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Beirado Campo
Brasileirão

Palmeiras vê rendimento cair após a Copa do Mundo

Líder do Brasileirão, o Palmeiras caiu de 75,92% para 52,38% de aproveitamento depois da pausa para a Copa. O empate com o Mirassol expôs a pressão da sequência.

Renato CaldeiraRenato Caldeira5 min de leitura
Palmeiras vê rendimento cair após a Copa do Mundo
Palmeiras tenta recuperar regularidade no Brasileirão após a pausa para a Copa do Mundo — Foto: Reprodução / ge

O Palmeiras vê rendimento cair após a Copa do Mundo, embora ainda ocupe a liderança do Brasileirão. O recorte divulgado nesta terça-feira mostra uma diferença que não cabe apenas no placar do último fim de semana: antes da pausa, o time somava 75,92% de aproveitamento; desde a retomada, ficou em 52,38%.

O empate por 1 a 1 com o Mirassol, pela 25ª rodada, tornou o alerta mais visível. O Palmeiras chegou aos 52 pontos, mas viu a distância para o Flamengo cair para quatro pontos, com o rival carioca ainda tendo uma partida a menos. A posição na tabela permanece forte; a margem, nem tanto.

Palmeiras vê rendimento cair após a Copa do Mundo

Os números não dizem que o líder deixou de ser competitivo. Eles mostram que a equipe deixou de impor a mesma regularidade. No primeiro semestre, o Palmeiras conquistou 41 dos 54 pontos possíveis no Brasileiro. Nos sete jogos posteriores à pausa, foram 11 de 21.

Há uma leitura importante nesse contraste. O time segue capaz de fazer gols — a média desde o retorno, segundo levantamento do ge, é de 2,14 por partida, acima dos 1,66 anteriores. O problema está em transformar esse volume ofensivo em controle de jogo e vitórias com a frequência de antes.

O desempenho como mandante sintetiza a mudança. Antes da parada, foram sete vitórias e dois empates em nove jogos de Brasileirão em casa. Depois, em três partidas no Nubank Parque, o saldo passou a ser uma vitória, um empate e uma derrota. Não é uma crise de resultados irreversível, mas é uma queda suficiente para reabrir a disputa que parecia mais confortável.

O cenário já exigia atenção desde o empate no Maião. A súmula e a ficha oficial da CBF registram o 1 a 1 de Mirassol x Palmeiras, no domingo (30), pela 25ª rodada. Em uma rodada em que o líder poderia ampliar a segurança na ponta, o ponto evitou uma derrota, mas não eliminou a sensação de oportunidade perdida.

O empate com o Mirassol expôs um time menos estável

Contra o Mirassol, o Palmeiras teve dificuldade para dominar um adversário que luta na parte de baixo da classificação. O time da casa abriu o placar e o alviverde reagiu para buscar o empate, mas a atuação deixou a impressão de que o líder esteve mais perto de ceder do que de confirmar uma vitória.

O resultado foi confirmado também pelo UOL, que apontou os 52 pontos do Palmeiras e o encurtamento da disputa com o Flamengo. Essa combinação é o dado central para Abel Ferreira: a liderança continua sob seu controle, porém os tropeços agora têm impacto maior porque o perseguidor tem jogo pendente.

O calendário ajuda a explicar parte da oscilação, sem resolver o problema por completo. O Palmeiras está entre os clubes da Série A envolvidos simultaneamente no Brasileirão, na Copa do Brasil e em competição continental. A sucessão de jogos afeta a recuperação física, reduz o tempo de treino e torna as opções de escalação mais delicadas.

Mas o desgaste não pode ser a única resposta. A queda defensiva, as oscilações de intensidade e a necessidade de readaptar o time em diferentes formações também entraram na discussão após a pausa. O elenco continua profundo e com repertório; justamente por isso, a cobrança passa por recuperar a consistência, não por procurar uma ruptura.

A liderança segue, mas a margem mudou

O Palmeiras ainda tem vantagem real no campeonato. Liderar com 52 pontos depois de 25 rodadas não é detalhe, e o desempenho anterior construiu uma reserva que agora sustenta a equipe. O ponto é que uma reserva não se renova sozinha: ela diminui cada vez que a atuação não acompanha a ambição de quem está na frente.

O próximo compromisso aumenta o peso da resposta. Nesta quarta-feira, o Palmeiras enfrenta o Santos no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, carregando a vantagem de 3 a 0 construída na ida, como destacou a CBF ao apresentar a rodada decisiva. É uma oportunidade para avançar, mas também mais uma partida em uma sequência que já cobra sinais de desgaste.

No Brasileiro, a discussão deixará de ser apenas sobre preservar a ponta. O time precisa voltar a vencer com frequência suficiente para não permitir que a vantagem vire perseguição. O contraste entre o primeiro semestre e a retomada é claro; a resposta terá de aparecer em campo.

Para acompanhar como a briga pelo topo foi se formando, vale retomar a análise de Flamengo e Palmeiras na disputa pelo título e o histórico recente de Palmeiras x Santos no clássico.

Fontes consultadas

Fonte: ge · informações adicionais por Beira do Campo

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Quem escreve

Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.