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Transferências

Vendas na Série A 2026: Palmeiras domina a segunda janela

Palmeiras liderou a segunda janela de 2026 com R$ 297,3 milhões em vendas; Grêmio e Flamengo completaram um pódio que concentrou 71% da arrecadação da Série A.

Renato CaldeiraRenato Caldeira5 min de leitura
Vendas na Série A 2026: Palmeiras domina a segunda janela
Negociações de atletas colocaram o Palmeiras no topo das vendas da segunda janela da Série A em 2026 — Foto: Reprodução / ge

As vendas na Série A 2026 tiveram um desfecho bem mais concentrado do que a fotografia do ano sugeria no começo de setembro. Com a segunda janela fechada, o Palmeiras liderou o ranking do período com R$ 297,311 milhões divulgados em cinco operações; Grêmio e Flamengo vieram depois. Juntos, os três responderam por 71% dos R$ 814,581 milhões registrados pelos clubes da elite no levantamento final do Gato Mestre, do ge.

O recorte é específico: vendas e empréstimos com compensação financeira na segunda janela, não o faturamento anual nem uma previsão de caixa. Essa separação evita uma leitura errada de números que misturam épocas, moedas, bônus e condições futuras. A janela internacional abriu em 20 de julho e se encerrou em 11 de setembro, como informou a Gazeta Esportiva ao detalhar o calendário de registros.

Vendas na Série A 2026: o ranking da segunda janela

O Palmeiras ficou distante dos demais porque negociou cinco atletas formados em sua estrutura. O Grêmio fez três operações e o Flamengo, quatro, mas nenhum deles chegou à marca alviverde. Fluminense, Cruzeiro e Bahia formaram o segundo bloco de receitas do período.

Os números · Financeiro

Pódio da segunda janela

Palmeiras

R$ 297,311 mi

Grêmio

R$ 183,890 mi

Flamengo

R$ 95,584 mi

Fonte: Gato Mestre/ge, levantamento publicado em 12 de setembro de 2026
ClubeOperações com valor divulgadoArrecadação divulgada
Palmeiras5R$ 297,311 mi
Grêmio3R$ 183,890 mi
Flamengo4R$ 95,584 mi
Fluminense1R$ 61,996 mi
Cruzeiro2R$ 58,737 mi
Bahia1R$ 50,912 mi
Botafogo1R$ 34,861 mi
Internacional2R$ 25,314 mi
Coritiba1R$ 3,000 mi
Bragantino1R$ 2,976 mi

Atlético-MG registrou uma operação sem valor divulgado no levantamento. Athletico-PR, Chapecoense, Corinthians, Mirassol, Remo, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória não tiveram receitas divulgadas nesse recorte. Ausência na coluna não equivale a ausência de movimentação de elenco: o ranking só soma negócios com compensação financeira e valor tornado público.

Allan explica a distância do Palmeiras

A transferência de Allan para o Manchester City foi o centro da tabela. O valor fixo informado foi de 37,5 milhões de euros, cerca de R$ 226,1 milhões na conversão usada pelo levantamento; metas podem levar o negócio a 40 milhões de euros. A contratação foi confirmada pelo clube inglês e noticiada pela Agência Brasil.

Esse peso de uma venda extraordinária também explica por que comparações simples entre clubes podem enganar. Uma base que produz vários ativos pode gerar receitas recorrentes, mas uma única transferência de escala internacional muda toda a posição relativa em uma janela curta. Para acompanhar os prazos que voltam a organizar o mercado depois desse fechamento, consulte o guia da janela de transferências de 2026.

Grêmio e Flamengo: volume com leituras distintas

O Grêmio foi o segundo colocado, com R$ 183,890 milhões em três saídas. A principal delas, segundo o ge, foi a negociação do zagueiro Viery com a Fiorentina por 15 milhões de euros. O dado mostra uma janela concentrada em poucas operações de grande valor, não uma sequência extensa de empréstimos pequenos.

O Flamengo completou o pódio com R$ 95,584 milhões em quatro negociações. A diferença para o Grêmio é de R$ 88,306 milhões, um exemplo de como o ranking reflete não apenas o número de saídas, mas o perfil e o preço de cada ativo. O levantamento registrou ainda que a venda de Plata ao Dínamo de Moscou não foi concretizada; ela não entra na soma rubro-negra.

O que o ranking mede — e o que ele não mede

Os R$ 814,581 milhões representam os valores divulgados em 22 operações da Série A no período. O número não mede lucro, não elimina comissões, parcelas, percentuais de outros clubes ou custos de reposição. Também não permite concluir que o clube que mais vendeu terá o melhor elenco, porque desempenho esportivo e sustentabilidade financeira dependem do uso de cada recurso.

O ranking ajuda a identificar quem converteu ativos em receita durante a janela; não substitui balanços auditados. No Palmeiras, o efeito esportivo da saída de Allan deve ser lido junto do elenco que ficou e do planejamento de reposição, tema que aparece no balanço da janela palmeirense. No Flamengo, a leitura passa pelas entradas e saídas já consolidadas, não por uma negociação que não se completou.

A conclusão mais segura é menos chamativa que o total: a segunda janela de 2026 foi dominada por um pódio muito concentrado, puxado por uma venda de escala excepcional. O próximo balanço só deve mudar quando houver nova janela, valores efetivamente divulgados ou demonstrações financeiras que permitam separar receita bruta, parcelas e resultado real.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

01
Qual clube vendeu mais jogadores na segunda janela de 2026?
O Palmeiras liderou a Série A, com R$ 297,311 milhões divulgados em cinco vendas ou empréstimos com compensação financeira.
02
Quanto o Grêmio arrecadou na segunda janela de 2026?
O Grêmio arrecadou R$ 183,890 milhões em três operações, segundo o levantamento do Gato Mestre publicado após o fechamento da janela.
03
Por quanto Allan foi vendido pelo Palmeiras ao Manchester City?
A operação teve 37,5 milhões de euros fixos, cerca de R$ 226,1 milhões no levantamento, e pode alcançar 40 milhões de euros com bônus.
04
Quando fechou a segunda janela de transferências no Brasil em 2026?
A segunda janela internacional de 2026 ficou aberta de 20 de julho a 11 de setembro para registros de atletas vindos do exterior.

Fonte: ge — Gato Mestre · informações adicionais por Beira do Campo

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