O melhor do futebol brasileiro, todos os dias
Beira do Campo
BEIRADO CAMPO
Internacional

África do Sul x Coreia do Sul: a final do Grupo A na Copa 2026

A Coreia do Sul de Son Heung-min joga pela vaga; a África do Sul, de volta à Copa depois de 16 anos, precisa vencer no Estádio BBVA para sonhar com as oitavas. Veja horário, onde assistir, escalações prováveis e os cenários da última rodada do Grupo A.

Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos
7 min de leitura
África do Sul x Coreia do Sul: a final do Grupo A na Copa 2026
A África do Sul busca a primeira vitória na Copa 2026 para sonhar com as oitavas diante da Coreia do Sul no Estádio BBVA — Foto: Reprodução / Gazeta Esportiva / AFP

Há jogos que valem uma vaga e jogos que valem uma despedida. África do Sul x Coreia do Sul carrega os dois pesos ao mesmo tempo nesta quarta-feira, 24 de junho, às 22h (de Brasília), no Estádio BBVA, em Monterrey. De um lado, os Bafana Bafana voltaram a um Mundial depois de dezesseis anos e querem provar que a viagem não termina na fase de grupos. Do outro, a Coreia do Sul de Son Heung-min entra em campo sabendo que um resultado positivo a coloca nas oitavas — e que cada Copa pode ser a última para um craque que já fez história.

Enquanto Tcheca e México decidem o topo da chave no Azteca, é aqui, no norte do México, que a segunda vaga será de fato disputada. Os dois jogos acontecem no mesmo horário, o que transforma a noite em um xadrez de torcidas: ninguém saberá o que o vizinho está fazendo até o apito final.

Ficha técnica

ItemDetalhe
JogoÁfrica do Sul x Coreia do Sul
CompetiçãoCopa do Mundo FIFA 2026 — Grupo A (3ª rodada)
DataQuarta-feira, 24 de junho de 2026
Horário22h (Brasília)
LocalEstádio BBVA, Monterrey (México)
ÁrbitroFacundo Tello (ARG)
Onde assistirCazéTV (YouTube) e Disney+

África do Sul x Coreia do Sul: o que cada um precisa

O Grupo A chega ao fim com o México já dono da liderança e da vaga, depois de bater a própria África do Sul por 2 a 0 na abertura e a Coreia do Sul por 1 a 0 na segunda rodada. A briga real é pela segunda colocação, e ela tem dois favoritos com situações bem diferentes.

A Coreia do Sul aparece em segundo, com três pontos, fruto da vitória sobre os tchecos na estreia e da derrota apertada para os anfitriões no duelo da segunda rodada. O caminho é o mais simples da chave: vencendo, está classificada; empatando, segue viva e quase resolve, desde que a República Tcheca não vença o México no outro jogo do grupo, no Azteca. O primeiro lugar, esse, está fora de alcance — o confronto direto perdido para o México fecha essa porta.

A África do Sul vive o roteiro mais dramático. Com apenas um ponto, somado no empate em 1 a 1 contra a República Tcheca, os Bafana Bafana são obrigados a vencer. E vencer pode não bastar: se a Tcheca derrubar o México, a conta passa a depender de saldo de gols, hoje desfavorável. A alternativa é mirar uma das oito vagas de melhor terceiro colocado que o regulamento de 48 seleções oferece — mas, para isso, também precisam dos três pontos. Em resumo: a África do Sul só sabe que tem de ganhar. O resto vira torcida. As prováveis escalações e a transmissão do confronto reforçam o peso de uma decisão que ninguém quis adiar.

Os Bafana Bafana e o reencontro com o Mundial

A história da África do Sul nesta Copa começou muito antes do apito inicial. A seleção comandada pelo belga Hugo Broos, campeão africano por Camarões em 2017, não disputava um Mundial desde 2010, quando foi anfitriã e emocionou o mundo com as vuvuzelas e o gol de Tshabalala. Voltar dezesseis anos depois, agora por mérito esportivo, já é uma conquista — mas Broos não cruzou o Atlântico para se contentar com a participação.

O time é jovem, intenso e aposta na velocidade pelos lados. A derrota para o México não desorganizou a ideia, e o empate com os tchecos mostrou um grupo que não se entrega. O retorno de Sphephelo Sithole ao meio-campo, depois de cumprir suspensão, devolve músculo e qualidade de passe a uma equipe que precisará controlar o ritmo sem perder a coragem. Na frente, Iqraam Rayners e Oswin Appollis carregam a missão de transformar pressão em gol — algo que faltou nas duas primeiras rodadas.

Son Heung-min e a Coreia entre o presente e a saudade

Se a África do Sul joga pela história, a Coreia do Sul joga pelo presente com um olho no relógio. Aos 33 anos, Son Heung-min segue sendo o coração da seleção, o homem das jogadas que mudam um jogo em três segundos. Esta provavelmente é sua última Copa no auge, e o capitão sabe que a melhor forma de prolongar a jornada é carimbar a vaga nas oitavas ainda no Grupo A.

O técnico Hong Myung-bo montou um time pragmático, de três zagueiros e transições rápidas, em que Kim Min-jae organiza a defesa e Lee Kang-in dá o último passe. A Coreia controla seu destino — e isso muda tudo do ponto de vista psicológico. Não precisa se aventurar: pode esperar, sofrer, administrar e atacar no momento certo, confiando no talento de Son para resolver. O risco é o excesso de cautela contra um adversário que vai entrar com a faca nos dentes.

Escalações prováveis de África do Sul x Coreia do Sul

A África do Sul deve repetir o 4-3-3 de velocidade pelas pontas, com Ronwen Williams, capitão e melhor goleiro do continente, como último obstáculo.

A Coreia do Sul deve manter a linha de três zagueiros, com os alas dando largura e Son livre para flutuar entre as linhas ao lado de Lee Kang-in.

Pontos táticos para ficar de olho

O duelo de modelos é claro: a posse organizada da Coreia contra a transição vertical da África do Sul. Os Bafana Bafana vão querer encurtar o campo, pressionar a saída de bola sul-coreana e explorar as costas dos alas Seol Young-woo e Lee Tae-seok, justamente os homens que dão amplitude ao 3-4-3 de Hong Myung-bo. Cada subida coreana abre um corredor — e Appollis e Mokwana correm para ocupá-lo.

Do lado coreano, a chave é a paciência. Com um zagueiro a mais na construção, o time tem condições de circular a bola até a África do Sul se desorganizar, e aí surge o momento de Lee Kang-in e Son. O perigo mora na ansiedade: se a Coreia tentar resolver cedo, entrega o espaço que o adversário mais deseja. Não por acaso, o nome de Facundo Tello na arbitragem promete rigor — um jogo decisivo, com duas torcidas distantes de casa, costuma esquentar nos detalhes.

Palpite

A Coreia do Sul tem mais qualidade individual, joga por dois resultados e conta com um Son determinado a empurrar o time para o mata-mata. A África do Sul tem a fome de quem não quer que o sonho acabe tão cedo, mas a obrigação de vencer pode pesar. Aposto em um jogo equilibrado e tenso, com a Coreia segurando a pressão inicial e decidindo no talento: Coreia do Sul 2 x 1 África do Sul, com Son deixando a sua marca. Mas que ninguém se engane — se os Bafana Bafana acertarem a pontaria que faltou nas primeiras rodadas, a noite em Monterrey pode terminar em festa africana.

Perguntas frequentes

Que horas é África do Sul x Coreia do Sul na Copa 2026?
A partida começa às 22h (horário de Brasília) desta quarta-feira, 24 de junho, no Estádio BBVA, em Monterrey, no México.
Onde assistir África do Sul x Coreia do Sul ao vivo?
A transmissão é da CazéTV, com sinal gratuito no YouTube, e também está disponível pelo Disney+.
O que a Coreia do Sul precisa para se classificar?
A Coreia do Sul avança em segundo com uma vitória; o empate também basta, desde que a República Tcheca não vença o México no outro jogo do grupo.
A África do Sul ainda pode se classificar?
Sim, mas é obrigada a vencer a Coreia do Sul e ainda torcer por tropeço da República Tcheca diante do México, além de poder brigar por uma vaga como um dos melhores terceiros colocados.
Qual a escalação provável da Coreia do Sul?
Kim Seung-gyu; Lee Han-beom, Kim Min-jae e Lee Gi-hyeok; Seol Young-woo, Hwang In-beom, Paik Seung-ho e Lee Tae-seok; Lee Jae-sung, Lee Kang-in e Son Heung-min.

Fonte: Gazeta Esportiva, ESPN, Sky Sports, FIFA | Informações adicionais por Beira do Campo

#copa-do-mundo-2026#africa-do-sul#coreia-do-sul#grupo-a#son-heung-min
Marcos Vinícius Santos
Marcos Vinícius Santos

Correspondente Internacional

Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.