Hulk rescinde com Atlético-MG e fecha com Fluminense até 2028
A novela acabou. Hulk assinou a rescisão amigável com o Atlético-MG, fechou com o Fluminense em reunião na noite de quarta e fez exames médicos no Rio. O contrato vai até meados de 2028, com salário base de R$ 1,8 milhão e bônus que podem chegar a R$ 2,5 milhões.


A novela do mercado brasileiro chegou ao fim. Hulk não é mais jogador do Atlético-MG. Em reunião na tarde da última quarta-feira (29 de abril), o atacante e a diretoria alvinegra selaram a rescisão amigável de contrato. Horas depois, em encontro do diretor-geral do Fluminense, Mário Bittencourt, com a empresária Marisa Alija, o tricolor carioca fechou os termos financeiros e contratuais para receber o ídolo galo.
Os exames médicos foram realizados no Rio entre quarta e quinta-feira. O anúncio oficial é questão de horas. Mano Menezes, técnico do Fluminense, já espera o reforço para iniciar o processo de integração — embora o calendário trabalhe contra a estreia imediata.
Os números do acordo: salário, duração e custo zero
O contrato com o Fluminense vai até meados de 2028, sem cláusula de extensão automática. Os valores foram apurados por ESPN, Itatiaia e Lance!:
- Salário base: R$ 1,8 milhão por mês — o mesmo patamar que ele recebia no Galo.
- Salário máximo: até R$ 2,5 milhões com bônus por gols e metas estabelecidas.
- Custo de transferência: zero. O Atlético-MG liberou o jogador em rescisão amigável e o Fluminense só assume os vencimentos.
- Reajuste progressivo: o salário cresce ao longo do contrato conforme gatilhos de produtividade.
Os termos financeiros são essencialmente os mesmos que estavam na mesa em janeiro, quando a primeira tentativa do Fluminense por Hulk travou em divergências sobre percentuais de garotos da base. Naquele momento, o Atlético segurou o atacante. Quatro meses depois, com Hulk fora dos planos do técnico Cuca e cortado da relação contra o Flamengo, a tratativa voltou — e dessa vez fechou.
Por que Hulk não estreia já: a regra dos 12 jogos
Aqui mora o detalhe que muda o impacto esportivo da contratação. Hulk não pode entrar em campo pelo Fluminense até 20 de julho, data em que abre a janela do meio do ano. O motivo é regulamentar: a partir desta temporada, a CBF aumentou para 12 o limite de partidas que um jogador pode disputar antes de se transferir entre clubes da Série A na mesma edição do Brasileirão.
O paraibano já bateu esse teto pelo Galo. Foi exatamente por isso que o Atlético-MG o cortou da rodada 13 contra o Flamengo, no domingo (26): se Hulk entrasse em campo, ficaria impedido de atuar por outro clube no Brasileirão 2026. A diretoria mineira preferiu preservar o ativo a usar o atacante em uma rodada decisiva.
Resultado prático: o Fluminense fica com Hulk por todo o segundo semestre, com chance de Brasileirão, Copa do Brasil e eventual fase final da Libertadores — onde o tricolor disputa o Grupo C com Bolívar, Independiente Rivadavia e Deportivo La Guaira. Mas até 20 de julho, o reforço fica restrito a treinos e adaptação física no CT Carlos Castilho.
O que o Galo perde: 309 jogos, 140 gols, sete títulos
A saída encerra um ciclo de cinco temporadas iniciado em 2021. Em números, Hulk deixa o Atlético-MG como um dos atacantes mais decisivos da história recente do clube:
| Item | Marca |
|---|---|
| Jogos | 309 |
| Gols | 140 |
| Assistências | 56 |
| Campeonatos Mineiros | 5 (2021, 2022, 2023, 2024, 2025) |
| Brasileirão | 1 (2021) |
| Copa do Brasil | 1 (2021) |
| Supercopa do Brasil | 1 (2022) |
Foi o líder técnico e simbólico da geração que devolveu o Galo à elite vencedora do futebol brasileiro. Saiu, porém, num momento delicado: o Atlético-MG vive o pior início de Brasileirão da era dos pontos corridos e enfrenta crise interna que culminou na saída do técnico Domínguez. A rescisão de Hulk libera massa salarial em torno de R$ 22 milhões anuais — alívio bem-vindo no orçamento de uma SAF que vem operando no vermelho.
A aposta do Fluminense: experiência para a temporada e marketing imediato
Para o Fluminense, a operação tem dois efeitos. O primeiro é esportivo: Mano Menezes ganha um centroavante de área com histórico de decisão para o segundo semestre, fase em que o tricolor briga por Libertadores e por colocação no G6 do Brasileirão. Aos 39 anos (Hulk completa 40 em julho), o atacante perdeu velocidade, mas mantém finalização forte com as duas pernas, presença na bola parada e liderança de vestiário.
O segundo efeito é de marca. Hulk é nome global, rendendo merchandising, ingressos e exposição internacional num ano de Mundial de Clubes na Fifa. O Fluminense fecha sem custo de transferência um jogador que, em janeiro, era avaliado em € 4 milhões pelo Transfermarkt. É, do ponto de vista financeiro, uma operação de baixo risco e alto retorno potencial.
A pergunta que fica é se o corpo do paraibano vai aguentar o calendário do Brasileirão de 38 rodadas mais Libertadores — pergunta que só o segundo semestre vai responder. Por enquanto, o tricolor das Laranjeiras tem o que queria desde janeiro: o ídolo do rival, sem pagar luvas, e com tempo para se preparar antes de estrear.
Perguntas frequentes
- Hulk vai mesmo para o Fluminense?
- Sim. A rescisão amigável com o Atlético-MG foi assinada em reunião na quarta-feira (29 de abril), e o jogador acertou na sequência com o Fluminense, fazendo exames médicos no Rio entre quarta e quinta.
- Quanto Hulk vai ganhar no Fluminense?
- O salário base será de cerca de R$ 1,8 milhão por mês, podendo chegar a R$ 2,5 milhões com bônus por metas e gols, segundo apuração da ESPN e Itatiaia.
- Quando Hulk pode estrear pelo Fluminense?
- Apenas depois de 20 de julho, quando abre a janela do meio do ano. O atacante já completou os 12 jogos permitidos pela CBF na atual edição do Brasileirão e não pode atuar até lá.
- Quanto o Fluminense pagou pelo Hulk?
- Zero de luvas e zero de transferência. O Atlético-MG liberou o jogador em rescisão amigável, e o tricolor das Laranjeiras só assume os salários do paraibano.
Fonte: ESPN, Lance, O Tempo, CNN Brasil, Itatiaia, Correio Braziliense | Informações adicionais por Beira do Campo

Editor-chefe
Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.

