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Fluminense x Vasco: seis jogos sem vencer e uma vaga

O quarto colocado do Brasileirão não vence há seis partidas. O 18º não vence há cinco e não ganhou nenhuma como visitante em 2026. Fluminense e Vasco voltam ao Maracanã nesta quarta pelo mesmo motivo do sábado: ninguém conseguiu marcar. Agora não dá mais para adiar.

Patrícia MendesPatrícia Mendes7 min de leitura
Fluminense x Vasco: seis jogos sem vencer e uma vaga
Fluminense e Vasco voltam ao Maracanã pela volta das oitavas da Copa do Brasil 2026 — Foto: Reprodução / Gazeta Esportiva

O clássico Fluminense x Vasco desta quarta-feira, 5 de agosto, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, tem uma particularidade rara em mata-mata: é o segundo jogo seguido no mesmo gramado, entre os mesmos times, com o mando trocado no papel e nada trocado na prática. O 0 a 0 de sábado não produziu um gol sequer, e a vaga nas quartas da Copa do Brasil ficou para hoje — no lugar exato onde já deveria ter sido resolvida.

O que une os dois times não é o endereço. É a mira. O Fluminense é o quarto colocado do Brasileirão e não vence há seis partidas somando todas as competições. O Vasco é o 18º, está no Z4 e soma um ponto nos últimos cinco jogos. Juntos, marcaram cinco gols nas últimas onze partidas que disputaram.

Ficha técnica e onde assistir

ItemDetalhe
JogoFluminense x Vasco
CompetiçãoCopa do Brasil 2026 — oitavas de final (volta)
Data e horaQuarta-feira, 05/08/2026, às 21h30 (Brasília)
LocalMaracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Onde assistirGlobo (aberta, RJ), SporTV, Premiere, Prime Video e ge tv
Jogo de idaVasco 0 x 0 Fluminense, Maracanã
CritérioQuem vencer avança; novo empate leva aos pênaltis
ArbitragemWilton Pereira Sampaio (GO); VAR: Gilberto Castro Júnior (PE)

É o confronto com a maior distribuição de sinal desta rodada de volta: cinco janelas de transmissão, incluindo TV aberta. Grêmio x Mirassol e Corinthians x Internacional ficaram com o Prime Video em exclusividade; o clássico carioca vai para todo mundo.

O regulamento das oitavas segue valendo sem meio-termo: não há prorrogação nesta fase e o gol fora de casa não desempata nada. Se o placar de sábado se repetir, a decisão vai direto para a marca da cal.

O jejum do quarto colocado

O número do Fluminense é desconfortável porque contrasta com a posição. São 34 pontos em 21 rodadas, quarto lugar, 30 gols marcados — e uma sequência de cinco jogos sem vitória no Brasileirão que virou seis com o empate de sábado. O recorte: derrota para o Mirassol por 1 a 0, empates com Cruzeiro (1 a 1), Bragantino (1 a 1), Grêmio (1 a 1) e Bahia (0 a 0), mais o 0 a 0 com o Vasco. Quatro pontos em quinze disputados na liga, e apenas três gols marcados nesses seis jogos.

O empate com o Bahia, no fim de julho, terminou com o Maracanã vaiando — o mesmo Maracanã que hoje pode ver o time cair para um adversário treze pontos atrás na tabela. Luis Zubeldía pediu paciência publicamente e tem argumentos: o Fluminense continua no G4 e os números da sua chegada ao clube mostram um time que se reorganizou defensivamente. O problema mudou de lado. O Tricolor não está sofrendo gols; está deixando de fazê-los.

Isso muda a leitura tática do clássico. Um time que empata quatro vezes seguidas por 1 a 1 e 0 a 0 não é um time em crise — é um time que perdeu a capacidade de decidir jogos truncados. E o jogo de quarta será truncado.

Fluminense x Vasco: o visitante que nunca ganha fora

O Vasco chega em situação pior e com um dado que pesa exatamente aqui. Na análise de times sem vitória fora de casa no Brasileirão 2026, o clube aparece com nove jogos como visitante, nenhuma vitória, quatro empates e cinco derrotas — quatro pontos em vinte e sete possíveis, 14,8% de aproveitamento, dez gols marcados e dezessete sofridos.

Há uma nuance honesta a fazer: o Maracanã não é território estranho para o Vasco, que mandou ali o jogo de ida e o usa com frequência em clássicos. O adversário muda de mando, o estádio não. Mas o padrão que a estatística descreve não é sobre geografia — é sobre como o time se comporta quando não tem a obrigação de propor. Nos nove jogos fora, o Vasco marcou 1,1 gol por partida e sofreu 1,9.

O momento reforça. Nos últimos cinco jogos de Brasileirão foram quatro derrotas — Internacional 4 a 1, Bragantino 3 a 0, Atlético-MG 1 a 0 e Vitória 1 a 0 — e o empate por 1 a 1 com o Mirassol. Dois gols marcados, dez sofridos. Pedro Emanuel assumiu há pouco tempo, estreou com derrota e herdou um time que ocupa a 18ª posição com 21 pontos em 20 jogos, segundo a tabela atualizada da Série A. O modelo do portal projeta 54,6% de chance de rebaixamento.

Nesse cenário, a Copa do Brasil deixa de ser competição paralela. É a rota mais curta do Vasco para salvar 2026 — e ela passa por vencer, hoje, um jogo em que empatar já basta para chegar aos pênaltis.

Escalações prováveis

Thiago Silva e Juan Freytes seguem no departamento médico. Jemmes é a alternativa direta a Igor Rabello na zaga e chegou a aparecer como titular em algumas escalações divulgadas nesta terça — a dúvida na dupla de zaga é real. Samuel Xavier disputa a lateral direita com Guga.

Thiago Mendes volta de suspensão e recompõe o miolo com Jair — a peça que faltou na ida. Lucas Piton aparece como opção a Cuiabano na esquerda, e o centro do ataque é a posição mais aberta do time: David, Brenner e Cláudio Spinelli surgem alternados nas escalações prováveis das principais fontes, o que sugere que Pedro Emanuel ainda não fechou a referência.

O que decide o clássico

A ida entregou o retrato: dois times que se anularam no meio-campo e trataram cada perda de bola como risco existencial. Foram mais de trinta faltas e cinco cartões. Nenhum dos dois quis se alongar.

Três pontos merecem atenção nesta quarta:

  • A bola parada. Com dois ataques travados, o escanteio e a falta lateral viram a via mais provável de gol. O Fluminense tem vantagem física na área com Ignácio e Hércules; o Vasco responde com Cuesta e Robert Renan.
  • Lucho Acosta entre as linhas. O argentino é o único jogador do Fluminense capaz de quebrar um bloco baixo com um passe. Se Jair e Thiago Mendes conseguirem encurtar o espaço nas costas dos volantes, o Tricolor perde o único caminho curto que tem.
  • O relógio. Empate leva a pênaltis, e isso favorece psicologicamente quem tem menos a perder. O Vasco pode administrar; o Fluminense, quarto colocado jogando em casa contra um time do Z4, não tem esse conforto diante da própria torcida.

Palpite

O jogo pede cautela nas duas metades do campo, e os números não sugerem festa de gols: cinco gols nas últimas onze partidas somadas dos dois clubes. A tendência é de placar baixo, poucos espaços e decisão no detalhe.

O Fluminense tem elenco superior e a obrigação de propor — mas é justamente o que ele não tem conseguido fazer há seis jogos. O Vasco chega quebrado no Brasileirão, sem vitória como visitante e com a Copa do Brasil como último bilhete da temporada, o que costuma render entrega acima da média em jogo único.

Palpite: empate no tempo normal e classificação decidida nos pênaltis. Se um gol sair, a aposta mais segura é que ele venha de bola parada.


Fontes consultadas: Gazeta Esportiva, Futebol Interior, BNews e dados de classificação da apifootball.com. Escalações prováveis estão sujeitas a alteração até o apito inicial.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

01
Que horas é Fluminense x Vasco?
A partida começa às 21h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
02
Onde assistir Fluminense x Vasco ao vivo?
A Globo transmite em TV aberta para o Rio de Janeiro. SporTV, Premiere, Prime Video e o canal ge tv no YouTube levam o jogo para todo o país.
03
O que acontece em caso de empate?
Como a ida terminou 0 a 0, quem vencer avança. Novo empate leva a decisão direto para os pênaltis, sem prorrogação.
04
Qual a escalação provável do Fluminense?
Fábio; Guga, Ignácio, Igor Rabello e Guilherme Arana; Martinelli, Hércules e Lucho Acosta; Savarino, John Kennedy e Canobbio, com Luis Zubeldía no comando.
05
Quem apita Fluminense x Vasco?
Wilton Pereira Sampaio, do Goiás, com Gilberto Rodrigues Castro Júnior no VAR.

Fonte: Gazeta Esportiva, Futebol Interior, BNews, apifootball.com · informações adicionais por Beira do Campo

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Quem escreve

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.