Opinião: o VAR está matando a emoção do futebol brasileiro?
Entre esperas intermináveis e decisões polêmicas, Neide Ferreira questiona se a tecnologia trouxe mais justiça ou só mais confusão para as arquibancadas.
Neide Ferreira2 min de leitura
Vou logo avisando: não sou contra a tecnologia. Uso meu celular, peço comida por aplicativo e até assisto replay de gol no YouTube. Mas o que estão fazendo com o VAR no futebol brasileiro já passou de todos os limites.
O problema não é o VAR, é como usam
Olha, a ideia é boa. Ninguém quer ver um gol impedido decidir um campeonato. Mas entre a ideia e a execução, tem um abismo do tamanho do Maracanã.
Na rodada passada, tivemos:
- Um jogo que parou 7 vezes para consulta ao VAR
- Uma comemoração de gol que durou 4 minutos e 12 segundos até a confirmação
- Dois pênaltis anulados por lances milimétricos que ninguém no estádio entendeu
Eu pergunto: isso é futebol?
A torcida não aguenta mais
Conversa com qualquer torcedor que vai ao estádio. O sentimento é o mesmo: frustração. Você grita o gol, abraça o desconhecido do lado, chora de emoção — e aí vem aquele silêncio gelado. "Aguarde, lance em análise pelo VAR."
Minutos depois, o gol é anulado porque o dedinho do pé do atacante estava 2 centímetros à frente. Dois centímetros! Me diz se isso realmente muda alguma coisa no lance?
O que precisa mudar
Não estou pedindo para acabar com o VAR. Estou pedindo bom senso:
- Tempo limite de 60 segundos para decisão
- Só revisar erros claros e óbvios — não lance milimétrico
- Transparência — mostrar o áudio do árbitro no estádio
- Treinamento — árbitros que saibam usar a ferramenta
A essência do futebol
Futebol é emoção. É o gol aos 45 do segundo tempo. É o abraço no desconhecido. É chorar sem vergonha na arquibancada. Quando você tira isso, sobra o quê? Um esporte burocrático que ninguém quer assistir.
Pensa comigo: se o gol do Pelé na final de 70 tivesse que passar pelo VAR, será que a gente lembrava dele da mesma forma?
O futebol é feito de momentos. E os momentos não podem ficar esperando um cara numa sala de vídeo decidir se eles valeram ou não.
É isso. Pode discordar. Mas no fundo, vocês sabem que eu tenho razão.
Quem escreve

Persona editorial
Este nome identifica uma persona editorial do Beira do Campo, usada para organizar conteúdos por tema e estilo. A produção utiliza inteligência artificial e consulta fontes citadas nas matérias. Não representa um currículo profissional ou uma pessoa com as credenciais de uma redação tradicional.


