Croácia 0 x 7 Inglaterra: goleada histórica na Liga das Nações
Kane e Saka marcaram duas vezes, Bellingham participou de quatro gols e a Inglaterra impôs a maior derrota da história croata. O ataque funcionou por dentro e pelas pontas, mas a Espanha segue à frente no Grupo A3.
Marcos Vinícius Santos7 min de leitura
Croácia 0 x 7 Inglaterra foi o resultado de uma tarde em que quase toda chegada inglesa parecia carregar uma solução diferente. Neste sábado, 3 de outubro, a seleção de Thomas Tuchel venceu em Rijeka pela terceira rodada da Liga das Nações e impôs a maior derrota da história croata. Harry Kane e Bukayo Saka fizeram dois gols cada; Jude Bellingham, Anthony Gordon e Morgan Rogers completaram o placar.
O resultado final está confirmado no balanço oficial da UEFA, no relato de England Football e no minuto a minuto da Gazeta Esportiva. O que tornou a goleada tão expressiva foi a variedade: passes entre os zagueiros, cruzamentos, combinações curtas e aproveitamento de erro na saída adversária produziram gols.
Croácia 0 x 7 Inglaterra: os gols da goleada
Lances decisivos
Linha do tempo
Croácia 0 x 7 Inglaterra
- 8'GOL
Harry Kane abre o placar
0 x 1Inglaterra
- 21'GOL
Jude Bellingham amplia
0 x 2Inglaterra
- 39'GOL
Anthony Gordon marca de cabeça
0 x 3Inglaterra
- 45'GOL
Bukayo Saka fecha o primeiro tempo
0 x 4Inglaterra
- 53'GOL
Kane faz seu segundo gol
0 x 5Inglaterra
- 68'GOL
Saka também marca pela segunda vez
0 x 6Inglaterra
- 87'GOL
Morgan Rogers encerra a goleada
0 x 7Inglaterra
Os minutos acima seguem a ficha oficial de England Football, conferida com a ficha da Sky Sports. A abertura do placar nasceu de um passe de Bellingham para Kane, que finalizou alto. No segundo gol, Gordon manteve a jogada viva perto da linha de fundo e encontrou o meia no centro da área.
Antes do intervalo, o cruzamento de Jarell Quansah permitiu a cabeçada de Gordon. Depois, Bellingham serviu Saka para o quarto. A Croácia teve uma oportunidade clara com Mateo Kovacic, mas a finalização saiu para fora: o lance não interrompeu a sequência inglesa.
Na volta, Kane concluiu o cruzamento de Elliot Anderson. Saka aproveitou a falha de Josip Stanisic na saída, e Rogers atacou o espaço para receber o lançamento de Bellingham e fechar a conta. Os sete gols mostram como a defesa croata sofreu tanto para proteger a área quanto para controlar a profundidade.
Por que o ataque de Tuchel encontrou tantos caminhos
A leitura tática passa pela conexão entre o centro e as pontas. Bellingham podia servir Kane, aparecer para concluir ou deslocar a jogada para os lados. Gordon participou da criação e também entrou na área para cabecear. Quansah ofereceu o cruzamento que originou o terceiro gol; Anderson apareceu na construção do quinto.
Essa distribuição dificultou uma resposta simples da Croácia. Fechar apenas o corredor central não bastava quando a bola chegava pelas laterais. Perseguir o jogador que recebia também deixava o desafio de acompanhar quem entrava atrás. É uma interpretação dos lances decisivos, sem transformar o placar em prova de que o mesmo desenho funcionará contra qualquer adversário.
Na avaliação publicada pela federação inglesa, Tuchel destacou a fluidez, a manutenção do ritmo e a reação do time ao perder a bola. Para o treinador, a intensidade defensiva ajudou a sustentar o ataque durante a partida inteira, inclusive depois das mudanças.
O elogio tem uma ressalva útil. Tuchel apontou um pequeno trecho após o terceiro gol em que a equipe perdeu bolas com facilidade. Mesmo numa tarde de sete gols, o treinador identificou espaço para correção. A oportunidade desperdiçada por Kovacic lembra que o controle inglês não significou ausência absoluta de risco.
Bellingham conecta, Kane e Saka decidem
Os números
Participação ofensiva em Rijeka
Harry Kane
2 gols
Marcou nos dois tempos
Bukayo Saka
2 gols
Também marcou antes e depois do intervalo
Jude Bellingham
1 gol e 3 assistências
Anthony Gordon
1 gol e 1 assistência
Os protagonistas se complementaram. Kane deu destino às jogadas; Saka apareceu para concluir de dentro da área; Gordon ligou criação e presença perto do gol. Bellingham foi o ponto de encontro entre essas funções, alternando o passe final com a entrada para finalizar. Rogers, vindo do banco, manteve a ameaça em profundidade até o fim.
O levantamento oficial de recordes registra esta como a maior vitória inglesa na Liga das Nações. Também informa que Bellingham se tornou o primeiro jogador da seleção a distribuir três assistências numa partida desde Trent Alexander-Arnold contra San Marino, em novembro de 2021.
São marcas de um jogo específico, com significado histórico, mas sem antecipar um título. A Inglaterra conseguiu transformar talento individual em uma sequência coletiva de decisões. O próximo desafio é preservar esse entendimento quando houver menos espaço e quando o adversário resistir melhor às primeiras chegadas.
Os números que explicam a dimensão do resultado
A Inglaterra terminou o primeiro tempo com quatro gols e acrescentou três depois do intervalo. Cinco jogadores diferentes marcaram. O placar reúne concentração de poder de finalização em Kane e Saka com uma distribuição que impediu a partida de depender exclusivamente de um artilheiro.
O UOL destacou a dimensão histórica da derrota croata, superior ao 6 a 0 sofrido diante da Espanha em 2018. Aqui, o tamanho da goleada tem duas leituras: ele valoriza a execução inglesa e expõe quanto a Croácia precisará corrigir antes de voltar a competir no grupo.
Não é necessário recorrer a uma estimativa de gols esperados para perceber essa diferença. O intervalo, a diversidade de autores e a continuidade ofensiva oferecem medidas verificáveis do domínio. Ainda assim, sete gols não autorizam concluir que toda partida seguinte terá o mesmo nível de eficiência.
Inglaterra volta a Wembley atrás da Espanha
A Inglaterra tem seis pontos após três jogos. A Espanha, que venceu a Tchéquia por 3 a 1 mais tarde neste sábado, soma nove. Portanto, a goleada de Rijeka não colocou os ingleses na liderança. A discussão aberta na coluna sobre Inglaterra e Espanha na Liga das Nações segue atual como cobrança por ambição; o resultado da rodada já é outro recorte.
O próximo compromisso inglês será contra a Tchéquia, em Wembley, na terça-feira, 6 de outubro, às 15h45 de Brasília. A agenda oficial da seleção informa 19h45 no horário britânico de verão, correspondente a esse horário brasileiro. A partida oferece a chance de dar continuidade à reação, sem classificação antecipada anunciada aqui.
Para acompanhar os serviços dos próximos confrontos, consulte a agenda de futebol. O panorama da rodada inaugural também ajuda a distinguir a competição atual de um amistoso: cada resultado modifica uma campanha que ainda está em andamento. Em Rijeka, a Inglaterra entregou uma atuação para guardar; em Wembley, terá de voltar a construir o jogo desde o começo.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
- Quanto foi Croácia x Inglaterra na Liga das Nações?
- A Inglaterra venceu por 7 a 0 em Rijeka, em 3 de outubro de 2026, pela terceira rodada do Grupo A3.
- Quem marcou os gols da Inglaterra contra a Croácia?
- Harry Kane e Bukayo Saka fizeram dois gols cada. Jude Bellingham, Anthony Gordon e Morgan Rogers completaram o placar.
- Quando é o próximo jogo da Inglaterra?
- A seleção recebe a Tchéquia em Wembley em 6 de outubro de 2026, às 15h45 de Brasília, pela Liga das Nações.
- Como ficou a Inglaterra no Grupo A3?
- Após os jogos de 3 de outubro, a Inglaterra tem seis pontos em três partidas, atrás da Espanha, que soma nove.
- O 7 a 0 foi a maior derrota da Croácia?
- Sim. England Football registra o resultado como a derrota mais pesada da história da seleção croata.
Fonte: UEFA, England Football, Gazeta Esportiva, Sky Sports e UOL · informações adicionais por Beira do Campo
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