Coreia do Sul x República Tcheca: estreia do Grupo A na Copa 2026
Son Heung-min e a Coreia do Sul estreiam na Copa 2026 contra uma Tchéquia que voltou ao Mundial após 20 anos e chega embalada por cinco vitórias seguidas. O duelo do Grupo A, às 23h em Guadalajara, pode definir quem briga com o México pela vaga.


A primeira rodada da Copa termina com um duelo de estilos opostos. Coreia do Sul x República Tcheca fecha a abertura do Grupo A nesta quinta-feira, às 23h (Brasília), no Estádio Akron, em Guadalajara, horas depois de México e África do Sul tirarem a bola do meio no jogo inaugural do torneio. De um lado, os asiáticos mais regulares da história das Copas, com Son Heung-min na quarta participação. Do outro, uma Tchéquia que voltou ao Mundial depois de 20 anos de ausência e desembarca no México sem perder há cinco jogos.
Ficha técnica de Coreia do Sul x República Tcheca
| Jogo | Coreia do Sul x República Tcheca |
| Competição | Copa do Mundo 2026 — Grupo A (1ª rodada) |
| Data | Quinta-feira, 11 de junho de 2026 |
| Horário | 23h (Brasília) |
| Local | Estádio Akron, Guadalajara (México) |
| Onde assistir | CazéTV (YouTube e streaming) |
Com o novo formato de 48 seleções, os dois primeiros do grupo avançam direto e os oito melhores terceiros completam o mata-mata de 32 times. Na prática, isso muda a leitura da estreia: perder não elimina ninguém, mas joga uma pressão imediata sobre quem fica para trás na corrida pela vaga atrás do favorito México. Quem sai na frente aqui ganha fôlego para administrar o resto da fase.
Momento das equipes: Tchéquia embalada, Coreia irregular
A República Tcheca chega no melhor momento das duas. Foram cinco vitórias seguidas na reta final da preparação, incluindo triunfos sobre Dinamarca e Irlanda, e uma campanha de eliminatórias em que Patrik Schick voltou a ser decisivo — o atacante do Bayer Leverkusen balançou as redes cinco vezes no caminho até o México, segundo o levantamento da ESPN sobre o confronto. É a geração que tenta recolocar o país no mapa do futebol mundial depois de uma década de transição.
A Coreia do Sul vive situação diferente. O retrospecto recente é irregular (duas derrotas em cinco jogos, para Áustria e Costa do Marfim), mas o elenco continua sendo o mais badalado do grupo fora o anfitrião. Son Heung-min, aos 33 anos, lidera um time que mistura experiência europeia — Kim Min-jae no Bayern, Lee Kang-in no PSG — com peças jovens que assumiram protagonismo no ciclo. Os sul-coreanos são a 25ª seleção do ranking da Fifa e partem como leves favoritos, posição que aparece com frequência quando se discutem os favoritos e azarões da Copa 2026.
A diferença de altitude e clima também entra na conta. Guadalajara fica a cerca de 1.500 metros acima do nível do mar, e o jogo das 23h em Brasília acontece à noite na cidade mexicana — um cenário menos hostil do que o calor das partidas diurnas, mas que ainda exige controle de ritmo. Para uma seleção asiática acostumada a posse paciente e para um time europeu que gosta de jogo direto, administrar o fôlego nos minutos finais pode pesar tanto quanto o talento individual.
Escalações prováveis
A leitura tática mais provável aponta para dois times montados em linha de três defensores, com laterais avançados funcionando como alas. Vale o lembrete de sempre: são escalações prováveis, e tanto o técnico coreano quanto o tcheco podem ajustar a estrutura conforme o adversário.
Do lado coreano, o eixo Kim Min-jae passa confiança na defesa, enquanto a criação fica entregue a Lee Kang-in e Lee Jae-sung, que aproximam a bola de Son. A Tchéquia aposta na verticalidade: Tomas Soucek chega à área nas bolas paradas e Schick é a referência que segura a bola de costas para o gol e aciona Adam Hlozek e Pavel Sulc nas costas da defesa.
Histórico do confronto
O retrospecto é equilibrado e pouco extenso. Foram apenas três encontros entre as seleções, com uma vitória para cada lado e um empate. O último duelo aconteceu em um amistoso de junho de 2016, em Praga, com triunfo coreano por 2 a 1. Nunca antes os dois países se cruzaram em uma Copa do Mundo, o que torna esta estreia também um confronto inédito no maior palco do esporte.
Para a Tchéquia, o simples retorno já carrega peso histórico: a seleção não disputava um Mundial desde a Alemanha 2006, quando ainda surfava na onda da geração de Nedved, Rosicky e Cech. Para a Coreia do Sul, o objetivo é mais ambicioso — repetir ao menos a campanha de oitavas do último ciclo e fazer jus ao status de seleção asiática mais constante em Copas, herança do inesquecível quarto lugar em 2002.
Pontos táticos: Son contra a muralha tcheca
O jogo deve girar em torno de uma pergunta: a Coreia do Sul consegue furar o bloqueio europeu? A Tchéquia se defende bem em linhas compactas e transfere a responsabilidade ofensiva para transições rápidas e para a estatura de seus atacantes nas bolas alçadas. Schick e o reserva Tomas Chory, de quase dois metros, transformam qualquer escanteio em ameaça real.
Do outro lado, a chave coreana é a velocidade pelos lados e a movimentação de Son partindo da esquerda para dentro. Se Lee Kang-in conseguir tempo para conduzir entre as linhas, os asiáticos têm repertório para criar. O ponto de atenção é defensivo: a Coreia sofreu nas últimas saídas justamente em bolas longas e na transição, exatamente o cardápio preferido dos tchecos. Quem vencer a queda de braço no meio-campo deve sair com a vantagem.
O duelo de volantes promete ser o termômetro da partida. Hwang In-beom é o organizador coreano, responsável por dar o primeiro passe e ditar o tempo; do lado tcheco, Tomas Soucek combina marcação por dentro com presença constante na área adversária. Se os asiáticos conseguirem ganhar a região central, abrem espaço para os alas avançarem e isolam Schick longe do gol. Caso contrário, a Tchéquia controla o relógio e empurra a Coreia para jogadas individuais — terreno em que Son resolve, mas que também esconde armadilhas para quem precisa furar uma linha de cinco bem postada. O banco coreano, com a velocidade de Hwang Hee-chan, pode ser a carta guardada para os minutos finais.
Palpite
É o tipo de estreia que pede cautela. A Tchéquia chega mais inteira e confiante, mas a Coreia do Sul tem o jogador mais decisivo em campo e o elenco de maior nível individual. A leitura aqui é de um jogo truncado, decidido em detalhes ou em uma bola parada. O palpite é empate ou vitória magra para um dos lados — um placar de poucos gols, com a sensação de que ninguém vai querer arriscar tudo logo na largada. Antes de ligar a transmissão, vale conferir o guia de onde assistir a Copa do Mundo 2026 para não perder nenhum confronto do Grupo A.
Perguntas frequentes
- Que horas é Coreia do Sul x República Tcheca?
- A partida começa às 23h (horário de Brasília) desta quinta-feira, 11 de junho, no Estádio Akron, em Guadalajara, no México.
- Onde assistir Coreia do Sul x República Tcheca ao vivo?
- A CazéTV transmite o jogo ao vivo no YouTube e no streaming para todo o Brasil.
- Qual a escalação provável da Coreia do Sul?
- Kim Seung-gyu; Kim Min-jae, Lee Han-beom, Lee Gi-hyuk; Seol Young-woo, Lee Tae-seok, Hwang In-beom, Paik Seung-ho; Lee Kang-in, Lee Jae-sung; Son Heung-min.
- Quem é o favorito em Coreia do Sul x República Tcheca?
- A Coreia do Sul, 25ª no ranking da Fifa e semifinalista em 2002, é a leve favorita, mas a Tchéquia chega embalada por cinco vitórias seguidas.
- Em que grupo estão Coreia do Sul e República Tcheca na Copa 2026?
- As duas seleções fazem parte do Grupo A, ao lado do México, anfitrião, e da África do Sul.
Fonte: ESPN, Al Jazeera, CNN Brasil | Informações adicionais por Beira do Campo

Analista Tática
Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.

