Argentina na Copa do Mundo 2026: Messi e os 26 de Scaloni
A campeã do mundo fechou a lista para a Copa 2026 dentro do prazo da Fifa. Scaloni levou Messi ao sexto Mundial — recorde histórico —, manteve a base de 2022 e incluiu o Flaco López, do Palmeiras. A Argentina cai no Grupo J e segue entre as favoritas ao título.


A campeã do mundo bateu o martelo. Lionel Scaloni fechou a lista da Argentina na Copa do Mundo 2026 com os 26 nomes que vão à caça do bicampeonato, dentro do prazo que a Fifa estabeleceu para esta segunda-feira (1º) — data em que todas as 48 seleções precisavam entregar a relação definitiva. A entidade oficializa os elencos nesta terça (2), mas a Albiceleste não deixou margem para dúvida: manteve a espinha dorsal do título de 2022 e colocou Messi rumo a um feito que ninguém alcançou.
A convocação saiu na quinta-feira (28), por vídeo nas redes da AFA. Não houve grande reviravolta — e isso, para um campeão mundial, é exatamente o plano. Scaloni apostou na continuidade de um grupo que venceu o Catar e que, três anos e meio depois, segue com a maioria das peças em atividade no alto nível europeu.
A lista de Scaloni: a base do título mantida
No gol, o trio é conhecido: Emiliano "Dibu" Martínez, herói da final de 2022, com Gerónimo Rulli e Juan Musso como reservas. A defesa repete os pilares — Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico —, acompanhados de Nahuel Molina, Gonzalo Montiel, Leonardo Balerdi e Facundo Medina nas alternativas.
O meio-campo é o setor que mais define o time de Scaloni: Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández formam o trio de confiança, com Leandro Paredes, Exequiel Palacios e o jovem Valentín Barco ampliando as opções. No ataque, o capitão Lionel Messi puxa a fila ao lado de Julián Álvarez, Lautaro Martínez e Thiago Almada.
A novidade que interessa de perto ao torcedor brasileiro atende por José Manuel "Flaco" López, atacante do Palmeiras, que ganhou seu espaço entre os 26 depois de uma temporada sólida no Allianz Parque. Completam o ataque os jovens Nico Paz, do Como, e Giuliano Simeone, do Atlético de Madrid. Ficaram de fora nomes como o lateral Marcos Acuña e a joia Franco Mastantuono, cortes que sintetizam a régua alta do grupo.
Messi e o recorde do sexto Mundial
O nome que carrega a maior carga simbólica é o de sempre. Aos 38 anos, Messi disputará sua sexta Copa do Mundo — após 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 — e entra para a história como o primeiro jogador a aparecer em seis edições do torneio. Em 2022 ele finalmente levantou a taça que faltava; em 2026, joga por um bis que poucos craques tiveram a chance de buscar.
Scaloni nunca escondeu que constrói o time em torno do camisa 10, mas o que sustenta o favoritismo argentino não é nostalgia — é o lastro de um elenco que se manteve competitivo. O adeus de Messi à seleção em casa já tinha sido ensaiado no último jogo da Argentina na Bombonera, e o desfecho dessa história passa, agora, pelos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá.
Grupo J e o favoritismo no Mundial
No sorteio realizado em dezembro, no Kennedy Center, em Washington, a Argentina caiu no Grupo J, com Áustria, Argélia e Jordânia — um dos chaveamentos mais tranquilos do torneio. Pelo histórico recente e pela qualidade do elenco, a expectativa é de liderança folgada na primeira fase.
Nas casas de apostas, a Albiceleste figura entre as cinco favoritas, embora não no topo: a Espanha, campeã da Eurocopa, lidera as cotações, seguida por França e com Argentina e Inglaterra logo atrás. O modelo estatístico da Opta também coloca os espanhóis na frente (cerca de 16% de chance de título), com argentinos perto de 10%. Para o torcedor que acompanha a corrida pelo troféu, vale lembrar que o Brasil aparece apenas como quinto favorito ao hexa — um cenário em que o vizinho argentino larga na frente.
O que falta até a estreia
Com a lista entregue, a reta final é de ajustes. A Fifa publica as 48 relações oficiais nesta terça-feira, e as seleções fecham a preparação com os últimos amistosos antes de a bola rolar. O Mundial abre em 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e termina em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey — o mesmo país onde a delegação argentina monta sua base. Quem quiser relembrar como funciona a competição mais ampla da história pode conferir o guia completo do formato de 48 seleções da Copa 2026.
Para a Argentina, o roteiro é direto: defender o que conquistou. Scaloni tem o grupo, tem Messi e tem o caminho. O resto se decide em campo, a partir do dia 11. A lista completa pode ser conferida no site oficial da AFA.
Perguntas frequentes
- Quem são os convocados da Argentina para a Copa do Mundo 2026?
- Scaloni levou os goleiros Dibu Martínez, Rulli e Musso; a base defensiva de 2022 com Romero, Otamendi, Lisandro Martínez e Tagliafico; o meio-campo de De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; e o ataque com Messi, Julián Álvarez, Lautaro Martínez e o Flaco López.
- Em que grupo a Argentina está na Copa do Mundo 2026?
- A Argentina ficou no Grupo J, ao lado de Áustria, Argélia e Jordânia, em um dos chaveamentos mais acessíveis do sorteio realizado em dezembro de 2025.
- Quantas Copas do Mundo Lionel Messi vai disputar?
- A de 2026 será a sexta Copa do Mundo de Messi (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026). Ele se torna o primeiro jogador da história a disputar seis edições do Mundial.
- A Argentina é favorita ao título da Copa do Mundo 2026?
- A Argentina aparece entre as cinco seleções mais cotadas nas casas de apostas, atrás de Espanha e França, e defende o título conquistado no Catar em 2022.
Fonte: AFA, La Nación, Infobae, CNN Brasil | Informações adicionais por Beira do Campo

Editor-chefe
Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.


