Vitor Roque sai de maca com nova lesão e volta a preocupar o Palmeiras
O atacante sentiu dores no tornozelo esquerdo, o mesmo que o tirou de campo por quase um mês durante o Paulistão, e deixou o jogo contra o Jacuipense chorando em cima de uma maca.


O Palmeiras fez o dever de casa no Allianz Parque. Venceu o Jacuipense por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, com dois gols de Ramón Sosa — ambos de pênalti — e um de Felipe Anderson, e abriu vantagem confortável para o jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. A vitória veio. Mas uma sombra preta cobriu a celebração: Vitor Roque, a contratação mais cara da história do clube, saiu de campo chorando e em cima de uma maca após sentir dores no tornozelo esquerdo.
A noite prometia ser o capítulo de redenção de um atacante que vinha lutando contra o próprio corpo. Virou o capítulo mais amargo desta temporada.
A noite que começou como retorno e virou pesadelo
Vitor Roque entrou em campo como titular pelo Palmeiras pela primeira vez em dez jogos. A última vez tinha sido na final do Paulistão, no dia 8 de março, quando ele também se machucou no tornozelo esquerdo. Depois disso, semanas de tratamento, treinos graduais e torcida da Fiel esperando o Tigrinho de volta.
O retorno durou pouco mais de meia hora do segundo tempo. Por volta dos 13 minutos da etapa final — aproximadamente os 58 da partida —, Vicente Reis chegou forte no atacante. O carrinho acertou exatamente o tornozelo esquerdo, que já vinha frágil. Vitor Roque caiu. Ficou caído no gramado. Chorou. E foi retirado de campo pelos médicos do Palmeiras numa maca, enquanto Abel Ferreira chamava Luighi para seu lugar.
A imagem de um jovem de 20 anos sendo carregado chorando diz mais do que qualquer nota médica poderia dizer naquele momento.
Terceira paralisação: o histórico que coloca o Palmeiras em alerta
Este não é o primeiro nem o segundo problema físico de Vitor Roque nesta temporada. É o terceiro. O jovem atacante — contratado junto ao Barcelona por valores que colocam o Verdão no topo do ranking de gastos da história do clube — tem vivido uma temporada marcada por altos e baixos físicos que comprometem sua sequência.
O primeiro trauma no tornozelo aconteceu ainda no Campeonato Paulista, na reta final, e o afastou por cinco partidas. A conquista do título estadual contra o Novorizontino foi ofuscada justamente pela preocupação com o estado físico do atacante, que participou da final sem estar 100%.
Agora, mal ele voltou à titularidade, o mesmo tornozelo voltou a ceder. O Palmeiras ainda não divulgou diagnóstico oficial — os exames de imagem estão previstos para as próximas horas —, mas o cenário é de preocupação real. A recorrência da lesão no mesmo local é o dado que mais incomoda os médicos do clube.
O lance que originou o problema foi avaliado pela arbitragem como falta comum. Vicente Reis recebeu apenas o cartão amarelo. Mas as consequências para o Palmeiras podem ser muito mais graves do que um simples toque de falta.
O que está em jogo para o Verdão
O Palmeiras tem uma agenda carregada pela frente. A vitória sobre o Jacuipense na Copa do Brasil abriu uma vantagem enorme para o jogo de volta, marcado para o dia 13 de maio, em Londrina. O Verdão pode perder por até dois gols de diferença e ainda avançar às quartas de final.
Mas o calendário não para aí. O Brasileirão exige regularidade. A Libertadores também está no horizonte. E Vitor Roque é uma peça central nas apostas de Abel Ferreira para esses três fronts.
O Palmeiras já convive com desfalques importantes: Piquerez, Jefté e Paulinho seguem fora. A cúpula médica do Allianz Parque tem trabalhado em ritmo intenso para recuperar o plantel, mas a recorrência do problema de Vitor Roque adiciona uma variável difícil de calcular.
A torcida verde espera o boletim médico com ansiedade. Mais do que o resultado desta noite, o que está em pauta agora é quanto tempo o Tigrinho vai ficar sem jogar — e se essa temporada que prometia tanto vai conseguir se firmar antes que acabe.
Fontes: Lance!, CNN Brasil, Rádio Itatiaia
Fonte: Lance!, CNN Brasil, Rádio Itatiaia | Informações adicionais por Beira do Campo

Editor-chefe
Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.


