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Endrick e Rayan: as joias do Brasil na vitrine da Copa 2026

Com Estêvão fora por lesão, a Copa 2026 abriu espaço para a nova geração: Endrick teve um gol anulado contra o Haiti, Rayan estreou como titular e deu assistência para Vini Jr. As joias do Brasil entram no mata-mata como aposta de presente e de futuro.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
5 min de leitura
Endrick e Rayan: as joias do Brasil na vitrine da Copa 2026
Endrick em ação pelo Brasil na Copa do Mundo 2026 — Foto: Reprodução / CNN Brasil

A lesão de Estêvão tirou do Brasil uma das suas maiores promessas semanas antes do Mundial, mas abriu uma porta que Endrick e Rayan trataram de atravessar. Na Copa 2026, as joias do Brasil deixaram de ser aposta de futuro para virar peça concreta no elenco de Carlo Ancelotti — e cada minuto em campo tem funcionado como uma vitrine de altíssimo valor para dois atacantes que ainda não completaram 20 anos.

O Brasil fechou a fase de grupos na liderança do Grupo C e desembarca no mata-mata com a defesa intacta, mas o assunto nos bastidores é a velocidade com que a base ganhou espaço. Mesmo com Neymar reintegrado e Vinícius Júnior em alta, sobrou janela para os dois caçulas aparecerem — e o mercado, atento, já recalcula preços.

As joias do Brasil ganham a vitrine da Copa 2026

Endrick e Rayan nasceram com 13 dias de diferença em 2006 e entraram juntos no top 10 dos jogadores mais jovens a defender o Brasil em Copas do Mundo, segundo levantamento da ESPN. Não é coincidência. São perfis que clubes da elite europeia mapeiam há anos e que um palco como o Mundial valoriza em questão de minutos.

A trajetória dos dois já se cruzou antes do palco internacional, como lembrou o Lance: ainda nas categorias de base, mediram forças em decisão de Copa do Brasil Sub-17. Agora dividem o vestiário da seleção principal em uma Copa que pode definir o teto de mercado de cada um.

Endrick: do gol anulado à briga por minutos

A estreia de Endrick no torneio veio na goleada por 3 a 0 sobre o Haiti, em 19 de junho, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O atacante do Real Madrid entrou no segundo tempo na vaga de Matheus Cunha, jogou 31 minutos e chegou a balançar a rede — o que seria o quarto gol brasileiro acabou anulado, como detalhou a CNN Brasil.

Pouco para quem queria mais, suficiente para manter viva a disputa por espaço. Com Vini Jr decisivo e Matheus Cunha em alta, Endrick sabe que o caminho passa por aproveitar cada fração de tempo. No mata-mata, onde um lance resolve, ter um centroavante de área pronto no banco vira ativo precioso para Ancelotti.

Rayan: a aposta do Bournemouth que deu certo

Se Endrick é o nome conhecido, Rayan foi a surpresa agradável. Revelado pelo Vasco e negociado com o Bournemouth no início de 2026, o atacante ganhou a primeira oportunidade como titular justamente no jogo grande contra a Escócia e respondeu na hora: foi dele a assistência para o primeiro gol de Vinícius Júnior na vitória por 3 a 0 que selou a liderança do Grupo C.

O número que assusta o mercado é a regularidade. Rayan chegou ao Mundial sem saber o que é perder na temporada, mantendo a invencibilidade ao longo de cerca de 20 jogos em 2026. Para um clube de Premier League que apostou em um adolescente vindo do Brasil, ver o atleta entregar em Copa do Mundo é a melhor propaganda possível — e o tipo de vitrine que costuma multiplicar cláusulas de saída.

Estêvão, a joia que ficou de fora

A foto da nova geração teria um terceiro nome em destaque se o calendário tivesse sido mais generoso. Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão grau 4 na coxa direita em 18 de abril, na derrota para o Manchester United, e não se recuperou a tempo de entrar na lista final de Ancelotti, segundo o O Tempo.

A ausência pesa: antes de se machucar, o atacante somava cinco gols em sete partidas pela seleção e era tratado como uma das principais armas ofensivas do projeto. A boa notícia para o Brasil é que a fila andou rápido. A má notícia para os concorrentes é que o país segue produzindo talento em série, mesmo quando perde um dos melhores pelo caminho.

O que está em jogo no mata-mata

O Brasil reencontra o mata-mata na segunda-feira, 29 de junho, às 14h de Brasília, no NRG Stadium, em Houston, diante do vice-líder do Grupo F — confronto que já analisamos em detalhes ao destrinchar o caminho da seleção no mata-mata. Para o grupo, é a chance de confirmar a candidatura ao título. Para Endrick e Rayan, é a oportunidade de transformar boas atuações pontuais em protagonismo de verdade.

No fim, é disso que se trata. Uma Copa do Mundo não muda só a vida de quem levanta a taça; ela redesenha o mercado e antecipa carreiras. As joias do Brasil chegaram cedo ao palco principal — e, pela forma como vêm respondendo, não parecem dispostas a sair tão rápido dos holofotes.

Perguntas frequentes

Quem são as joias do Brasil na Copa do Mundo 2026?
Endrick, do Real Madrid, e Rayan, do Bournemouth, são os atacantes mais jovens da seleção no Mundial, ambos nascidos em 2006.
Endrick já jogou na Copa do Mundo 2026?
Sim. Endrick estreou na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, em 19 de junho, entrando no segundo tempo e tendo um gol anulado.
Por que Estêvão está fora da Copa do Mundo 2026?
Estêvão sofreu uma lesão grau 4 na coxa direita em abril, jogando pelo Chelsea, e não se recuperou a tempo do torneio.
Quando o Brasil joga o mata-mata da Copa 2026?
O Brasil enfrenta o vice-líder do Grupo F na segunda-feira, 29 de junho, às 14h de Brasília, no NRG Stadium, em Houston.

Fonte: CNN Brasil, Lance, ESPN, O Tempo | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.