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Brasil perde para a França por 2 a 1 mesmo com um a mais — vexame em Boston

Seleção brasileira é derrotada pela França em amistoso preparatório para a Copa de 2026. Mbappé e Ekitike marcam, Bremer desconta, mas nem a expulsão de Upamecano salvou o time de Ancelotti.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
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Brasil perde para a França por 2 a 1 mesmo com um a mais — vexame em Boston
Brasil x França no Gillette Stadium — Foto: Reprodução / ESPN

O Brasil perdeu. E perdeu feio. Não pelo placar — 2 a 1 até pode parecer honroso —, mas pelas circunstâncias. A seleção de Carlo Ancelotti foi derrotada pela França nesta quarta-feira, no Gillette Stadium, em Foxborough, nos arredores de Boston, mesmo jogando com um homem a mais durante quase 40 minutos. A primeira derrota da era Ancelotti em amistosos preparatórios para a Copa de 2026 veio com gosto amargo e levantou questões sérias sobre o que esperar deste grupo em junho.

Mbappé resolve no primeiro tempo

A França abriu o placar logo aos 31 minutos do primeiro tempo. Tchouaméni recuperou a bola no meio-campo, Dembélé lançou Mbappé em profundidade, e o camisa 10 do Real Madrid encobriu Ederson com um toque de classe. Um gol que resumiu bem o primeiro tempo: França organizada, Brasil perdido.

Ancelotti apostou em um 4-3-3 com Casemiro e Andrey no meio, Raphinha e Vini Jr nas pontas e Gabriel Martinelli na referência. Mas a movimentação foi previsível, a troca de passes morosa, e a seleção brasileira terminou os primeiros 45 minutos sem nenhuma finalização perigosa.

Expulsão de Upamecano e o Brasil que não aproveitou

O segundo tempo trouxe esperança — pelo menos em teoria. Aos 54 minutos, Upamecano derrubou o lateral Wesley quando era o último homem, na entrada da área. O árbitro Guido Gonzales Jr. inicialmente deu amarelo, mas o VAR interveio e o lance foi convertido em vermelho direto. França com 10.

Era o momento do Brasil. A virada de chave que qualquer seleção competitiva precisaria para assumir o controle. Mas não foi isso que aconteceu.

França amplia com 10 jogadores

Dez minutos depois da expulsão, aos 64 minutos, a França fez o segundo. Olise encontrou Ekitike, que encobriu o goleiro brasileiro com frieza cirúrgica. O lance escancara o problema: a seleção tomou um gol de cobertura mesmo com superioridade numérica. Faltou pressão, faltou marcação, faltou vergonha na cara.

Bremer desconta, mas é tarde demais

O gol de honra veio aos 77 minutos. Danilo cobrou falta, Casemiro salvou na linha, a bola sobrou para Luiz Henrique cruzar e Bremer empurrou para o gol. Um lampejo de reação que não se sustentou. O Brasil pressionou nos minutos finais, mas sem objetividade, sem criatividade, sem aquele ímpeto de quem realmente quer virar o jogo.

Vini Jr abaixo, Luiz Henrique destaque

Vini Jr vestiu a camisa 10 pela primeira vez com o novo uniforme azul da seleção. O simbolismo não se traduziu em atuação. O atacante do Real Madrid perdeu a maioria das disputas com a zaga francesa, segurou demais a bola e tomou decisões equivocadas em lances-chave. Mbappé, seu companheiro de clube, levou a melhor no duelo direto — e isso diz muito.

Do lado positivo, Luiz Henrique foi um dos poucos que mostrou serviço. Entrou no segundo tempo, desequilibrou e deu a assistência para o gol de Bremer. Wesley também ganhou pontos ao forçar a expulsão de Upamecano.

O que fica para a Copa

A Copa de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá começa em junho. Se o Brasil mantiver essa postura — lento, previsível, sem identidade tática —, não há razão para otimismo. Perder para uma seleção como a França com um homem a mais é o tipo de resultado que não se explica com discurso pós-jogo.

Ancelotti precisa de respostas. E precisa rápido.

Fonte: ESPN Brasil, CNN Brasil | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.