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Luiz Henrique incendeia a janela: Palmeiras e Flamengo disputam craque do Zenit

Após brilhar na Data FIFA com a Seleção, atacante do Zenit virou alvo quente no mercado. Palmeiras ofereceu R$ 180 mi, Zenit pediu R$ 247 mi. Flamengo entrou na disputa.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
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Luiz Henrique incendeia a janela: Palmeiras e Flamengo disputam craque do Zenit
Luiz Henrique, do Zenit — Foto: Reprodução / CNN Brasil

A Data FIFA de março acendeu o gatilho. Luiz Henrique, 25 anos, ponta do Zenit e titular da Seleção de Ancelotti, deixou a semana de amistosos no radar de dois dos maiores clubes do Brasil — Palmeiras e Flamengo já brigam pelo atacante, e o russo fixou o preço: não negocia por menos de €40 milhões.

A janela de julho ainda está longe. Mas o mercado não espera.

Negociações Quentes

🟡 Luiz Henrique (Zenit) → PalmeirasNegociando

O Verdão foi o primeiro a se mover. A diretoria do Palmeiras formalizou uma proposta de R$ 180 milhões (aproximadamente €29 milhões) pelo atacante ainda em fevereiro. O Zenit rejeitou a oferta sem muita cerimônia e contrapropos com R$ 246 a 247 milhões — a pedida de €40 milhões fixos, com bônus contratuais que podem elevar o total a €50 milhões dependendo de metas esportivas. O gap entre oferta e pedida está na casa dos R$ 66 milhões, e o clube paulista avalia se amplia o valor ou redireciona os recursos para outros perfis.

🟡 Luiz Henrique (Zenit) → FlamengoMonitorando (sem proposta formal)

O Flamengo entrou na corrida mais tarde, mas com um argumento sólido. Leonardo Jardim aprovou a negociação de Gonzalo Plata — que já sinalizou abertamente o desgaste com o clube — e liberou o departamento de futebol para buscar um substituto de nível. Luiz Henrique, que joga pelas duas pontas com qualidade e tem mobilidade para centralizar quando necessário, encaixa no perfil pedido pelo técnico português. Por ora, não há proposta formal do lado rubro-negro, mas o monitoramento é constante e já foi confirmado por mais de uma fonte próxima ao clube.

O Brilho na Seleção Acelerou Tudo

Luiz Henrique não chegou a este patamar de repente. A trajetória é de construção gradual: revelado no Fluminense, vendido para o Real Betis, retornou ao Brasil pelo Botafogo — onde foi peça do ciclo campeão do Brasileirão e da Copa Libertadores —, e seguiu para o Zenit, onde finalmente consolidou uma sequência de alto nível em clube grande europeu.

Mas foi a Data FIFA de março que jogou seu nome no centro do mercado brasileiro com força total. Na derrota para a França por 1×2 em Boston, Luiz Henrique foi dos melhores de Ancelotti: criativo, rápido, deu a assistência para o gol de Bremer e foi consistente do começo ao fim mesmo diante de um adversário da qualidade francesa.

Os números do ciclo confirmam o que o olho vê: 12 jogos, 2 gols e 3 assistências pela Seleção desde 2023. Mais que os totais, chama atenção a eficiência — é o jogador que precisa de menos minutos para participar de um gol do Brasil no caminho para o Mundial: uma participação a cada 86 minutos em campo. Na linguagem do mercado, isso se chama retorno sobre investimento, e os dois clubes calcularam isso antes de levantarem o telefone para Moscou.

O Que Cada Clube Precisa

Palmeiras e Flamengo chegaram ao mesmo alvo por caminhos distintos, mas ambos têm urgência real.

O Verdão fecha a janela de março sem movimentações relevantes no setor ofensivo e entra no segundo semestre com necessidade de qualidade pelas pontas. Luiz Henrique, que atua preferencialmente pela ponta-direita mas tem versatilidade para os dois lados, preenche exatamente esse espaço no elenco de Abel Ferreira. A questão não é querer — é viabilizar a diferença de R$ 66 milhões entre proposta e pedida.

No Flamengo, a equação é mais direta. Jardim precisa de um atacante versátil que possa substituir Plata sem perda de nível. O problema é que o clube rubro-negro entrou tarde na disputa — o Palmeiras já tem proposta formalizada, o que dá ao Zenit a comodidade de esperar uma guerra de lances. Num cenário assim, quem piscou primeiro paga mais.

O Que o Zenit Está Calculando

O clube russo tem consciência do trunfo que guarda. Luiz Henrique vai disputar uma Copa do Mundo em campo neutro, com audiência global, em menos de 100 dias. Se Ancelotti o mantiver como titular — e tudo indica que sim —, a visibilidade será máxima. Um jogador em Copa do Mundo em alta tem valor de mercado que não para de crescer. Vender antes do torneio por €40 milhões pode, na lógica de São Petersburgo, significar perder dinheiro.

Por isso o Zenit "vê com bons olhos" a saída, mas sem pressa. A janela europeia de verão abre em julho, e se os clubes brasileiros não chegarem ao valor pedido, outros interessados podem surgir — especialmente se a Copa confirmar o nível do atacante.

Próximos Passos

O cenário atual favorece quem tiver mais fôlego financeiro e menos vaidade na negociação. Palmeiras já mostrou o quanto está disposto a pagar; agora precisa decidir se sobe a proposta ou parte para outros alvos. Flamengo precisa sair do monitoramento e colocar uma oferta concreta na mesa antes que o Verdão feche o gap.

Para Luiz Henrique, a situação é confortável: está convocado, está bem, e sabe que o mercado brasileiro vai bater à sua porta de qualquer forma. A questão não é se ele volta — é quando e com qual camisa.

A resposta vai sair antes do apito final da Copa.

Fonte: CNN Brasil, Bolavip, RTI Esporte | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.