Tévez terá jogo de despedida na Bombonera em dezembro
Carlos Tévez acertou com Juan Román Riquelme a realização de seu jogo de despedida na Bombonera em dezembro. A data e a lista de convidados ainda não foram confirmadas.
Marcos Vinícius Santos4 min de leitura
O jogo de despedida de Carlos Tévez será na Bombonera, em dezembro. O ex-atacante acertou com Juan Román Riquelme, presidente do Boca Juniors e antigo companheiro de vestiário, o uso do estádio para a homenagem que encerrará simbolicamente uma carreira finalizada em 2022. A informação foi publicada nesta sexta-feira, mas a data permanece em aberto.
Há uma diferença importante entre o que já está definido e o que ainda pertence ao desejo. A casa do Boca está assegurada; o dia do evento, os elencos e a relação de convidados não. É uma distinção necessária num anúncio que já desperta a imaginação de quem viu Tévez circular entre Buenos Aires, São Paulo, Manchester, Turim e Xangai antes de voltar ao lugar onde sua história ganhou proporção continental.
O jogo de despedida de Tévez ainda não tem dia marcado
As reportagens de ge, TyC Sports e ESPN convergem no ponto principal: a despedida será realizada em dezembro, na Bombonera, depois da conversa entre Tévez e Riquelme.
As possibilidades citadas pela imprensa argentina são os fins de semana de 12 e 13 ou de 19 e 20 de dezembro. Nenhuma delas foi oficializada. A agenda do Boca no fechamento da temporada pode interferir na escolha, por isso o mês é a única referência segura por enquanto.
Essa cautela também vale para o formato. A ideia relatada é reunir um time de amigos mais próximos de Tévez e outro de jogadores que dividiram campo com ele. Não há escalações, número de participantes ou programação divulgados. Quando houver confirmação do clube ou da organização, o peso da noite deixará de ser apenas simbólico e ganhará desenho concreto.
A Bombonera é mais que cenário para o Apache
Tévez se aposentou vestindo a camisa do Boca e escolheu o estádio que transformou seus retornos em acontecimentos. A relação do atacante com o clube atravessa gerações: ele saiu das categorias de base para se tornar referência do time, voltou depois da Europa e fechou a trajetória profissional no mesmo universo azul e ouro.
Por isso a despedida não deve ser lida como uma simples partida festiva. É o encontro de uma carreira internacional com o lugar que lhe deu idioma, apelido e identidade. A Bombonera já recebeu o Boca em noites de cobrança e de festa nesta temporada, como no jogo de ida contra o Recoleta pela Sul-Americana. Em dezembro, o estádio terá outra função: contar uma história sem a urgência de uma classificação.
O vínculo também explica a participação de Riquelme. Os dois foram companheiros e ídolos de uma mesma torcida, mas representam maneiras diferentes de ocupar o imaginário do clube. A cessão do estádio dá à homenagem um selo institucional que faltaria a uma celebração fora de La Boca.
Messi e Cristiano são possibilidades, não confirmação
Lionel Messi e Cristiano Ronaldo aparecem nas informações publicadas por ESPN e TyC Sports como nomes que podem ser convidados. Isso é compatível com a carreira de Tévez: ele dividiu a seleção argentina com Messi e foi companheiro de Cristiano no Manchester United. Ainda assim, convite não é presença confirmada.
Esse cuidado evita transformar uma possibilidade atraente em anúncio. Uma eventual reunião dos dois no mesmo evento daria alcance global ao jogo, mas a história de Tévez não depende desse recurso para justificar a noite. O peso central está na volta de um ídolo ao palco em que o futebol argentino costuma medir pertencimento.
A Bombonera, aliás, segue como espaço de encontros que extrapolam a rotina de clubes. Em março, a Argentina recebeu a Zâmbia no estádio em um amistoso carregado de expectativa pela proximidade da Copa do Mundo. A despedida de Tévez terá uma escala diferente, mas a mesma capacidade de transformar uma partida em memória coletiva.
Dezembro fecha uma história que já estava concluída
O jogo não altera o fato de que Tévez encerrou a carreira profissional em 2022. O que ele oferece é a despedida pública que faltou: diante da torcida e no estádio ligado aos momentos mais reconhecíveis de sua trajetória.
Até a divulgação da data, a melhor leitura é simples. Dezembro e Bombonera estão confirmados pelas fontes consultadas; participantes, formato final e dia do encontro ainda não. Para um personagem acostumado a fazer do ruído parte do futebol, a última noite como jogador começa, por enquanto, com uma promessa cuidadosamente delimitada.
Fonte: ge · informações adicionais por Beira do Campo
Quem escreve

Correspondente Internacional
Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.


