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Brasileirão

Cuca assume decisão de poupar Neymar contra Palmeiras

Cuca assumiu que a comissão técnica decidiu não usar Neymar na derrota do Santos por 3 a 0 para o Palmeiras. O atacante afirmou que estava disponível.

Renato CaldeiraRenato Caldeira4 min de leitura
Cuca assume decisão de poupar Neymar contra Palmeiras
Neymar ficou fora do clássico contra o Palmeiras por decisão da comissão técnica — Foto: Reprodução / Gazeta Esportiva

Cuca assumiu a responsabilidade pela ausência de Neymar na derrota do Santos por 3 a 0 para o Palmeiras, na ida das quartas de final da Copa do Brasil. O técnico afirmou que a comissão técnica optou por não utilizar o camisa 10, embora o próprio jogador tenha dito antes da partida que estava disponível.

A explicação muda o foco de uma noite que já era delicada para o Santos. Neymar havia sido relacionado, mas não viajou com a delegação para o Nubank Parque e ficou fora até do banco. Depois do jogo, Cuca citou o controle de carga, a sequência de partidas e os dois cartões amarelos do atacante entre os fatores que pesaram na decisão.

"Ele está isento. Por ele, teria vindo jogar", disse o treinador em entrevista reproduzida pela Gazeta Esportiva. A fala responde diretamente ao posicionamento publicado por Neymar pouco antes da bola rolar: "Eu estava à disposição para jogar. Foi uma decisão da comissão, pela sequência de jogos que temos."

Cuca tira Neymar do centro da responsabilidade

O ponto mais importante da coletiva foi a tentativa de Cuca de separar a escolha técnica da disposição do jogador. A ausência não foi apresentada como recusa de Neymar nem como punição. O técnico tratou o veto como parte de um planejamento físico para evitar que o atacante emende jogos em curto intervalo.

A Band registrou que Cuca também considerou a condição física do atleta e o risco de mais cartões. O contexto inclui o gramado sintético do Nubank Parque, mas a versão dada após a partida é mais ampla: a comissão avaliou o conjunto da sequência, não apenas a superfície.

Para o Santos, a escolha ficou mais exposta pelo placar. A equipe pouco ameaçou o Palmeiras e sai para o jogo de volta com três gols de desvantagem. A análise do UOL apontou que Gabigol também começou no banco, em uma escalação pensada para conter o rival e atacar em velocidade. O plano não funcionou.

A decisão não encerra a discussão sobre o elenco

Assumir a decisão protege Neymar de uma leitura de afastamento voluntário, mas não elimina o debate sobre o custo esportivo da estratégia. O Santos entrou em um clássico de mata-mata sem dois dos jogadores de maior peso técnico em sua frente ofensiva e terminou sem marcar.

O histórico recente ajuda a explicar por que a ausência repercute tanto. Em abril, uma análise do Beira do Campo mostrou como o time já sofria para produzir sem Neymar e Gabigol em campo, uma dependência que agora volta a pesar em uma eliminatória importante. A leitura pode ser conferida em Santos sem Neymar e Gabigol: os dados de uma dependência perigosa.

Também houve uma alteração concreta em relação ao cenário de pré-jogo. Na terça-feira, o Santos havia relacionado Neymar e a informação era de que ele seria preservado para a ida, como detalhado no guia de Palmeiras x Santos. Após o apito final, a comissão técnica confirmou que a decisão era dela e que o jogador se colocara à disposição.

A volta na Vila exige resposta imediata

O Palmeiras leva o 3 a 0 para a Vila Belmiro no dia 2 de setembro. Para avançar diretamente, o Santos precisa vencer por quatro gols de diferença; uma vitória santista por três gols leva a disputa aos pênaltis. Não há gol qualificado no regulamento da Copa do Brasil.

Cuca ainda não confirmou se Neymar estará disponível para a volta. A próxima definição depende da recuperação do elenco e do planejamento da semana, mas a coletiva deixou um dado objetivo: a ausência na ida foi uma escolha da comissão técnica, não uma indisposição do atacante.

Com a margem de erro reduzida pela derrota em São Paulo, a discussão muda de tom. Não basta decidir se Neymar pode atuar; o Santos precisa definir como vai criar chances e sustentar um jogo de pressão contra um adversário que chega à Vila com uma vantagem larga.

Fonte: Gazeta Esportiva · informações adicionais por Beira do Campo

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Quem escreve

Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.