ª rodada. O Majestoso pega o time alvinegro pressionado e com o estádio cobrando uma reação imediata. Para Diniz, ter Memphis em condições de jogo significa recuperar o principal articulador do ataque — peça que os números mostraram ser determinante quando esteve em campo na temporada.

Por que o Corinthians insiste tanto

Renovar com Memphis virou prioridade número um do departamento de futebol por dois motivos práticos. O primeiro é técnico: apesar das lesões e da inconsistência, o holandês segue como o jogador de maior repertório do elenco e o nome que vende camisa, ingresso e patrocínio. O segundo é financeiro: deixar o atacante sair de graça em junho significaria perder um ativo de mercado que poderia ainda render valores em uma futura negociação ou, no mínimo, garantir a manutenção das receitas atreladas à imagem dele — exatamente o que justifica BYD e Esportes da Sorte se mexerem.

O movimento, segundo a CNN Brasil, encerra uma queda de braço que vinha desde abril, quando o clube admitiu internamente que não usaria recursos próprios para bancar a renovação. A entrada da BYD no projeto destravou a conta. Com a Esportes da Sorte completando os 50% restantes, o que parecia inviável virou questão de dias.

A janela está aberta. Se a assinatura sair antes do Majestoso, Diniz ganha respiro técnico e a diretoria entrega à torcida o reforço mais barato — e mais caro — do mercado: o cara que já está dentro de casa.

Perguntas frequentes

Quando termina o atual contrato de Memphis Depay com o Corinthians?
O vínculo atual vai até junho de 2026, e o clube tenta fechar a extensão antes que o jogador possa assinar livre com qualquer interessado.
Quanto o Corinthians vai pagar a Memphis Depay no novo contrato?
A proposta gira em torno de R$ 2,5 milhões mensais entre salário e direitos de imagem, com BYD e Esportes da Sorte cobrindo metade cada uma.
Qual é a dívida do Corinthians com Memphis Depay?
Cerca de R$ 40 milhões acumulados em pendências, que serão parcelados ao longo dos próximos dois anos no novo acordo.
Até quando o Memphis ficará no Corinthians se renovar?
O novo contrato em discussão tem duração de duas temporadas, estendendo o vínculo até junho de 2028.

Fonte: Mix Vale, Bolavip, CNN Brasil, Lance, Infotimão | Informações adicionais por Beira do Campo

#corinthians#memphis-depay#renovacao#mercado#byd#esportes-da-sorte
Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.