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Seleção sangra antes de enfrentar a França: três baixas e Ancelotti improvisa

Alisson, Alex Sandro e Gabriel Magalhaes cortados da Seleção Brasileira para os amistosos de março. Ancelotti terá que montar uma defesa alternativa contra a França no dia 26.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
4 min de leitura
Seleção sangra antes de enfrentar a França: três baixas e Ancelotti improvisa
Seleção Brasileira enfrenta crise de lesões antes dos amistosos de março — Foto: Reprodução / CNN Brasil

A Data-FIFA de março chegou com um presente indesejado para Carlo Ancelotti: três baixas de peso antes mesmo de o avião pousar em Boston. Alisson Becker, Alex Sandro e Gabriel Magalhães foram cortados da Seleção Brasileira e colocaram o treinador italiano diante de um cenário de improviso para os amistosos contra a França (26/03) e a Croácia (31/03).

Somada à ruptura do LCA de Rodrygo — que o tira da Copa do Mundo —, a Data-FIFA de março ficou marcada pelas ausências. Com a Copa começa no dia 13 de junho, o grupo de trabalho está cada vez mais curto de tempo para encontrar respostas.

Os três cortes e os motivos

O primeiro a deixar a lista foi Alisson Becker. O goleiro do Liverpool saiu com dores físicas no clube e não teve condições de viagem. Para cobrir a vaga, Ancelotti convocou Hugo Souza, do Corinthians — que passa por uma temporada consistente no Brasileirão 2026 e ganha mais uma chance de mostrar que pode ser o segundo nome na hierarquia de goleiros da Seleção.

Alex Sandro foi o segundo cortado. O lateral-esquerdo do Flamengo sofreu uma lesão muscular na coxa no clássico contra o Corinthians — empate por 1 a 1 que custou caro em mais de um sentido. No lugar, entrou Kaiki Bruno, que vem acumulando oportunidades desde o início do ciclo de Ancelotti.

O caso mais delicado foi o de Gabriel Magalhães. O zagueiro do Arsenal sentiu dores no joelho após a final da Carabao Cup contra o Manchester City e sequer recebeu substituto. Ancelotti optou por não convocar nenhum jogador para a posição, o que sinaliza confiança nos demais defensores convocados — ou apenas pragmatismo diante do calendário apertado.

A defesa alternativa que Ancelotti vai montar

Com Alisson fora e Bento como titular esperado, a questão na zaga é mais intrigante. Gabriel Magalhães era peça certa para a dupla de centrais. Sem ele, Ancelotti deve trabalhar com Bremer e Leo Pereira como dupla de zagueiros contra a França — uma combinação que ainda não tem muitos testes em alto nível dentro deste ciclo.

A lateral esquerda também vira incógnita. Kaiki Bruno terá a oportunidade de confirmar que pode assumir essa vaga com autoridade. O lado direito, com Danilo do Botafogo e opções mais consolidadas, deve ser a parte menos preocupante da defesa.

O Brasil joga no Gillette Stadium, em Boston, numa quarta-feira às 17h (horário de Brasília). No dia 31, o confronto é contra a Croácia, em Orlando, às 21h.

O que está em jogo além do resultado

Esses amistosos são, tecnicamente, preparatórios. Mas o cenário ao redor deles é de alta pressão. A Copa do Mundo começa em menos de três meses. O Brasil está no Grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia — e a estreia está marcada para 13 de junho contra os marroquinos.

Jogadores que atuarem bem nessa Data-FIFA entram com força na briga pela lista final de 26. Hugo Souza, Kaiki Bruno e os zagueiros que assumirem o protagonismo têm muito a ganhar — ou perder — nas próximas duas semanas.

Para entender melhor como Ancelotti montou o grupo inicial para essa janela, vale revisitar a convocação completa para a Copa 2026. Os cortes de março são mais um capítulo numa preparação que raramente acontece sem turbulências.

Quem apresentar as soluções diante da França já deu o primeiro passo para estar em campo em junho.

Fonte: CNN Brasil, ESPN, FIFA.com | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.