Argentina 2x1 Inglaterra: Lautaro decide nos acréscimos
A Inglaterra saiu na frente com Gordon e passou meia hora a cinco minutos da primeira final desde 1966. Aí Messi bateu um escanteio curto, Enzo Fernández acertou o ângulo e Lautaro Martínez cabeceou nos acréscimos. A Argentina vira, elimina os ingleses e encara a Espanha no domingo.
Marcos Vinícius Santos5 min de leitura
Durante trinta minutos, em Atlanta, a Inglaterra foi campeã do mundo na imaginação de um país inteiro. Anthony Gordon havia furado o bloco argentino, o Mercedes-Benz Stadium era um mar de branco e vermelho, e sessenta anos de espera pareciam finalmente ter encontrado a saída. Então Lionel Messi bateu um escanteio curto. Argentina 2x1 Inglaterra é o placar que manda os ingleses para a disputa de terceiro lugar e coloca a albiceleste na final da Copa do Mundo pela segunda vez seguida.
O gol inglês e a hora em que a Inglaterra quase acreditou
O jogo que a gente escreveu antes como a semifinal que o futebol devia a si mesmo demorou a virar futebol. O primeiro tempo foi um tratado de desconfiança mútua: a Argentina de Scaloni ficou com 56% da posse até o intervalo, girou a bola com paciência de quem tem tempo, e não criou quase nada. Thomas Tuchel entregou o campo de propósito, empilhou gente entre as linhas e esperou.
Aos 55 minutos, funcionou. Gordon apareceu onde a defesa argentina não olhava e fez 1 a 0. A partir dali a Inglaterra fez o que planejou a semana inteira: recuou, fechou o corredor central e transformou o jogo numa contagem regressiva. Harry Kane virou pivô defensivo. Bellingham virou lateral. Faltavam cinco minutos para a primeira final inglesa desde 1966.
Enzo, Messi e a virada em cinco minutos
Aos 85, veio o escanteio curto. Messi tocou, recebeu de volta e devolveu para Enzo Fernández na entrada da área. O volante do Chelsea soltou a direita sem pensar duas vezes e acertou o ângulo de Jordan Pickford — um chute que não pediu licença. Foi o tipo de gol que não se defende, só se aplaude.
O empate quebrou a Inglaterra ao meio. Nos acréscimos, Alexis Mac Allister carimbou a trave e a bola voltou para o campo argentino como um convite. Messi cruzou com a direita, e Lautaro Martínez apareceu no segundo pau para cabecear aos 90+2. O árbitro ainda deixou o jogo correr até os 90+12, mas aquilo já era só burocracia: a Inglaterra não tinha mais pernas nem alma.
A leitura tática: Tuchel acertou tudo, menos o fim
O plano alemão à frente da Inglaterra era coerente e quase perfeito. Tuchel largou mão da bola, aceitou os 44% de posse e apostou que a Argentina não teria imaginação para furar um bloco de nove homens em vinte metros. Por 84 minutos, ele estava certo.
O erro não foi tático, foi humano. Um bloco baixo é um contrato que exige concentração absoluta até o último segundo, e a Inglaterra assinou esse contrato com Messi em campo. O escanteio curto — a jogada mais banal do repertório — encontrou os ingleses olhando para a área, esperando o cruzamento que não veio. Scaloni, do outro lado, não mudou o desenho: manteve o 4-3-3, empurrou Julián Álvarez e Simeone para cima dos laterais e confiou que a qualidade individual resolveria o que o sistema não resolvia. Resolveu.
Destaques: Messi arquiteto, Lautaro carrasco
Messi não fez gol e foi o homem do jogo assim mesmo. As duas bolas que decidiram a semifinal saíram do pé direito dele — o toque curto no escanteio e o cruzamento nos acréscimos. Aos 39 anos, em Copa, ele parou de ser o jogador que passa por todo mundo e virou o jogador que decide onde a bola precisa estar. É uma economia de esforço quase cruel.
Enzo Fernández entregou o melhor jogo dele na competição, e Lautaro Martínez confirmou uma vocação antiga: aparecer no lugar certo quando o relógio aperta. Do lado inglês, Gordon fez tudo o que pediram e ainda assim vai jogar disputa de terceiro lugar — o resumo mais honesto do que é enfrentar a Argentina em mata-mata.
Os números que sobraram de Atlanta
- 55' — Gordon abre o placar para a Inglaterra
- 85' — Enzo Fernández empata de fora da área
- 90+2' — Lautaro Martínez vira de cabeça
- 90+12' — apito final
- 56% x 44% — posse de bola até o intervalo, a favor da Argentina
- 2 — finais consecutivas de Copa do Mundo da Argentina, campeã em 2022
- 1966 — última (e única) final de Copa da Inglaterra
O que vem agora: Espanha, domingo, MetLife
A Argentina encara a Espanha no domingo, 19 de julho, às 16h de Brasília, no MetLife Stadium, em East Rutherford. Os espanhóis chegaram à decisão na terça, quando bateram a França por 2 a 0 sem sustos, e vão entrar em campo com dois dias a mais de descanso — detalhe nada pequeno para um time argentino que gastou o que tinha e o que não tinha em Atlanta.
A Inglaterra joga contra a França pelo terceiro lugar no sábado, 18. É o prêmio de consolação que ninguém quer, entregue a um time que passou 84 minutos a cinco minutos da história. Tuchel vai ter o resto da vida para pensar naquele escanteio curto.
Fonte: Infobae
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
- Qual foi o resultado de Inglaterra x Argentina na semifinal da Copa 2026?
- A Argentina venceu por 2 a 1, de virada, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
- Quem marcou os gols de Argentina x Inglaterra?
- Anthony Gordon abriu o placar para a Inglaterra aos 55 minutos. Enzo Fernández empatou aos 85 e Lautaro Martínez virou aos 90+2.
- Quando é a final da Copa do Mundo 2026 e quem joga?
- Argentina e Espanha se enfrentam no domingo, 19 de julho, às 16h de Brasília, no MetLife Stadium, em East Rutherford.
- Quem disputa o terceiro lugar da Copa do Mundo 2026?
- Inglaterra e França jogam pelo terceiro lugar no sábado, 18 de julho.
Fonte: Infobae, La Nación, VAVEL, Telemundo, El Español · informações adicionais por Beira do Campo
Quem escreve

Correspondente Internacional
Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.


