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África do Sul faz história na Copa 2026 e desafia o Canadá

Pela primeira vez na história, a África do Sul vai jogar o mata-mata de uma Copa do Mundo. Com o gol de Maseko sobre a Coreia, os Bafana Bafana terminaram em segundo no Grupo A e encaram o Canadá — outro estreante no mata-mata — neste domingo, em Los Angeles, na abertura dos 16-avos da Copa 2026.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
4 min de leitura
África do Sul faz história na Copa 2026 e desafia o Canadá
Ilustração — clima de mata-mata na Copa 2026: África do Sul e Canadá fazem em Los Angeles o primeiro jogo eliminatório da história das duas seleções

A África do Sul entrou para um clube que esperou 28 anos para frequentar. Com a vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul, na última rodada do Grupo A, os Bafana Bafana terminaram em segundo lugar — atrás apenas do anfitrião México — e vão disputar o mata-mata de uma Copa do Mundo pela primeira vez na história. O prêmio por esse feito inédito é um confronto que carrega o mesmo simbolismo do outro lado: o Canadá, neste domingo (28), às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles, na partida que abre os 16-avos de final da Copa 2026.

O gol que mudou a história saiu dos pés de Thapelo Maseko, atacante de 22 anos, aos 63 minutos. Foi o suficiente para tirar a seleção sul-africana da sombra que a perseguia desde a estreia mundialista, em 1998, e para transformar a campanha de Hugo Broos em algo que nenhum técnico havia conseguido com o país.

O fim de um tabu de quase três décadas

Em quatro participações em Copas — 1998, 2002, 2010 e agora 2026 —, a África do Sul nunca tinha passado da primeira fase. O caso mais doloroso foi em 2010, quando o país sediou o torneio e se tornou o primeiro anfitrião eliminado ainda na fase de grupos. A ferida de casa ficou aberta por 16 anos.

A travessia desta vez teve roteiro de superação. Os Bafana Bafana começaram com derrota por 2 a 0 para o México na abertura, empataram em 1 a 1 com a República Tcheca e chegaram à decisão contra a Coreia do Sul precisando vencer. Venceram. O time de Broos — o belga que já havia conquistado a Copa Africana de Nações de 2017 à frente de Camarões — soube administrar o jogo de pressão e converter a única chance clara em classificação.

A segunda colocação no Grupo A coloca a seleção africana na rota mais convidativa que poderia desejar nesta fase: em vez de um dos favoritos ao título, encontra um rival tão inexperiente quanto ela no mata-mata.

Canadá, o anfitrião que perdeu o mando

Do outro lado estará um Canadá em situação curiosa. Como um dos três países-sede, sonhava em decidir a vaga diante da própria torcida, mas terminou o Grupo B em segundo, atrás da Suíça, e abriu mão da vantagem de jogar em casa. Em vez de Vancouver, a seleção de Jesse Marsch precisou viajar até a Califórnia para enfrentar a África do Sul.

Ainda assim, a campanha canadense teve números melhores. O grupo de Marsch goleou por 6 a 0, empatou em 1 a 1 com a Bósnia e só caiu na rodada final contra os suíços. Com nomes de peso como Jonathan David, Alphonso Davies e Stephen Eustáquio, o Canadá vive um momento que ecoa o da própria adversária: também disputa o primeiro mata-mata de Copa de sua história, depois das eliminações sem vitórias em 1986 e 2022.

"Foi incrível, e essa é a parte da decepção, porque queríamos continuar essa energia que tivemos aqui no Canadá", lamentou Marsch, ao comentar a perda do mando. A frustração do treinador é também o tamanho da oportunidade: ninguém daquele lado do gramado conhece o que é avançar.

África do Sul e Canadá: um duelo de duas estreias

O confronto deste domingo tem um detalhe raro para quem gosta de simbolismo: será o primeiro jogo eliminatório de Copa do Mundo na história das duas seleções, ao mesmo tempo. Quem vencer não apenas avança às oitavas de final como inscreve o país em um capítulo inédito. O vencedor encara, na fase seguinte, quem passar de outro duelo do chaveamento — parte do recorde de seleções que chegaram ao mata-mata neste formato de 48.

A arbitragem ficará a cargo do português João Pinheiro, em um jogo que reúne dois projetos de longa data: a reconstrução paciente de Broos na África do Sul e a aposta do Canadá em sua geração mais talentosa de sempre, dentro da própria Copa que ajuda a organizar — assunto que o portal detalhou ao analisar os três anfitriões no mata-mata.

No papel, o equilíbrio é evidente. Na prática, vence quem suportar melhor o peso do ineditismo. Para a África do Sul, basta repetir a dose de eficiência que a tirou do Grupo A. Para o Canadá, é hora de provar, longe de casa, que o investimento dos últimos anos vale mais do que o mando perdido.

Perguntas frequentes

Que horas é África do Sul x Canadá pela Copa 2026?
A partida começa às 16h (horário de Brasília) neste domingo, 28 de junho, no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Por que a classificação da África do Sul é histórica?
É a primeira vez que os Bafana Bafana passam da fase de grupos em uma Copa do Mundo masculina, em quatro participações (1998, 2002, 2010 e 2026).
Por que o Canadá joga em Los Angeles sendo um dos anfitriões?
O Canadá terminou em segundo no Grupo B, atrás da Suíça, e perdeu o mando de campo. Por isso joga nos EUA, e não em casa.

Fonte: ESPN, Olympics.com, Daily Maverick, IOL, FIFA | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.