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Pedrinho suspenso por 15 dias: STJD pune presidente do Vasco

Plenário do STJD condenou Pedrinho por conduta inadequada após Cruzeiro 3x3 Vasco no Mineirão, revertendo absolvição de primeira instância.

Renato CaldeiraRenato Caldeira4 min de leitura
Pedrinho suspenso por 15 dias: STJD pune presidente do Vasco
Ilustração — Decisão do STJD afasta presidente do Vasco por 15 dias de atividades no futebol

O Plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) condenou, nesta quarta-feira (15), o presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, a 15 dias de suspensão por conduta inadequada após o empate de 3 a 3 com o Cruzeiro, no Mineirão, em 15 de março. A decisão foi unânime e reverteu a absolvição de primeira instância obtida pelo dirigente semanas antes.

O que aconteceu no Mineirão

A origem do processo foi uma confusão registrada nos corredores internos do Mineirão ao fim do duelo pela sexta rodada do Brasileirão. Insatisfeito com a atuação do árbitro Lucas Paulo Torezin — especialmente com a não marcação de dois pênaltis a favor do Vasco e os 11 minutos de acréscimo no segundo tempo, período em que o Cruzeiro marcou o gol do empate — Pedrinho avançou sobre o juiz na zona mista próxima ao vestiário da arbitragem.

Com o dedo em riste, o presidente teria dito ao árbitro: "Você sempre prejudica o Vasco quando jogamos fora de casa. Me prejudicou com o Palmeiras, na casa deles, e aqui de novo — com os pênaltis que você não marcou e essas adições. Você é arrogante, presunçoso e prepotente."

A situação escalou a ponto de exigir intervenção da Polícia Militar de Minas Gerais. Um dos agentes acionou spray de pimenta em direção ao chão para dispersar o grupo, provocando irritação nos olhos e tosse nos árbitros presentes.

Você pode conferir como foi o jogo que originou o caso em nossa cobertura: Cruzeiro 3x3 Vasco: relembre o duelo que virou processo no STJD.

Por que a absolvição foi revertida

Em primeira instância, Pedrinho havia sido absolvido. A Procuradoria recorreu, e o argumento fez o Plenário mudar o rumo. Os auditores entenderam por unanimidade que a conduta do presidente extrapolou o limite de uma "desabafada" e levou em conta três fatores principais:

  1. Necessidade de intervenção policial — a presença das forças de segurança evidenciou que a situação fugiu do controle;
  2. Repercussão institucional — como máxima liderança de um clube do Série A, a postura de Pedrinho amplifica os impactos negativos;
  3. Honra pessoal atingida — as declarações do presidente excederam a crítica técnica à arbitragem e atacaram diretamente o caráter do árbitro.

A defesa do dirigente alegou prazo exíguo para apresentação de contraditório e anexou depoimento do próprio árbitro Torezin declarando não se sentir ofendido — argumentos que o Plenário considerou insuficientes para reverter a condenação.

Pedrinho foi enquadrado no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de 15 a 180 dias. O tribunal aplicou a pena mínima.

Impacto para o Vasco

A suspensão afasta Pedrinho de qualquer atividade ligada ao futebol pelos próximos 15 dias — o que inclui acesso a concentrações, jogos e instalações esportivas oficiais. O Vasco, que vem de empate com o Remo na última rodada do Brasileirão e tenta encontrar regularidade sob o comando de Renato Gaúcho, agora terá de navegar um período delicado com seu presidente afastado de campo.

O clube ainda disputa a Copa Sul-Americana pelo Grupo E, onde enfrentou o Racing em Avellaneda nesta quarta — em rodada que movimentou os grupos do torneio continental.

Fontes do Vasco não se pronunciaram oficialmente até o fechamento desta nota. O caso reacende o debate sobre os limites entre a paixão pelo clube e a conduta esperada de dirigentes em ambientes institucionais, especialmente em momentos de alta tensão dentro das quatro linhas.

Fonte: Portal Tela / Bahia Notícias · informações adicionais por Beira do Campo

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Quem escreve

Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.