Kevin Viveros: os números do centroavante que faz o Athletico-PR sonhar com G4
Com 6 gols em 10 jogos e 1 bola na rede a cada 144 minutos, o colombiano Viveros é o coração do ataque do Furacão na Série A. Os dados revelam por que ele está no radar de Corinthians e Flamengo.


O Athletico-PR não é apenas mais um time recém-promovido tentando se firmar na elite. Após o retorno à Série A em 2026, o Furacão ocupa a sexta colocação com 19 pontos em 12 rodadas — e tem no atacante colombiano Kevin Viveros o principal responsável pelo seu desempenho ofensivo. Com 6 gols em apenas 10 partidas, o centroavante de 25 anos lidera o ataque do time de Odair Hellmann e acendeu o alerta em clubes maiores que já o monitoram de perto.
Os números de Viveros no Brasileirão 2026 não são apenas bons: são estatisticamente superiores ao que ele mesmo havia feito na Série B. E quando um atacante melhora seus índices ao subir de divisão, vale a pena abrir a planilha e entender o que está por trás disso.
O que os números revelam
A estatística mais reveladora é a taxa de gols por minuto. Na Série B de 2025, Kevin Viveros marcava uma vez a cada 184 minutos — índice já acima da média para o nível da competição. No Brasileirão 2026, esse número caiu para 144 minutos por gol, uma evolução de 21% em eficiência.
Em 10 partidas, o colombiano acumulou:
| Métrica | Dados |
|---|---|
| Gols no Brasileirão | 6 |
| Assistências | 1 |
| Minutos jogados | 809 |
| Participação direta em gol | A cada 115 min |
| Gols nos últimos 3 jogos | 4 |
A sequência recente é o dado mais impressionante: 4 gols nas últimas 3 partidas colocam Viveros em forma que poucos atacantes da Série A conseguem sustentar por mais de um ciclo. Ele não apenas marcou, mas acelerou. No total de competições pelo Furacão somando 2025 e 2026, são 14 gols em 29 exibições — média de 0,48 gol por jogo, número de artilheiro titular em qualquer nível do futebol brasileiro.
Outra estatística que passou relativamente despercebida: Viveros é o jogador que mais sofre pênaltis no futebol brasileiro nesta temporada. Isso revela algo sobre seu estilo: é um centroavante que não apenas finaliza, mas gera perigo a cada entrada na área, arrastando marcadores e provocando infrações.
A evolução do colombiano e o contexto de chegada
Viveros chegou ao Athletico-PR ainda na Série B, em 2025, como uma aposta de menor exposição. Na época, fez 10 gols e deu 3 assistências em 25 jogos na competição — campanha decisiva para o Furacão recuperar o acesso ao primeiro escalão.
A diferença entre o Viveros de 2025 e o de 2026 não está apenas nos números brutos. Está na consistência. Na Série B, o colombiano passou por ciclos de seco entre os gols; no Brasileirão, a sequência de envolvimentos é mais regular. Isso indica adaptação ao ritmo mais intenso da Série A e confiança crescente no esquema de Odair Hellmann.
No contexto coletivo, Viveros é responsável por 20,58% de todos os gols do Athletico na temporada. Incluindo participações diretas — gols e assistências somados —, esse percentual sobe ainda mais. Nenhum outro atacante do time chega perto dessa concentração ofensiva.
Viveros no sistema do Furacão e a ameaça aos rivais hoje
Odair Hellmann montou um time que protege bem a defesa e explora contra-ataques e bolas verticais. Viveros se encaixa perfeitamente nesse modelo: é veloz, tem bom posicionamento de área e sabe receber de costas para o gol antes de girar. O Athletico cedeu relativamente poucos espaços na Série A e, quando o adversário precisa abrir o jogo para buscar o resultado, o colombiano encontra as costuras certas.
A prova mais recente veio na vitória sobre a Chapecoense, quando os colombianos do Furacão brilharam coletivamente — e Viveros marcou para colocar o time em posição mais tranquila na tabela. No confronto contra o Palmeiras na Rodada 12, o Furacão já havia demonstrado que não é um adversário que aceita papéis de figurante.
Neste domingo (26/04), o Athletico-PR recebe o Vitória na Arena da Baixada, às 18h30, pela 13ª rodada. Uma vitória manteria o Furacão no G6 e abriria perspectiva concreta de briga pelo G4 — zona que garante Libertadores. Com Viveros em forma, a Arena da Baixada tem sido cada vez mais um problema para os visitantes.
O mercado já percebeu
O desempenho não passou despercebido. Segundo reportagens recentes do Goal.com Brasil, tanto Corinthians quanto Flamengo já monitoram o colombiano. O Flamengo especificamente vive movimentações intensas no mercado — como visto no radar desta semana com Ryan Roberto e Carrascal — e um centroavante artilheiro com contrato mais acessível entra na conta.
Para o Corinthians, que passa por um ciclo de reorganização financeira, Viveros representa o perfil buscado: jovem, produtivo e com valor de mercado ainda abaixo do que será daqui a seis meses se esse ritmo de gols continuar.
O Athletico-PR, naturalmente, não tem pressa em negociar. Um atacante que produz a esse ritmo num time que briga pelo G4 vale mais parado do que saindo barato.
O que os números apontam para o futuro
A questão mais pertinente agora é: Viveros consegue sustentar esses índices por todo o campeonato?
Os dados históricos do Brasileirão mostram que atacantes recém-chegados à Série A costumam enfrentar uma desaceleração entre as rodadas 14 e 20, quando os adversários passam a estudar mais o jogador e fechar os espaços que antes existiam. A resposta do colombiano a esse ajuste dos rivais será decisiva.
Por enquanto, porém, os números falam por si: 6 gols em 10 jogos, 1 a cada 144 minutos, 4 nos últimos 3 jogos. Kevin Viveros está entre os três maiores goleadores do Brasileirão 2026 e, ao contrário dos outros nomes na lista, ainda tem muito a provar — o que torna sua evolução ainda mais interessante de acompanhar ao longo do campeonato.
O Athletico-PR encontrou um centroavante que produz. Agora, os 37 jogos restantes da Série A vão dizer se esse é apenas um bom começo ou o início de algo histórico para o Furacão.
Fonte: Flashscore, Goal.com, GremioNews, umdoisesportes.com.br | Informações adicionais por Beira do Campo

Analista de Dados
Cientista de dados e fanático por futebol. Usa estatísticas avançadas (xG, xA, PPDA) para desvendar o que os olhos não veem. Transforma números em histórias.


