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Corinthians tem 9 jogos em abril: Libertadores, Copa do Brasil e a volta de Memphis

O Timão enfrenta a sequência mais pesada do ano a partir do dia 1º — nove partidas em quatro semanas entre Brasileirão, Copa Libertadores e Copa do Brasil, com o elenco no limite.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
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Corinthians tem 9 jogos em abril: Libertadores, Copa do Brasil e a volta de Memphis
Elenco do Corinthians em treino durante a Data-FIFA — Foto: Reprodução / Lance!

A pausa da Data-FIFA acabou. Em quatro dias, o Corinthians volta ao campo contra o Fluminense em jogo do Brasileirão, e começa ali a sequência que a diretoria reconhece internamente como o maior desafio da temporada 2026: nove partidas em trinta dias, número que iguala o maior volume mensal do clube neste século.

Não é coincidência. É consequência de o Timão ter chegado ao mesmo tempo em três competições: Brasileirão, Copa Libertadores e Copa do Brasil. Cinco jogos pela Série A, três pela fase de grupos do torneio continental — com estreia marcada para 8 de abril — e um pela Copa nacional. Qualquer clube que acumula tantas frentes ao mesmo tempo sabe o que isso exige em termos de rotação, recuperação física e controle emocional do grupo.

Dorival Júnior usou os dez dias da pausa para trabalhar. A pergunta que permanece sem resposta definitiva é: com quem ele vai contar?

Três competições, três missões e uma lista de baixas

No Brasileirão, o mês começa com dois jogos decisivos logo na abertura: Fluminense no dia 1º (o terceiro colocado da tabela após rodada 8) e, dez dias depois, o clássico contra o Palmeiras, líder com 19 pontos. Pontuar nos dois envolve bater justamente quem está brigando pelo G-4. A margem de erro no Brasileirão 2026 é mínima — oito rodadas se passaram sem um único 0x0, e os resultados apertados viraram padrão.

Na Libertadores, o Corinthians foi sorteado em grupo com Platense (Argentina), Independiente Santa Fé (Colômbia) e Peñarol (Uruguai) — o vice-campeão da última edição do torneio. Não é um grupo fácil. O Peñarol, especificamente, carrega uma geração competitiva e chega com a obrigação de avançar. Os grupos da Libertadores 2026 para os clubes brasileiros foram desenhados de forma que nenhuma equipe nacional tem caminho tranquilo — e o Corinthians não é exceção.

A Copa do Brasil fecha o ciclo. O Timão, eliminado do Paulistão pelo Novorizontino nas fases iniciais, trata o torneio nacional como via prioritária para garantir um título na temporada. Uma partida em abril, que pode ser eliminatória dependendo da fase.

Memphis no departamento médico — e o elenco que Dorival tem para jodar

O principal reforço da temporada não vai estar em campo no começo de abril. Memphis Depay segue em recuperação de lesão na coxa direita nos Países Baixos, sem data de retorno confirmada. O holandês é o atacante que mais representou investimento financeiro da gestão atual — e ainda não jogou o suficiente para justificar o que custou.

Ao lado dele, Hugo (menisco) e Kaio César (lesão na coxa posterior) também iniciam o mês sem previsão de retorno. São três peças que somadas mudam o padrão ofensivo do time.

O que Dorival tem para compensar? Mais jovens do que qualquer outro rival direto. O Corinthians é o clube da Série A que mais utilizou atletas da base em 2026 — 16,7% de todos os minutos jogados. Essa cultura de abrir espaço para a garotada já trouxe resultados pontuais, mas em abril a exigência vai ser outra: não há partida de segunda linha nesse calendário.

Jesse Lingard, contratado em março, surge como a opção mais imediata para suprir as ausências no meio. O inglês chegou com currículo de Premier League e tem capacidade de atuar em posições distintas — o tipo de atleta que Dorival vai precisar acionar com frequência durante a maratona.

O que está em jogo em abril

Terminado o mês, o Corinthians vai saber em que posição real está no Brasileirão, qual é o seu nível na Libertadores e se ainda tem vida na Copa do Brasil. São três respostas que chegam ao mesmo tempo.

Clubes que tentam vencer em três fronts simultaneamente geralmente precisam de um ponto em comum: um elenco largo e saudável o suficiente para rodar sem perder qualidade. Com Memphis fora, Hugo fora e Kaio fora, Dorival vai precisar que os jovens cresçam mais rápido do que o esperado — ou que Lingard entregue o que prometeu no papel.

A maratona começa em quatro dias. E ela vai dizer muito sobre o que o Corinthians realmente é em 2026.

Fonte: Lance!, Meu Timão | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.