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Bayern empata com 9 em campo após dois expulsos na BayArena

Com dois jogadores expulsos no segundo tempo, o Bayern arrancou um improvável 1x1 no reduto do Leverkusen pela 26ª rodada da Bundesliga. Árbitro admitiu erro em expulsão polêmica.

Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos
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Bayern empata com 9 em campo após dois expulsos na BayArena
Bayern com dois expulsos empata na BayArena pela 26ª rodada da Bundesliga — Foto: Reprodução / ESPN Brasil

O futebol tem um jeito particular de transformar um sábado comum em algo difícil de esquecer. Na BayArena, em Leverkusen, o Bayern München passou por uma tarde de caos, polêmica e resiliência para sair com um ponto que, dadas as circunstâncias, tem sabor de vitória — ou de injustiça, dependendo do ângulo. Os dois expulsos do Bayern e o 1x1 contra o Bayer Leverkusen vão alimentar o debate alemão por semanas.

O caos começa cedo: dois expulsos e um Bayern de nove

O jogo começou mal para os bávaros. Aos 6 minutos, Aleix García abriu o placar para o Leverkusen com um chute que contou com desvio involuntário de Jonathan Tah — zagueiro cedido pelo próprio Bayern — para enganar Neuer. A ironia cruel do futebol em seu estado mais puro.

Mas o pior ainda estava por vir. Aos 42 minutos, Nicolas Jackson — emprestado pelo Chelsea para cobrir a ausência do lesionado Harry Kane — cometeu uma entrada imprudente sobre Martin Terrier. O árbitro Christian Dingert havia mostrado amarelo, mas o VAR interveio e revelou que o atacante senegalês havia pisado no pé do adversário. Vermelho direto. Bayern com dez antes do intervalo.

O segundo tempo trouxe o alívio e, logo depois, um novo pesadelo. Aos 69 minutos, Michael Olise interceptou passe errado do meio-campo do Leverkusen e lançou Luis Díaz em profundidade. O colombiano finalizou rasteiro, superou Blaswich e empatou: 1x1. Um gol de jogada limpa, construída com a paciência que times em inferioridade numérica precisam ter.

Mas então veio o momento mais polêmico da tarde. Aos 84 minutos, já com cartão amarelo no bolso, Díaz driblou o goleiro, sentiu contato e caiu. Dingert entendeu simulação. Segundo amarelo. Bayern com nove jogadores — algo que não acontecia na Bundesliga desde abril de 2001.

E, como se não bastasse, Jonas Hofmann ainda balançou as redes nos acréscimos pelo Leverkusen, mas o impedimento anulou o que seria a virada. O Bayern sobreviveu.

A arbitragem no centro do furor

A tarde em Leverkusen vai entrar para a memória alemã não apenas pelo placar, mas pelo papel do árbitro Dingert em dois episódios cruciais.

Primeiro, o gol de Kane anulado por handball — um lance em que o braço do atacante estava colado ao corpo, sem intenção. O técnico Vincent Kompany ficou com a questão sem resposta: "O que Jonathan Tah deveria ter feito? Ele não fez nada de propósito e o braço estava colado ao corpo."

Depois, a expulsão de Díaz por suposta simulação. E aqui o desfecho tomou um rumo incomum: Dingert, ele próprio, admitiu o erro à Sky Deutschland após o jogo. "Está claro, evidentemente, que eu vejo diferente em retrospecto", disse o árbitro. Uma confissão rara no futebol de alto nível — e que de nada muda o resultado, mas confirma a revolta corintiana do Bayern.

Kompany foi ainda mais direto: "Ele nem tentou ganhar um pênalti. Ele caiu, houve contato, mas se levantou na mesma hora. Alguém precisa me explicar por que isso é cartão amarelo."

Impacto na Bundesliga: Dortmund aproxima, mas Bayern segue líder

O ponto arrancado na BayArena mantém o Bayern no topo da Bundesliga com 67 pontos, mas o Borussia Dortmund aproveitou e venceu o Augsburg por 2x0, com gols de Reggiani e Adeyemi — encostando para 58 pontos. A diferença caiu de dez para nove pontos, com dez rodadas ainda pela frente.

Para o Leverkusen, o empate deixa a equipe de Xabi Alonso em terceiro com 45 pontos, ainda brigando por uma vaga europeia — mas longe dos dois primeiros.

O momento do Bayern ganhou uma nova dimensão de tensão: um tropeço que poderia ter sido derrota, duas ausências por suspensão (Díaz cumprirá gancho) e o fantasma de um Dortmund que não desiste. Quem acompanhou o Der Klassiker de fevereiro sabe que o BVB tem capacidade de pressionar até o fim.

Na Champions League, onde o Bayern também segue em campanha, a rotação vai precisar ser cirúrgica. Os brasileiros nas oitavas mostram que o torneio europeu reserva mais capítulos dramáticos pela frente — e o futebol, como provado neste sábado em Leverkusen, raramente poupa emoção para quem está atento.

Fonte: ESPN Brasil / Band Esportes / Goal.com | Informações adicionais por Beira do Campo

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Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos

Correspondente Internacional

Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.