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Bahia 1x3 Remo: humilhação em Salvador pela Copa do Brasil

O Remo foi até a Fonte Nova e destruiu o Bahia por 3 a 1. Com gols de Tchamba, Pikachu (pên) e Alef Manga, o Leão Azul saiu de Salvador com vantagem enorme. Agora o Esquadrão precisa vencer por 3 gols no Mangueirão.

Neide Ferreira
Neide Ferreira
5 min de leitura
Bahia 1x3 Remo: humilhação em Salvador pela Copa do Brasil
Remo surpreende o Bahia na Fonte Nova — Foto: Reprodução / Gazeta Esportiva

A Arena Fonte Nova deveria ser a casa do Bahia. Deveria ser o lugar onde o Esquadrão de Aço impõe respeito, intimidando qualquer visitante. Na noite de quarta-feira, 22 de abril, o Remo — aquele Remo, de Belém do Pará — entrou em Salvador como se fosse o dono da praça e foi embora com um resultado inacreditável: 3 a 1. O Bahia foi humilhado em casa pela Copa do Brasil 2026, e agora precisa de um milagre no Mangueirão.

Não é a primeira vez que o Leão Azul envergonha o Esquadrão na temporada. Quem acompanhou a goleada de 4 a 1 que o Remo aplicou no Bahia pelo Brasileirão sabe que isso não é coincidência. O Bahia tem um problema sério com o time paraense — e esse problema ficou ainda mais grave agora.

Gols e lances que definiram o vexame

O Remo não demorou para mostrar que veio com seriedade. Aos 20 minutos, Tchamba abriu o placar e gelou a Fonte Nova. A torcida do Bahia ainda tentou reagir, e o empate veio aos 23' com Willian José, dando esperança a um jogo que prometia ser diferente.

Mas o segundo tempo foi de pesadelo azul-vermelho-e-branco — isso para o lado bahiano da história.

O ponto de virada chegou aos 29' do segundo tempo, e veio embrulhado em constrangimento. O goleiro Léo Vieira saiu mal da meta, derrubou o próprio Yago Pikachu na área — e olha que o Pikachu estava indo ao encontro da bola, não era pressão psicológica — e o árbitro apontou para a marca. Pikachu mesmo cobrou, converteu, e o Remo voltou para a frente.

A partir daí, o Bahia virou um tiro ao alvo. Aos 50' do segundo tempo, Alef Manga fechou a conta: 1 a 3. Fim de jogo, fim da dignidade do Bahia em casa nesta Copa do Brasil.

O placar é chocante não pela grandeza do Remo, mas pela capitulação do Bahia. Um time que se propõe a brigar por título nacional não pode levar um 3 a 1 na própria praça para um adversário de Belém.

Análise: o Bahia que desapareceu em campo

Onde estava o Bahia que ficou meses invicto no Brasileirão? Aquele time compacto, organizado, que sufocava os adversários no campo deles? Não apareceu.

O Esquadrão foi dominado no segundo tempo de forma acachapante. A linha defensiva ficou alta demais, os meias não protegeram os zagueiros, e o goleiro — que teoricamente é o último recurso — entrou em colapso na hora mais crítica. A falha de Léo Vieira no pênalti não foi azarada, foi imperdoável: sair da meta sem ter condições de chegar à bola é um erro de leitura grosseiro.

O Remo, por outro lado, foi eficiente, direto e soube aproveitar cada brecha. Tchamba e Alef Manga foram os mais perigosos no ataque. Yago Pikachu, capitão experiente, mostrou frieza na cobrança do pênalti. O time de Belém jogou como time grande.

Destaques individuais: Pikachu no centro do caos

Yago Pikachu (Remo) foi o nome da noite. Não só pelo gol de pênalti, mas por ter provocado o erro que gerou a penalidade. O lateral direito dominou o flanco, foi ativo no ataque e irritou a defesa baiana durante todo o segundo tempo. Essa é a versão de Pikachu que o torcedor do Remo ama.

Tchamba (Remo) abriu o marcador e criou as condições para a vitória. Finalizações precisas, inteligente no posicionamento. Uma atuação consistente do ponta paraense.

Alef Manga (Remo) colocou a cereja no bolo no final. Frieza de artilheiro.

Do lado do Bahia, o destaque negativo foi Léo Vieira. O goleiro entrou no segundo tempo já com o jogo desequilibrado, cometeu o pênalti e terminou a noite sob vaias.

Números que doem

  • Posse de bola: Bahia 54% x 46% Remo
  • Finalizações: Bahia 9 x 12 Remo
  • Chutes no alvo: Bahia 3 x 5 Remo
  • Erros de passe (2T): Bahia foi mais impreciso no segundo tempo

O Bahia teve mais a bola, mas o Remo foi mais perigoso — e isso já diz muito sobre o que aconteceu em campo. Ter mais posse sem objetividade é receita para levar contraataque. E o Remo cobrou caro cada vez que o Bahia errou.

O que vem pela frente: o Bahia na berlinda

A situação do Bahia na Copa do Brasil agora é dramática. Para avançar às quartas de final, o Esquadrão precisa vencer por três gols de diferença no Mangueirão em Belém, dia 13 de maio — e o Mangueirão não é exatamente um ambiente amigável para times visitantes.

Empate ou derrota = Remo avança. Vitória por um gol = Remo avança. Vitória por dois gols = Remo avança. Só com três gols de diferença o Bahia passa direto. Com dois de diferença, vai para os pênaltis.

A missão é quase impossível. E o Remo já demonstrou que não vai para Belém de turista.

Vale lembrar que essa Copa do Brasil também está sendo palco de outras zebras e batalhas. O Flamengo abriu vantagem sobre o Vitória por 2 a 1 no Maracanã, em outro jogo da quinta fase. A competição está cheia de surpresas.

O Bahia tem até 13 de maio para encontrar uma identidade que desapareceu na Fonte Nova. O problema é que a maioria dos times que deixa o Mangueirão com menos de três gols de vantagem não costuma sair com classificação. E o Remo já mostrou que sabe exatamente o que fazer com a bola no pé.

Perguntas frequentes

Qual foi o resultado de Bahia x Remo na Copa do Brasil 2026?
O Remo venceu o Bahia por 3 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil 2026.
Quem marcou os gols no jogo Bahia x Remo?
Tchamba (20'), Yago Pikachu de pênalti (29' do 2T) e Alef Manga (50' do 2T) marcaram pelo Remo. Willian José descontou para o Bahia aos 23'.
Quando é o jogo de volta entre Remo e Bahia na Copa do Brasil?
O jogo de volta está marcado para 13 de maio no Mangueirão, em Belém. O Bahia precisa vencer por 3 gols de diferença para avançar diretamente.
O Remo está classificado para as quartas da Copa do Brasil?
Ainda não, mas saiu com enorme vantagem. Com a vitória por 3 a 1 fora de casa, o Remo pode perder por até dois gols no Mangueirão e ainda avança.

Fonte: Gazeta Esportiva / CNN Brasil / Itatiaia | Informações adicionais por Beira do Campo

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Neide Ferreira
Neide Ferreira

Colunista

Neide Ferreira, 58 anos de paixão pelo futebol. Colunista que não tem medo de falar o que pensa. Voz da torcida, defensora do futebol raiz e inimiga da hipocrisia no esporte.