Palmeiras campeão paulista 2026: Abel bate recorde e Vitor Roque decide
Verdão vence Novorizontino por 2 a 1 em Novo Horizonte, conquista o 27° Paulistão e torna Abel Ferreira o técnico mais vitorioso da história do clube, com 11 títulos.


O Palmeiras ganhou de novo. Surpresa? Absolutamente nenhuma. Na noite de domingo (8/3), sob uma chuva que converteu o gramado do Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, numa piscina rasa, o Verdão venceu o Novorizontino por 2 a 1 e faturou o 27° Campeonato Paulista da sua história. Placar agregado: 3 a 1 na série. Mais uma taça para o armário já entupido de Abel Ferreira.
Quem apostaria diferente? O Novorizontino foi valente — deu trabalho nas semifinais, eliminou o Corinthians e chegou à final pela segunda vez seguida. Mas o Palmeiras é o Palmeiras. E Abel é Abel.
Gols e lances decisivos na chuva de Novo Horizonte
O roteiro começou como o Verdão queria: Murilo abriu o placar aos cinco minutos. Andreas Pereira cobrou falta na área, a bola sobrou após disputa pelo alto e o zagueiro apareceu para empurrar de coxa. Início perfeito.
Mas o Novorizontino não é figurante. Aos 25 minutos do primeiro tempo, Carlos Miguel não segurou uma bola levantada na área e Matheus Bianqui empatou no rebote. Novorizontino 1 a 1. A torcida local, debaixo d'água, levantou o estádio. Por um momento, pareceu que a história poderia ganhar outro rumo.
O Palmeiras não deixou. Na segunda etapa, Vitor Roque resolveu. Aos 17 minutos, Flaco López deu uma casquinha na entrada da área e o goleiro Jordi saiu errado do gol. O jovem atacante não perdoou: 2 a 1 para o Verdão, título encaminhado, e fecho de uma série dominada de ponta a ponta pelo campeão.
Abel Ferreira: o maior de todos na história do Palmeiras
Aqui é onde a conversa fica grande. Com o 27° Paulistão alviverde, Abel Ferreira chega a 11 títulos pelo clube — ultrapassando Oswaldo Brandão, que acumulou 10 ao longo de décadas. O português assumiu o Palmeiras em outubro de 2020 e desde lá não parou mais: duas Libertadores, dois Brasileirões, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana, uma Supercopa do Brasil e agora quatro Paulistões em cinco anos (2022, 2023, 2024 e 2026).
Quem ainda questiona Abel Ferreira precisa de argumento melhor do que "o futebol não é bonito". Bonito ou feio, os títulos estão lá. E o recorde histórico também.
Isso tem nome: era.
Destaques individuais
Vitor Roque foi a grande revelação do torneio. O atacante, contratado junto ao Barcelona no início do ano, fez uma campanha impressionante no estadual. Gols, movimentação intensa, ligação direta com Flaco López — ficou claro que o Palmeiras encontrou seu centroavante do futuro, talvez do presente. Sua atuação no segundo jogo da final foi a prova de que o investimento valeu.
Murilo também merece nota. O zagueiro abre o placar na decisão, é sólido na marcação e segue sendo um dos melhores defensores do futebol brasileiro. Silencioso, consistente, decisivo quando precisa.
Do lado do Novorizontino, Matheus Bianqui foi o nome do torneio. O meia arriscou até o fim, marcou na final e mostrou por que o clube é um projeto sério — não apenas uma zebra sortuda.
Os números que contam a história
| Jogo | Resultado | Local |
|---|---|---|
| Jogo de ida | Palmeiras 1 x 0 Novorizontino | Arena Crefisa (Barueri) |
| Jogo de volta | Novorizontino 1 x 2 Palmeiras | Estádio Jorjão (Novo Horizonte) |
| Agregado | Palmeiras 3 x 1 Novorizontino | — |
- 27° título paulista do Palmeiras (2° maior campeão, atrás do Corinthians com 31)
- 4° Paulistão em 5 anos para Abel Ferreira
- 11° título de Abel pelo clube — recorde histórico, superando Oswaldo Brandão
- Vitor Roque: participação direta em 3 gols na campanha
A prévia da decisão já antevia uma final difícil pelo terreno do Novorizontino. Difícil foi. Impossível, não.
O que vem pela frente
O Palmeiras termina o estadual com a cabeça já no Brasileirão, que começa em breve. A equipe tem plantel robusto, comando consolidado e um mercado de transferências que, segundo o Radar do dia, ainda pode trazer mais peças para o elenco.
A questão agora é outra: Abel vai se contentar com onze títulos? Provavelmente não. O Palmeiras tem Libertadores pela frente, Copa do Brasil, e a temporada mal começou. O armário tem espaço para mais.
Para o Novorizontino, resta o orgulho de chegar a uma segunda final consecutiva e de ter assustado o gigante mais de uma vez. Não é pouca coisa para um clube de Novo Horizonte.
Mas hoje, a festa é verde.
Palmeiras campeão paulista 2026. De novo. Como se alguém ainda duvidasse.
Fonte: ESPN Brasil / Gazeta Esportiva / Palmeiras.com.br | Informações adicionais por Beira do Campo

Colunista
Neide Ferreira, 58 anos de paixão pelo futebol. Colunista que não tem medo de falar o que pensa. Voz da torcida, defensora do futebol raiz e inimiga da hipocrisia no esporte.


