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Estados Unidos x Bélgica: anfitrião encara o gigante nas oitavas

O anfitrião Estados Unidos, de Pochettino, fecha a segunda-feira de oitavas contra a Bélgica de De Bruyne, nesta segunda, 21h, no Lumen Field, em Seattle. Veja horário, onde assistir, escalações prováveis e a análise tática do confronto da Copa 2026.

Patrícia Mendes
Patrícia Mendes
7 min de leitura
Estados Unidos x Bélgica: anfitrião encara o gigante nas oitavas
Ilustração — Lumen Field, em Seattle, recebe Estados Unidos x Bélgica pelas oitavas da Copa 2026

Guarde o horário: nesta segunda-feira, 6 de julho, às 21h de Brasília. Estados Unidos x Bélgica fecha o dia de oitavas de final da Copa 2026 no Lumen Field, em Seattle, e é o tipo de confronto que mede tudo o que um Mundial em casa promete. De um lado, o anfitrião de Mauricio Pochettino, empurrado por um estádio inteiro e por um artilheiro em forma. Do outro, uma das seleções mais talentosas do planeta, que já provou nesta Copa que sabe sofrer e virar. Quem vencer carimba uma vaga inédita em quase 25 anos ou reencontra as quartas depois de uma travessia acidentada.

O duelo tem camadas que vão além do mando de campo. É o novo futebol norte-americano, criado numa geração que joga na Europa e não se acanha mais diante dos gigantes, contra uma Bélgica que insiste em brigar por um título que nunca veio para a chamada geração de ouro. Entre a fome de um e a urgência do outro, os 90 minutos de Seattle prometem intensidade.

Ficha técnica de Estados Unidos x Bélgica

ItemDetalhe
JogoEstados Unidos x Bélgica
CompetiçãoCopa do Mundo 2026 — oitavas de final
DataSegunda-feira, 6 de julho de 2026
Horário21h (Brasília)
LocalLumen Field, Seattle (EUA)
Onde assistirGlobo, SporTV, CazéTV (YouTube) e Disney+

O vencedor avança às quartas e enfrenta quem passar de Espanha x Portugal, o clássico ibérico que abriu a rodada mais cedo, às 16h, em Dallas. A metade da chave, portanto, se fecha em uma única segunda-feira: dois jogos, quatro seleções de peso e apenas duas vagas nas quartas.

Momento das equipes

Os Estados Unidos chegaram às oitavas fazendo o que se espera de um anfitrião: transformar o apoio em resultado. A seleção de Pochettino passou pela Bósnia nos 16-avos e se agarrou à melhor notícia do torneio, que atende pelo nome de Folarin Balogun. O centroavante balançou as redes três vezes no Mundial e destravou o ataque, dando outra dimensão a Christian Pulisic, Weston McKennie e Malik Tillman. O problema é que Balogun recebeu cartão vermelho na vitória sobre os bósnios, e sua presença virou novela: enquanto uma parte da imprensa dá o atacante como suspenso, outra fala em recurso aceito. Até o apito inicial, é dúvida — e Ricardo Pepi surge como o plano B natural na referência.

A Bélgica, por sua vez, sobreviveu ao maior susto da rodada anterior. Comandada por Rudi Garcia, a seleção venceu o Senegal por 3 a 2 numa virada dramática: estava perdendo por 2 a 0 até os 51 minutos, buscou o empate com Lukaku aos 86 e Youri Tielemans aos 89, e ainda converteu um pênalti nos acréscimos para não deixar a vaga escapar. Foi o retrato de uma equipe que oscila muito, mas que tem qualidade individual para resolver quando parece perdida. Na fase de grupos, o time empatou com Egito e Irã antes de golear a Nova Zelândia por 5 a 1 — um roteiro de altos e baixos que define bem esta Bélgica.

O contraste é claro: os EUA vivem de energia coletiva e de um camisa 9 inspirado; a Bélgica depende dos lampejos de Kevin De Bruyne, aos 35 anos, e da veia goleadora de Leandro Trossard, o atacante mais constante da equipe no torneio. É juventude e entrega contra experiência e talento — a pergunta é qual desses trunfos pesa mais no mata-mata.

Escalações prováveis

O provável é que Pochettino mantenha a estrutura em 4-3-3 que deu certo contra a Bósnia, com Tyler Adams protegendo a defesa e Pulisic livre para partir da esquerda. Se Balogun for liberado, ele entra no lugar de Pepi; caso contrário, o time segue igual.

Do lado belga, Rudi Garcia deve repetir o 4-2-3-1 com dupla de volantes para tentar segurar a transição rápida dos anfitriões. Courtois é o seguro no gol, e De Bruyne aparece como o cérebro entre as linhas, cercado por Doku e Trossard pelos lados.

Histórico e o fantasma de 2014

O retrospecto pesa para o lado europeu — e traz uma memória dolorida para os norte-americanos. Na Copa de 2014, no Brasil, foi justamente a Bélgica que eliminou os Estados Unidos nas oitavas, numa prorrogação de 2 a 1 decidida por De Bruyne e Romelu Lukaku. Doze anos depois, os dois protagonistas daquele jogo seguem no elenco belga, o que dá ao reencontro um sabor de revanche para o torcedor local.

O passado recente também não anima os anfitriões: em amistoso preparatório disputado em março, a Bélgica venceu por 3 a 0 e mostrou que, quando engrena, ainda tem um teto altíssimo. Só que Copa em casa é outra história. O peso do fator casa das seleções anfitriãs no mata-mata tem sido um dos assuntos mais comentados deste Mundial, e os EUA querem transformar Seattle no décimo segundo jogador para enterrar o trauma de 2014.

Pontos táticos que decidem o jogo

A chave do confronto está no meio-campo. Tyler Adams tem a missão ingrata de anular Kevin De Bruyne — se o volante conseguir encurtar o espaço entre as linhas, a Bélgica perde seu principal criador e vira uma equipe previsível. Se falhar, De Bruyne tem repertório de sobra para achar Doku e Trossard nas costas dos laterais.

Do outro lado, a velocidade dos pontas norte-americanos é a arma mais perigosa. Pulisic e Dest gostam de atacar o espaço, e a defesa belga, com Mechele e Ngoy, nem sempre é veloz na recomposição. A transição rápida dos EUA, saindo da marcação para o contra-ataque em poucos toques, é o caminho mais curto para surpreender Courtois.

Há ainda o fator bola parada. A Bélgica é mais alta e leva vantagem nas jogadas aéreas; os americanos precisarão de atenção redobrada em escanteios e faltas laterais, terreno em que Tielemans e De Ketelaere costumam aparecer bem.

Palpite

É o jogo mais equilibrado das oitavas no papel, e o mando de campo aproxima ainda mais as forças. A Bélgica tem mais qualidade individual e a memória de 2014 a favor, mas oscila demais e já mostrou que pode ser furada por equipes rápidas e organizadas. Os Estados Unidos têm o estádio, a energia e um Balogun que, se liberado, muda o patamar do ataque. O palpite aqui é de um jogo apertado, decidido em detalhe — e não seria surpresa alguma ver os anfitriões levarem a decisão para a prorrogação ou para os pênaltis. Quem tiver sangue frio no mata-mata avança. Para uma leitura mais ampla da rodada, vale acompanhar também o clássico ibérico entre Espanha e Portugal, que define o outro finalista desta metade da chave.

Fonte da programação e escalações: Gazeta Esportiva e ESPN.

Perguntas frequentes

Que horas é Estados Unidos x Bélgica pelas oitavas da Copa 2026?
A partida acontece nesta segunda-feira, 6 de julho, às 21h de Brasília, no Lumen Field, em Seattle.
Onde assistir Estados Unidos x Bélgica ao vivo?
O jogo tem transmissão da Globo na TV aberta, do SporTV na TV fechada, da CazéTV no YouTube e do Disney+ no streaming.
Qual a escalação provável dos Estados Unidos?
Freese; Freeman, Richards, Ream, Antonee Robinson; McKennie, Tyler Adams, Tillman; Dest, Pepi e Pulisic, com Balogun na dúvida por causa do cartão vermelho.
Quem venceu o último Estados Unidos x Bélgica em Copa?
A Bélgica venceu por 2 a 1 nas oitavas da Copa de 2014, com gols de De Bruyne e Lukaku, e eliminou os norte-americanos naquela edição.

Fonte: Gazeta Esportiva, CNN Brasil, ESPN, FIFA | Informações adicionais por Beira do Campo

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Patrícia Mendes
Patrícia Mendes

Analista Tática

Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.