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São Paulo poupa 7 titulares contra Millonarios pela Sul-Americana

Roger Machado deixa Calleri, Luciano, Toloi, Lucas Ramon, Enzo Díaz, Artur e Danielzinho em São Paulo. Tricolor lidera o Grupo C com 100% e prioriza o Bahia, no domingo, pelo Brasileirão.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
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São Paulo poupa 7 titulares contra Millonarios pela Sul-Americana
Ilustração — São Paulo escalou time misto para o duelo na altitude de Bogotá pela Sul-Americana 2026

Roger Machado bateu o martelo: o São Paulo embarcou para Bogotá com sete titulares a menos, e a 3ª rodada do Grupo C da Sul-Americana virou laboratório para reservas. A escolha do treinador é direta — guardar peças desgastadas para o "jogo de seis pontos" contra o Bahia, no domingo, no Morumbis, pela 14ª rodada do Brasileirão.

Quem ficou em São Paulo

Os laterais Lucas Ramon e Enzo Díaz, o zagueiro Rafael Toloi, o meia Danielzinho e o trio ofensivo Artur, Luciano e Jonathan Calleri sequer viajaram para a capital colombiana. Ficaram na Barra Funda, em trabalho separado, mirando recondicionamento físico depois da maratona que culminou no recesso pré-Mundial. A comissão também pesou a altitude de Bogotá (2.640 metros) e o desgaste extra de uma viagem internacional na semana de jogo decisivo do Brasileirão.

Em compensação, o time misto desembarcou na Colômbia com dois reforços de peso: Ferreirinha, recuperado de uma lesão na coxa esquerda, e Paulinho, que voltou aos treinos após problema no joelho esquerdo. Os dois foram relacionados e devem ganhar minutos — a primeira chance de Ferreirinha em jogo oficial em quase um mês. Segundo apuração da Gazeta Esportiva, a delegação chegou a Bogotá no início da tarde desta segunda e fará treino de adaptação à altitude.

A liderança que dá direito a poupar

A folga existe por mérito do próprio São Paulo. Com duas vitórias em duas rodadas (3 a 0 em casa contra o Boston River e 2 a 0 fora contra o O'Higgins), o Tricolor lidera o Grupo C da Copa Sul-Americana com seis pontos — três a mais que Millonarios e O'Higgins, e seis à frente do Boston River, lanterna do grupo. Mais do que isso: chegou à 3ª rodada com 100% de aproveitamento, três gols marcados e nenhum sofrido. Números que, em uma fase de grupos curta, dão liberdade rara para mexer no time sem comprometer a primeira vaga.

Um novo triunfo encaminharia matematicamente a classificação direta às oitavas. Mesmo um empate na altitude — cenário razoável, considerando a configuração do elenco — manteria o Tricolor confortável na ponta. Para Roger, o cálculo vale o risco: passar como líder do grupo livra o São Paulo do mata-mata extra contra perdedores da fase de grupos da Libertadores e dá entrada direta nas oitavas de final.

Bahia no domingo, o jogo de seis pontos

O foco real está no Morumbis. Atualmente em quarto no Brasileirão, com 23 pontos em 13 rodadas, o São Paulo recebe o Bahia em duelo do pelotão de cima — o adversário vem logo atrás na tabela e sonha com vaga na Libertadores. Internamente, o jogo vem sendo tratado como decisão antecipada: vencer e abrir distância para a fila de candidatos ao G4; tropeçar e ver Cruzeiro, Athletico-PR e o próprio Bahia respirando no cangote.

Por isso, Calleri vive ressurreição na temporada e ganhou o direito de descansar — sua presença diante do Bahia é praticamente certa. O mesmo vale para Luciano, que vinha somando minutos como segundo centroavante, e para Toloi, que reorganizou o setor defensivo desde a chegada do treinador ao clube. A leitura interna é simples: nenhum desses três perde minutos no Brasileirão por capricho de calendário internacional.

A altitude e o adversário em casa

O Millonarios chega para o duelo desfalcado de peças importantes e ainda em busca da primeira vitória no Grupo C, depois de dois empates iniciais. A favor do time colombiano, o fator histórico mais constante do continente: a altitude de El Campín, que reduz oxigenação e penaliza viagens curtas como a do Tricolor. Para uma equipe alternativa, sem ritmo casado entre titulares e reservas, a pressão de jogar 2.640 metros acima do nível do mar tende a pesar mais nos minutos finais.

Roger Machado deve organizar o time em um 4-2-3-1 conservador, priorizando posse no meio-campo e transição rápida para evitar correrias com bola perdida. O plano de jogo é claro: controlar volume de carrinhos, segurar o resultado e voltar a São Paulo com pernas frescas para enfrentar o Bahia. A entrada de Ferreirinha pelo lado direito e o eventual uso de André Silva como referência de área dão variação ao ataque sem expor o sistema.

Gestão de minutos como ferramenta de campeonato

Em ano de calendário inflado pela Copa do Mundo, gerir minutos virou ferramenta de campeonato — e o São Paulo, com a folga construída na Sul-Americana, se permitiu o luxo de jogar o jogo certo na hora certa. Se o cálculo der certo, o Tricolor sai da semana com a classificação no grupo encaminhada e três pontos preciosos no Brasileirão. Se não, ainda tem a 4ª rodada da Sul-Americana, em casa, contra o O'Higgins, para corrigir a rota. A decisão de Roger separa um técnico que administra elenco de outro que apenas escala 11 — e, na 14ª rodada de um Brasileirão de margens estreitas, esse tipo de cálculo pode valer um título de fase.

Perguntas frequentes

Por que o São Paulo poupou jogadores contra o Millonarios?
Roger Machado priorizou o duelo de domingo contra o Bahia pelo Brasileirão, optou por recondicionar fisicamente o elenco depois da maratona pré-Mundial e usou a folga construída na liderança do Grupo C, com seis pontos em duas rodadas.
Quem ficou de fora do jogo contra o Millonarios?
Lucas Ramon, Enzo Díaz, Rafael Toloi, Danielzinho, Artur, Luciano e Jonathan Calleri não viajaram para Bogotá e seguiram em trabalho separado no CT da Barra Funda.
Que horas é Millonarios x São Paulo?
A partida está marcada para terça-feira, 28 de abril, às 21h30 (Brasília), no Estádio Nemesio Camacho El Campín, em Bogotá, pela 3ª rodada do Grupo C da Sul-Americana.
Onde assistir Millonarios x São Paulo ao vivo?
O jogo tem transmissão do SBT na TV aberta, com sinal da ESPN e do Disney+ na TV por assinatura e streaming.

Fonte: Gazeta Esportiva, Lance, O Povo, ESPN | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.