Rodrygo perde a Copa do Mundo 2026 com ruptura do LCA no joelho
Atacante do Real Madrid sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco e não poderá defender o Brasil no Mundial. É a maior baixa da Seleção em 2026.


Há momentos no futebol que chegam sem aviso e mudam tudo. A notícia confirmada nesta semana tem esse peso: Rodrygo, um dos principais nomes do Real Madrid e um dos atacantes mais promissores da Seleção Brasileira, está fora da Copa do Mundo 2026. A ruptura do ligamento cruzado anterior combinada à lesão do menisco lateral do joelho direito colocou um ponto final na participação do jogador de 25 anos no torneio mais esperado da geração.
A previsão de retorno é de 6 a 12 meses. Com o Mundial começando em junho nos Estados Unidos, Canadá e México, o tempo simplesmente não fecha.
A lesão e o momento que decretou tudo
Rodrygo deixou o campo na última rodada do Real Madrid antes da Data-FIFA com dores no joelho direito. Os exames confirmaram o pior: ruptura do LCA e comprometimento do menisco lateral. Ele será operado pelo mesmo cirurgião que atendeu Rodrigo Militão e Rodri — um profissional que trabalhou com os casos mais delicados do futebol europeu recente.
A previsão otimista aponta para seis meses de recuperação. Mas o protocolo padrão para uma cirurgia combinada de LCA + menisco gira em torno de oito a dez meses — o que colocaria seu retorno, na melhor das hipóteses, em novembro de 2026, muito depois do encerramento do torneio.
Não há janela. Não há milagre cirúrgico que resolva isso a tempo.
O que Rodrygo significava para Ancelotti na Seleção
Carlo Ancelotti, que assumiu a Seleção Brasileira em maio de 2025 após a demissão de Dorival Júnior, construiu parte de seu planejamento ofensivo em torno da versatilidade de Rodrygo. O atacante do Real Madrid é um jogador de múltiplas funções: pode atuar como segundo atacante, ponta por ambos os lados ou meia ofensivo. Essa flexibilidade é ouro para um treinador que prioriza equilíbrio estrutural.
Nos 10 jogos de Ancelotti à frente da Seleção, o Brasil marcou em média 1,4 gol por partida — números modestos que reforçam a necessidade de criatividade e imprevisibilidade no ataque. Rodrygo trazia exatamente isso.
Sua ausência abre uma lacuna não apenas quantitativa, mas qualitativa. Não existe no elenco convocado um jogador com o mesmo perfil de mobilidade e leitura de jogo entre linhas.
As alternativas de Ancelotti no ataque
A última convocação de Ancelotti já trazia sinais de adaptação: a entrada de Endrick (Lyon), Igor Thiago (Brentford) e Rayan (Bournemouth) indica que o treinador está testando variações para o setor ofensivo com uma visão de longo prazo.
Endrick, agora com 18 anos, foi chamado para esta Data-FIFA pela primeira vez sob o comando do italiano — e tem o amistoso contra a França, no dia 26, como vitrine. É o teste mais duro do ciclo preparatório: a seleção comandada por Deschamps se apresenta com Mbappé, Dembélé — atual Bola de Ouro e vencedor do The Best FIFA 2025 — e Ousmane Dembélé em ótima fase.
Matheus Cunha e Gabriel Martinelli permanecem como nomes sólidos nas extremidades. A dúvida real é na função de Rodrygo: o jogador de transição, o que aparece entre a segunda e terceira linhas, o que conecta meio e ataque com inteligência posicional. Nenhum dos nomes atuais preenche isso com a mesma naturalidade.
Há ainda a sombra de Neymar, que segue fora das listas de Ancelotti. O técnico foi claro: "Prefiro jogadores que estão 100%". Neymar, de volta ao Santos, não chegou a esse patamar físico e técnico que o treinador exige.
Uma Copa sem um dos seus protagonistas esperados
Rodrygo tinha tudo para ser um dos rostos do Brasil no Mundial. Nascido em 2001, criado nas categorias de base do Santos, revelado para o mundo no Real Madrid — a trajetória parecia escrita para ter como capítulo final uma Copa do Mundo em casa, nos Estados Unidos.
Não será assim. O futebol, como sempre, reserva suas próprias narrativas.
Para Ancelotti, o trabalho continua. A lista definitiva para a Copa será anunciada em 18 de maio. Ainda há tempo para identificar perfis, testar combinações e, quem sabe, encontrar respostas nos jogos desta Data-FIFA. Os números do Brasil na Copa 2026 já mostram um ciclo de reconstrução — e a ausência de Rodrygo torna essa reconstrução ainda mais urgente.
A Copa começa em junho. O relógio não para.
Fonte: CNN Brasil, ESPN Brasil, Terra | Informações adicionais por Beira do Campo

Correspondente Internacional
Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.


