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Filipe Luís enfrenta pior crise no Flamengo desde que assumiu: desgaste interno e externos

Dois vice-campeonatos em 2026, cobranças da torcida e desgaste interno colocam Filipe Luís na maior pressão desde que assumiu o comando do Flamengo em outubro de 2024.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
4 min de leitura
Filipe Luís enfrenta pior crise no Flamengo desde que assumiu: desgaste interno e externos
Maracanã em noite de decisão — pressão aumenta sobre Filipe Luís após segundo vice em 2026

Filipe Luís completou 100 jogos como treinador do Flamengo na noite de quinta-feira (26), mas a marca histórica foi ofuscada por um fato incômodo: o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana. O empate em 1 a 1 com o Lanús, que garantiu o título ao time argentino pelo placar agregado de 2 a 1, representou o segundo tropeço do Rubro-Negro em finais em menos de um mês.

A informação, confirmada por fontes ligadas ao departamento de futebol, aponta para um cenário de crescente pressão sobre o técnico. O início de 2026 trouxe desafios inéditos para o comandante: pela primeira vez desde que assumiu o cargo em outubro de 2024, ele conheceu duas derrotas seguidas e acumulou quatro tropeços em sete jogos oficiais.

Os números que preocupam

O aproveitamento de Filipe Luís em seus primeiros 100 jogos no comando do Flamengo é de 69,6% — 62 vitórias, 23 empates e 15 derrotas. Contudo, os números de 2026 contam uma história diferente. Em sete partidas disputadas nesta temporada, o time soma quatro vitórias, um empate e duas derrotas, além de dois vice-campeonatos: a Supercopa Rei, para o Corinthians, e agora a Recopa, para o Lanús.

O desempenho recente contrasta fortemente com o final de 2025, quando o técnico conquistou a Libertadores e o Brasileirão e era tratado como herói pela torcida. A lua-de-mel, no entanto, ruíu rapidamente. Após a derrota para o Lanús, parte da torcida protestou nas arquibancadas do Maracanã, com xingamentos direcionados ao treinador.

O desgaste interno

Segundo apurou a redação, o primeiro ponto de atrito entre Filipe Luís e a diretoria foi o processo de renovação contratual que se arrastou por semanas. Em determinado momento, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, chegou a cogitar a desistência da negociação. O acordo só foi sacramentado após concessões de ambas as partes: o técnador recebeu aumento salarial significativo, vínculo até dezembro de 2027 e garantias de manutenção da equipe técnica e chegada de reforços.

A demora na resolução do caso incomodou bastante o departamento de futebol, que via com preocupação a indefinição em momento crucial de planejamento. A situação foi contornada, mas marcas permaneceram.

Cobranças externas e cobertura da imprensa

A cobertura da imprensa especializada também mudou de tom. O blog Meia Encarnada, do ge.globo, publicou análise afirmando que "a pobreza de ideias do Flamengo preocupa mais do que os títulos perdidos". O texto destaca que o time tem apresentado dificuldades em criar jogadas ensaiadas e em superar adversários que se fecham defensivamente.

Nas redes sociais, a hashtag #ForaFilipeLuis ganhou força nas últimas horas, embora ainda represente uma minoria da torcida. A maioria dos torcedores, segundo monitoramento de sentimento em redes, ainda apoia o técnico mas cobra respostas imediatas.

O que muda agora

O Flamengo tem agora uma pausa de dez dias antes do próximo compromisso oficial. O período será crucial para Filipe Luís reorganizar o time e recuperar a confiança do elenco. O departamento de futebol já trabalha com a possibilidade de novas contratações para reforçar setores carentes.

O próximo desafio será pelo Brasileirão, competição onde o time ainda busca sua primeira vitória em 2026. A pressão, no entanto, já é real e crescente. Filipe Luís nunca enfrentou um momento tão conturbado no comando do Flamengo.


Fontes consultadas: ge.globo, UOL Esporte, ESPN Brasil, NetFla

Acompanhe o portal para atualizações sobre a situação do Flamengo.

Fonte: ge.globo / UOL Esporte | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.