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Santos: planilha de junho lista R$ 134 milhões em créditos

Levantamento divulgado nesta quarta usa planilha atualizada em junho. O recorte precisa ser separado de entradas posteriores, como o pagamento por Chermont informado em 19 de outubro.

Renato CaldeiraRenato Caldeira4 min de leitura
Santos: planilha de junho lista R$ 134 milhões em créditos
Marcelo Teixeira, presidente do Santos, em registro de arquivo que acompanha o levantamento financeiro — Foto: Marcos Ribolli/ge

O Santos aparece com cerca de R$ 134 milhões em créditos em um levantamento divulgado pelo ge nesta quarta-feira, 21 de outubro. A informação exige uma referência temporal: a reportagem diz que a planilha consultada foi atualizada no fim de junho. Portanto, o número não deve ser apresentado como saldo bancário disponível nesta manhã nem como uma conciliação de todas as movimentações posteriores.

O recorte ajuda a entender por que uma negociação anunciada e um pagamento recebido são acontecimentos diferentes. Para avaliar o efeito sobre as contas do clube, também importa saber quando cada parcela vence e quando o recurso efetivamente entra.

Santos: o que a planilha de junho mostra

Segundo o levantamento publicado nesta quarta, a relação reúne vendas, empréstimos, mecanismos de solidariedade e bônus contratuais. A matéria informa ainda aproximadamente R$ 25 milhões em atrasos, envolvendo cinco clubes brasileiros. Esse retrato é atribuído ao ge; não representa uma conferência independente dos pagamentos de cada devedor feita pelo Beira do Campo.

A data da planilha limita a leitura do total. Sem o detalhamento das baixas e dos novos créditos desde então, não é possível transformar o documento em posição financeira atualizada de outubro.

Os números · Financeiro

Dois registros financeiros, com datas diferentes

Créditos na planilha

R$ 134 milhões

Aproximadamente; planilha atualizada em junho, divulgada pelo ge em 21/10.

Pagamento por Chermont

R$ 12,6 milhões

Equivalência aproximada dos US$ 2,5 milhões recebidos, segundo o ge em 19/10.

Fonte: ge, reportagens de 21 e 19 de outubro de 2026; valores com recortes distintos

Chermont exemplifica a diferença entre venda e recebimento

Em reportagem de 19 de outubro, o ge informou que o Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, pagou ao Santos pela contratação de JP Chermont após semanas de atraso. A transferência do lateral havia sido acertada em setembro.

A entrada anunciada foi de US$ 2,5 milhões, com equivalência aproximada em reais na cotação usada pela publicação. A destinação informada era o pagamento de despesas correntes. Isso descreve uma entrada específica; não comprova a quitação de todas as obrigações do clube.

Também não há base para descontar esse pagamento diretamente da planilha de junho. As duas notícias não oferecem uma conciliação que permita essa operação. Misturar os registros produziria um saldo aparentemente preciso, mas sem sustentação documental.

A expectativa anterior não era confirmação de depósito

O Lance! registrou em 4 de outubro declarações de Marcelo Teixeira sobre a espera pelo pagamento. O presidente relacionou a demora à documentação entre as partes e mencionou uma expectativa de recebimento para a semana seguinte.

Naquela cobertura, o dirigente também tratou do uso de recursos para direitos de imagem. A fala ajuda a reconstituir a sequência: havia uma previsão antes da notícia de entrada do dinheiro. A expectativa divulgada no começo do mês não deve ser confundida com comprovante de pagamento naquela data.

O vínculo esportivo e a execução financeira merecem acompanhamento separado. A mesma cautela vale para outros contratos do elenco, como o futuro de Neymar no Santos: intenção, prazo contratual e decisão anunciada respondem a perguntas diferentes. A cobertura da contratação de Philippe Coutinho também distingue o anúncio do vínculo de expectativas sobre utilização em campo.

O que falta para conhecer a posição atual

O próximo dado útil seria uma atualização com a data de corte, os recebimentos realizados e os créditos ainda em aberto. Só esse encadeamento permitiria comparar a fotografia anterior com a situação mais recente, sem somar períodos incompatíveis ou presumir que toda receita prevista já pode financiar uma despesa.

Outro cuidado é manter a unidade da comparação. Um contrato em dólares ou euros pode aparecer em reais apenas para facilitar a leitura. Se as conversões foram feitas em dias diferentes, a variação do total em reais não demonstra, sozinha, um pagamento ou uma nova negociação. Para comparar documentos, seria preciso identificar a moeda original, a taxa utilizada e as parcelas incluídas em cada levantamento.

Para acompanhar a parte esportiva, a agenda de futebol e a tabela do Brasileirão mantêm informações próprias de jogos e classificação. Resultados em campo, isoladamente, não demonstram pagamento de dívida ou entrada de receita. A avaliação financeira depende dos registros correspondentes, com valores, datas e confirmação de recebimento.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

01
Os R$ 134 milhões do Santos são dinheiro disponível em caixa?
Não. O levantamento divulgado pelo ge em 21 de outubro apresenta valores a receber e informa que a planilha foi atualizada no fim de junho.
02
Quando o Santos recebeu pela venda de JP Chermont?
O ge informou em 19 de outubro o recebimento de US$ 2,5 milhões do Sharjah, equivalentes a cerca de R$ 12,6 milhões na cotação citada naquela reportagem.
03
É possível descontar o pagamento por Chermont do total da planilha?
As reportagens não apresentam uma conciliação entre esses dois registros. Por isso, não há base para calcular um saldo atualizado a partir deles.

Fonte: ge (21/10 e 19/10) e Lance! (04/10); consultados em 21/10/2026 · informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

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