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Libertadores

Oitavas da Libertadores: sete empates deixam voltas abertas

Sete dos oito confrontos iniciados nas oitavas da Libertadores terminaram sem vencedor. A semana de volta começa nesta terça-feira com decisões em Mendoza e Santiago.

Renato CaldeiraRenato Caldeira4 min de leitura
Oitavas da Libertadores: sete empates deixam voltas abertas
Ilustração — jogadores entram em campo para os duelos de volta das oitavas da Libertadores 2026, todos com vaga em aberto.

As oitavas da Libertadores 2026 chegaram à semana decisiva com um desenho raro: sete séries começaram empatadas. Não é uma manchete sobre placar agregado confortável ou sobre time administrando vantagem; é um retrato de mata-mata aberto, em que um gol muda a paisagem de quase todos os confrontos que já tiveram a partida de ida.

Fluminense e Independiente Rivadavia, Estudiantes e Universidad Católica, Platense e Coquimbo Unido, Palmeiras e Cerro Porteño, Cruzeiro e Flamengo, Mirassol e LDU e Rosario Central e Corinthians encerraram os primeiros 90 minutos em igualdade. O levantamento publicado pelo AS registra ainda que o duelo entre Tolima e Independiente del Valle teve a ida adiada. Portanto, o quadro da chave ainda pede atenção ao calendário oficial antes de qualquer projeção.

A volta começa com dois confrontos nesta terça-feira

O primeiro bloco de decisões começa nesta terça-feira. O Fluminense visita o Independiente Rivadavia às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. A tabela oficial da CONMEBOL confirma a data, o horário local e a sede; o próprio Fluminense também divulgou o compromisso como jogo de volta da série.

O 0 a 0 no Maracanã deixou o confronto sem margem para cálculo preguiçoso. Empate no agregado não autoriza nenhum dos lados a se esconder atrás de uma vantagem inexistente. Para o time carioca, a missão é transformar o controle de uma noite no Rio em precisão fora de casa. Para os argentinos, a oportunidade é fazer da partida em Mendoza o ponto de virada de uma campanha que já ganhou atenção continental.

Mais tarde, Estudiantes e Universidad Católica se encontram na Claro Arena, em Santiago, depois do 1 a 1 na Argentina. São duas partidas no mesmo dia, duas sedes diferentes e a mesma consequência: quem vencer avança; novo empate leva a definição para os pênaltis, conforme o regulamento do mata-mata sem gol qualificado.

Os brasileiros ainda sem qualquer rede de proteção

Os quatro brasileiros que fizeram a ida também entram na volta sem poder defender resultado. Palmeiras e Cerro Porteño empataram por 1 a 1 em São Paulo e voltam a jogar na quarta-feira, em Assunção. O Cruzeiro levou 1 a 1 do Mineirão para o Maracanã, onde enfrenta o Flamengo na mesma noite. Cada série permanece reduzida a uma partida.

Na quinta-feira, Mirassol e LDU retomam o 1 a 1 em Quito, enquanto Corinthians e Rosario Central levam o 0 a 0 para a Neo Química Arena. A programação divulgada pela CONMEBOL separa as quatro decisões brasileiras entre quarta e quinta, sem espaço para uma rodada de retorno com favoritos absolutos.

Essa é a diferença central para uma chave comum: a ida não produziu colchão. Não há clube brasileiro que possa aceitar o empate inicial como desfecho seguro; há apenas a obrigação de construir uma vitória no jogo que resta. O cenário também dá peso extra à leitura de contexto do empate entre Cruzeiro e Flamengo, uma das séries que manteve a disputa inteiramente viva.

O empate virou a regra, não a exceção

Os sete placares de ida somaram apenas sete gols: 0 a 0 em Fluminense x Independiente Rivadavia e Rosario Central x Corinthians; 1 a 1 nas outras cinco séries já iniciadas. É pouco para um conjunto de 14 equipes e explica por que os duelos de volta chegam com tanta responsabilidade concentrada em detalhes: uma bola parada, uma recuperação alta, uma defesa decisiva ou uma escolha de substituição.

O retrato não promete espetáculo por si só, mas impede a acomodação. Em mata-mata, igualdade longa costuma transformar o relógio em personagem, sobretudo para quem joga em casa e passa a carregar a expectativa de resolver a classificação. Para o Corinthians, a referência recente de um duelo de copa em Itaquera ajuda a dimensionar como ambiente e gestão de nervos podem pesar em jogos sem vantagem prévia.

O que a Libertadores oferece agora é uma semana sem atalhos. A ida nivelou sete confrontos; a volta vai separar quem conseguiu produzir uma chance a mais de quem ficou preso ao cuidado excessivo. As quartas de final começam a ser desenhadas nesta terça-feira, mas a chave inteira só ganha rosto depois das decisões de quarta e quinta.

Fonte: CONMEBOL Libertadores · informações adicionais por Beira do Campo

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Quem escreve

Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.