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França x Iraque na Copa 2026: Mbappé mira a vaga no Grupo I

A França de Mbappé, embalada pela vitória sobre o Senegal, encara o lanterna Iraque nesta segunda-feira, às 18h, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. Um triunfo praticamente sela a vaga dos Bleus no Grupo I da Copa 2026. Horário, onde assistir, escalações prováveis e a análise tática do duelo.

Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos
6 min de leitura
França x Iraque na Copa 2026: Mbappé mira a vaga no Grupo I
Ilustração — Lincoln Financial Field iluminado para França x Iraque pela 2ª rodada do Grupo I da Copa do Mundo 2026

Há favoritos que precisam de tempo para engrenar e há aqueles que chegam à Copa já no ritmo de quem mira o título. A França de Didier Deschamps pertence ao segundo grupo. Quando França x Iraque começar nesta segunda-feira (22), às 18h de Brasília, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, os vice-campeões mundiais terão diante de si a chance de transformar uma boa estreia em algo perto de uma classificação encaminhada — e de assistir, mais uma vez, ao espetáculo particular de Kylian Mbappé.

Do outro lado, um Iraque ferido. A goleada sofrida para a Noruega na rodada de abertura transformou o que seria um jogo difícil num confronto de sobrevivência. É o roteiro clássico do Mundial: o gigante europeu querendo despachar a tarefa cedo, o azarão asiático tentando estragar a festa e, no meio, a fome de um craque que reescreve recordes a cada partida.

Onde assistir França x Iraque: ficha do jogo

JogoFrança x Iraque
CompetiçãoCopa do Mundo 2026 — Grupo I (2ª rodada)
DataSegunda-feira, 22 de junho de 2026
Horário18h (Brasília)
LocalLincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Onde assistirCazéTV (YouTube), Disney+ e Prime Video

Casa do time de futebol americano dos Philadelphia Eagles, o Lincoln Financial Field é um dos colossos do calendário norte-americano da Copa. Para a França, é mais um capítulo da rota que pode terminar no MetLife Stadium, palco da final em 19 de julho — e onde os Bleus já estrearam, na vitória sobre o Senegal.

A França embalada por um Mbappé histórico

A estreia francesa começou travada e terminou em desfile. Diante de um Senegal aplicado, os Bleus precisaram de paciência até Mbappé desencantar e, então, vencerem por 3 a 1, com dois gols do capitão e um de Bradley Barcola. Mais do que os três pontos, aquela noite teve sabor de marco: Mbappé chegou ao 14º gol em Copas e ultrapassou Just Fontaine, virando o maior artilheiro da história da seleção francesa em Mundiais. Aos 27 anos e às portas de completar 100 jogos pela França, ele segue colecionando estatísticas que pareciam intocáveis.

Esse é o problema que o Iraque herda: parar um time que não depende só do seu camisa 10. Ousmane Dembélé vive grande fase, Michael Olise foi destaque na Europa e Barcola entrou na estreia para mostrar serviço. Não à toa, o supercomputador da Opta projeta a França como favorroníssima, com quase 89% de chance de vitória. É o tipo de elenco que confirma por que os franceses aparecem em quase toda lista de grandes favoritos europeus ao tricampeonato.

Escalações prováveis: a rotação calculada de Deschamps

Com a estreia resolvida e um calendário curto pela frente, Deschamps deve girar a equipe. A tendência é de até três mudanças em relação ao time que bateu o Senegal: Lucas Digne ganhando a lateral esquerda, Manu Koné entrando no meio para dar fôlego a Tchouaméni e Barcola promovido ao ataque. Mbappé, claro, é presença garantida — ninguém poupa o homem que está empilhando recordes.

A leitura tática é direta: França com a bola, o Iraque atrás da linha do meio e a partida resolvida nos detalhes da velocidade. Contra blocos baixos, a arma dos Bleus é justamente a profundidade de Mbappé e os dribles de Dembélé pelos lados. O risco, como sempre nesses jogos, é a ansiedade diante de um adversário que se fecha — mas a qualidade individual francesa costuma resolver antes que a impaciência vire problema.

O Iraque de Graham Arnold em situação-limite

O Iraque chegou à Copa rompendo um jejum de quatro décadas e sonhando alto, mas levou um banho de realidade logo na estreia. A derrota por 4 a 1 para a Noruega, com dois gols de Erling Haaland, expôs as fragilidades defensivas de um time que precisa correr muito para compensar a diferença técnica. O lampejo positivo foi o gol de Aymen Hussein, que mostrou que a equipe ao menos consegue ferir adversários em jogadas de bola parada e cruzamentos.

Sob o comando do australiano Graham Arnold, o Iraque deve apostar num 4-4-2 compacto, com as duas linhas de quatro bem juntas e a esperança depositada nos contra-ataques e nas transições rápidas. O plano é claro: aguentar o primeiro tempo zerado, tirar o ímpeto francês e tentar transformar a partida num jogo feio. O problema é que segurar Mbappé, Dembélé e companhia por 90 minutos é tarefa que poucas defesas do mundo conseguem cumprir.

Para Arnold, o jogo beira o "agora ou nunca". Uma nova derrota, somada à provável dificuldade contra a Noruega na última rodada, praticamente decreta a eliminação iraquiana ainda na fase de grupos. É o peso que recai sobre o vestiário asiático em Filadélfia.

O que está em jogo no Grupo I

A matemática favorece os franceses. Depois da primeira rodada, a Noruega lidera com 3 pontos e saldo de +3, seguida de perto pela França, também com 3 pontos e saldo de +2. Senegal e Iraque estão zerados. Com uma vitória, os Bleus chegam a 6 pontos e encaminham — talvez carimbem — a vaga nas oitavas, de olho ainda na primeira posição do grupo.

O cenário fica ainda mais interessante porque, mais tarde nesta segunda, a Noruega de Haaland encara o Senegal no MetLife Stadium. Se a França cumprir o favoritismo contra o Iraque, a briga pela liderança e pela definição dos cruzamentos do mata-mata ganha contornos decisivos já antes da rodada final. Para o Iraque, qualquer coisa diferente de uma vitória torna o último jogo quase protocolar.

França x Iraque: o que esperar do duelo

Todos os ingredientes apontam para o mesmo lado. A França tem elenco mais profundo, um craque em estado de graça e a tranquilidade de quem já somou na estreia. O Iraque tem coragem, organização defensiva e pouco mais do que isso para oferecer diante de um dos favoritos ao título. O jogo deve ser de domínio territorial francês, com o Iraque se defendendo em bloco e apostando em alguma bola parada para sonhar.

A dúvida não é tanto quem vence, e sim por quanto. Se Mbappé encontrar espaço cedo, a goleada vira possibilidade real; se o Iraque segurar o primeiro tempo, a França tende a abrir no segundo, quando o cansaço afeta o bloco baixo adversário. A aposta aqui é num triunfo confortável dos Bleus, com mais um capítulo na coleção de recordes do camisa 10.

Palpite: França 3 x 0 Iraque.

Perguntas frequentes

Que horas é França x Iraque?
A partida começa às 18h (horário de Brasília) nesta segunda-feira, 22 de junho, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia.
Onde assistir França x Iraque ao vivo?
A transmissão é da CazéTV, no YouTube, com sinal também no Disney+ e no Prime Video para todo o Brasil.
Qual a escalação provável da França contra o Iraque?
Maignan; Koundé, Saliba, Upamecano, Digne; Rabiot, Koné; Dembélé, Olise, Barcola; e Mbappé, com Deschamps planejando até três mudanças.
O que a França precisa para se classificar?
Uma vitória leva os Bleus a seis pontos e encaminha a classificação às oitavas, podendo até garantir a vaga dependendo de Noruega x Senegal.
Em que situação o Iraque chega ao jogo?
O Iraque perdeu por 4 a 1 para a Noruega na estreia e está em situação-limite: nova derrota praticamente o elimina da Copa 2026.

Fonte: FIFA, CNN Brasil, ESPN, Opta Analyst, Trivela | Informações adicionais por Beira do Campo

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Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos

Correspondente Internacional

Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.