Anfitriões da Copa 2026: EUA, México e Canadá no mata-mata
Pela primeira vez, os três países que organizam o Mundial avançam juntos. O México fechou a fase de grupos com 100% de aproveitamento, os EUA voltaram a vencer um grupo após 16 anos e o Canadá chegou ao mata-mata de forma inédita — mas perdeu o mando de campo nas eliminatórias.


Na primeira Copa do Mundo organizada por três países, os anfitriões da Copa 2026 vão jogar o mata-mata juntos. Estados Unidos, México e Canadá confirmaram a classificação para a fase eliminatória do Mundial e garantiram que a festa em casa continua — um feito que ganha peso quando se lembra que, em 22 edições, apenas duas seleções-sede ficaram pelo caminho ainda na primeira fase. A dona da casa que tropeça cedo virou exceção rara, e os números por trás do mando de campo ajudam a entender por quê.
Mas avançar foi só o primeiro capítulo. Os três chegam à fase de 32 seleções — a rodada que estreia no formato expandido, antes das oitavas — em momentos bem diferentes. Um deles passou com autoridade, outro reencontrou um protagonismo perdido há anos e o terceiro escreveu uma página inédita, ainda que pagando um preço pesado no caminho.
México fecha a fase de grupos com 100%
O México foi o mais convincente dos donos da casa. A seleção comandada por Javier Aguirre venceu os três jogos do Grupo A, somou nove pontos e não sofreu gols — a campanha mais sólida entre os anfitriões. O encerramento veio com um 3 a 0 sobre a República Tcheca no Estádio Azteca, palco que segue como uma fortaleza: os mexicanos nunca perderam um jogo de Copa do Mundo ali.
O resultado também teve sabor de marca histórica. O goleiro Guillermo Ochoa entrou em campo pela sexta Copa, entrando para um grupo seletíssimo de jogadores que disputaram seis Mundiais. Com a liderança garantida, o México volta a jogar na terça-feira, 30 de junho, novamente na Cidade do México, diante de um dos melhores terceiros colocados — adversário ainda a ser definido conforme se fecham os últimos grupos.
Estados Unidos voltam a vencer um grupo após 16 anos
Os Estados Unidos asseguraram a ponta do Grupo D e voltaram a terminar a fase de grupos na liderança pela primeira vez desde 2010. A vaga no topo foi confirmada antes mesmo da última rodada, com a vitória por 2 a 0 sobre a Austrália somada ao tropeço da Turquia, que acabou eliminada sem vencer.
Para a seleção do técnico Mauricio Pochettino, terminar em primeiro tem valor prático: garante um chaveamento teoricamente mais favorável e mantém os jogos em casa por mais tempo. Os norte-americanos ainda fecham o grupo contra a já eliminada Turquia antes de focar no mata-mata, marcado para 1º de julho, em Santa Clara, na Califórnia. É a chance de transformar o embalo da fase de grupos — algo que o time não conseguia havia anos — em uma campanha que justifique o status de anfitrião.
Canadá faz história, mas perde o mando em casa
O caso mais simbólico é o do Canadá. A seleção avançou ao mata-mata de uma Copa do Mundo pela primeira vez na história — um salto e tanto para um país que começou o torneio sem Alphonso Davies e que, em 2022, havia perdido todos os jogos. Foram quatro pontos no Grupo B, com destaque para uma goleada que catapultou o saldo, suficientes para a segunda colocação.
A comemoração, porém, veio com um custo. Na rodada final, o Canadá perdeu para a Suíça e entregou a liderança do grupo aos suíços — e, com ela, a vantagem de seguir jogando em território próprio. "Estou decepcionado por não termos conseguido a vitória ou o empate que nos manteriam aqui", admitiu o técnico Jesse Marsch, que reconheceu um erro de leitura tático na partida. A boa notícia para os canadenses é o retorno de Davies, recuperado de lesão. Agora o adversário é a África do Sul, no domingo, 28 de junho, às 16h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles — duelo inédito de mata-mata para as duas seleções.
O que esperar dos anfitriões no mata-mata
A leitura tática divide os três anfitriões em estágios distintos. O México chega afiado, com defesa intacta e o conforto do Azteca, e tem o cenário mais animador para sonhar alto. Os Estados Unidos somam a vantagem do mando prolongado a um elenco que finalmente engatou, e aparecem como o azarão mais perigoso entre os donos da casa. O Canadá, sem o fator casa e contra uma África do Sul que vem surpreendendo, terá o teste mais duro logo de cara.
Nenhum dos três figura entre os favoritos ao título, dominados por europeus e sul-americanos. Mas o histórico recente do Mundial mostra que seleção anfitriã embalada pela torcida costuma render acima do esperado — e, em 2026, são três torcidas empurrando ao mesmo tempo. O mata-mata dirá até onde a vantagem de jogar em casa, multiplicada por três, consegue levar.
Perguntas frequentes
- Os anfitriões da Copa 2026 se classificaram para o mata-mata?
- Sim. Estados Unidos, México e Canadá garantiram vaga na fase eliminatória do Mundial de 2026.
- Quando o México joga a primeira fase do mata-mata?
- O México volta a campo na terça-feira, 30 de junho, na Cidade do México, contra um dos melhores terceiros colocados.
- Contra quem o Canadá joga no mata-mata?
- O Canadá enfrenta a África do Sul no domingo, 28 de junho, às 16h de Brasília, no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Fonte: FIFA, ESPN, Olympics, CNN Brasil | Informações adicionais por Beira do Campo

Analista Tática
Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.


