Bahia x Vitória: Ba-Vi decide o Campeonato Baiano 2026 na Fonte Nova
O maior clássico do Nordeste define o campeão baiano em final única às 17h. Bahia busca o bicampeonato e o 52º título; Vitória quer empatar o placar histórico de finais e erguer a taça de número 31.
Patrícia Mendes7 min de leitura
O Ba-Vi é mais do que uma partida de futebol. É a Bahia em campo com tudo o que isso representa: uma rivalidade que pulsa nas ruas de Salvador, nas conversas de bar e nas famílias divididas entre o Tricolor de Aço e o Leão da Barra. Neste sábado (7), às 17h, a Arena Fonte Nova recebe a final única do Campeonato Baiano 2026, com Bahia e Vitória frente a frente pela 31ª vez em uma decisão estadual. O Esquadrão busca o 52º título e o bicampeonato contra o mesmo rival; o Rubro-Negro baiano quer a taça de número 31 e empatar o placar histórico das finais.
Ficha Técnica
| Jogo | Bahia x Vitória |
| Competição | Final do Campeonato Baiano 2026 |
| Data | Sábado, 07/03/2026 |
| Horario | 17h (horario de Brasilia) |
| Local | Arena Fonte Nova, Salvador-BA |
| Transmissao | TVE Bahia (TV aberta e YouTube), TV Bahea (YouTube), TV Vitoria (YouTube) |
| Formato | Final unica — empate define o campeonato nos penaltis |
Momento das Equipes
O Bahia chega à decisão com uma campanha consistente no estadual e com Rogério Ceni no comando de um elenco que mistura experiência e agressividade ofensiva. Éverton Ribeiro e Willian José formam o eixo técnico que o Tricolor usa para construir jogadas e criar oportunidades de gol. Erick Pulga, pelo lado esquerdo do ataque, tem sido uma das revelações da temporada e pode ser o diferencial em um jogo que exige coragem individual.
A questão defensiva gera alguma atenção: Kanu, Gilberto e Ruan Pablo estão fora por lesões — o que obriga Gabriel Xavier e Ramos Mingo a carregarem mais responsabilidade na linha de quatro. Mesmo assim, o Bahia chega com favoritismo claro, especialmente por atuar em casa, na Fonte Nova, estádio onde tem construído sua identidade nesta temporada.
O Vitória tem uma narrativa de resiliência para contar. A classificação para a final veio nos pênaltis contra a Jacuipense — e essa passagem pelo limite pode ter criado uma coesão extra no grupo de Jair Ventura. O técnico chegará sem o volante Dudu (lesão nas costas) e sem Caíque Gonçalves, suspenso após ser expulso na semifinal. A ausência do meia pesa no meio-campo, e Baralhas terá de absorver ainda mais responsabilidade como filtro defensivo.
Kayzer precisará ser o ponto focal do ataque do Leão. Em um jogo de final, centroavantes que resolvem pelo alto e pela força física muitas vezes definem desfechos improváveis — e o camisa 9 do Vitória sabe bem como fazer isso. Tanto o Bahia quanto o Vitória disputam o Brasileirao Serie A 2026, o que adiciona um pano de fundo de pressão institucional a este clássico: vencer o estadual reforça a moral para a sequência do ano.
Escalacoes Provaveis
Bahia
O Esquadrão deve ir a campo no 4-3-3 de Rogério Ceni. A linha de três no meio vai apostar na criatividade de Éverton Ribeiro para conectar setor defensivo e ofensivo. Jean Lucas terá a função de controlar o ritmo do jogo, enquanto Nico Acevedo atua como volante de marcação. Nas pontas, Erick Pulga e Ademir têm licença para buscar o um contra um.
Desfalques: Kanu (lesao na coxa), Gilberto (pos-cirurgia de apendice) e Ruan Pablo (cirurgia no tornozelo).
Vitoria
Jair Ventura deve utilizar um 5-4-1 compacto, apostando em blocos defensivos baixos e transicoes rapidas para o Kayzer. Mateus Silva e Ramon serao os alaas que dao largura ao sistema, enquanto Baralhas e Martinez seguram o meio. Matheuzinho e Erick terao liberdade para avançar quando o Vitoria tiver posse.
Desfalques: Dudu (lesao nas costas) e Caique Goncalves (suspenso).
Historico do Confronto
Poucos clássicos no Brasil têm equilíbrio histórico tão impressionante quanto o Ba-Vi. Em 30 finais diretas pelo Campeonato Baiano, cada lado venceu exatamente 15 vezes — o tira-teima mais justo do futebol nordestino. Hoje é a 31ª final entre os dois, e alguém vai sair na frente desse placar histórico.
O Bahia é o maior campeão baiano de todos os tempos, com 51 títulos. O Vitória, com 30 conquistas, é o segundo mais vitorioso. Uma taça hoje para o Rubro-Negro significa o empate em número de finais vencidas — motivação extra para o plantel de Jair Ventura entrar em campo com algo além de orgulho.
Os últimos três Baianões foram decididos exatamente neste mesmo clássico. Em 2024, o Vitória levantou a taça em uma virada dramática. Em 2025, o Bahia respondeu e conquistou o título no Barradão, invertendo o placar da rivalidade recente. Agora, em 2026, o "desempate" da série acontece na Fonte Nova — o palco que historicamente sorri mais para o Tricolor de Aço.
O Ba-Vi existe desde 1932. Em mais de 90 anos, nunca perdeu intensidade. Vale acompanhar também o contexto da Copa do Brasil 2026, competição em que ambos os clubes participam e que dá ainda mais relevância ao calendário de 2026 para os dois times baianos.
Pontos Taticos
O confronto de sistemas será central para o desfecho. O 4-3-3 do Bahia foi desenhado para pressionar alto e dominar a posse de bola, criando superioridade numérica nos lados. Ja o 5-4-1 do Vitória é uma resposta direta a equipes que tentam controlar o jogo pela construção — o bloco baixo busca neutralizar a criação adversária e viver de transições rápidas.
O ponto crítico do jogo será o confronto entre Éverton Ribeiro e o meio-campo do Vitória. O camisa 10 do Bahia tem qualidade para encontrar linhas de passe entre as linhas defensivas adversárias, e se Baralhas e Martinez não conseguirem pressioná-lo com eficiência, o Esquadrão vai ter mais espaço para trabalhar.
Do lado do Leão, Kayzer precisará aproveitar qualquer cruzamento ou bola aérea que chegue até ele. O centroavante terá poucos contatos com a bola, mas um único momento de decisão pode mudar a final. As laterais também serão importantes: o duelo entre Erick Pulga (Bahia) e Mateus Silva (Vitória) no lado direito, e Luciano Juba contra Ramon no esquerdo, pode abrir o jogo ou fechar os espaços.
Em caso de empate após 90 minutos, a decisão vai para os pênaltis — e aí, como já vimos em outras edições desta rivalidade, o imprevisível domina.
Palpite
O favoritismo é do Bahia. Jogar em casa, com um elenco ligeiramente superior e com Rogério Ceni — um técnico que conhece a fundo o que é pressão de clássico — dá ao Esquadrão as melhores condições para erguer o troféu.
Mas o Ba-Vi é o tipo de jogo em que o papel rasgado entra em campo antes da bola. O histórico de 15x15 em finais é o argumento mais honesto para não descartar o Vitória, que sabe jogar em espaços reduzidos e tem em Kayzer um ponta de lança com potencial para resolver em um único lance.
Palpite: Bahia 1 x 0 Vitória. Erick Pulga ou Éverton Ribeiro decidem em um momento de qualidade individual. Prepare-se, porém, para os pênaltis — o Ba-Vi raramente se resolve sem drama.
Acompanhe o resultado do jogo e a análise pós-jogo aqui no Beira do Campo.
Fonte: Bahia Noticias, A Tarde, Lance! · informações adicionais por Beira do Campo
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