Janela fecha amanhã: Botafogo e Santos aceleram reforços
Com o prazo da primeira janela se encerrando na terça (3), Botafogo negocia retorno de Júnior Santos e Santos corre por Lucas Veríssimo. Vasco vive impasse com Coutinho e Renato Gaúcho.


A janela de transferências do futebol brasileiro vive suas últimas horas. O prazo para registrar jogadores na primeira janela de 2026 se encerra nesta terça-feira (3), e pelo menos três negociações de peso movimentam os bastidores dos clubes da Série A. Botafogo, Santos e Vasco protagonizam corridas contra o relógio que podem redesenhar seus elencos para o restante da temporada.
Quem acompanhou o panorama do mercado nos últimos dias sabe que a reta final costuma ser a mais agitada. Desta vez, não é diferente.
Júnior Santos na mira do Botafogo
A negociação mais quente do dia envolve o atacante Júnior Santos, de 30 anos. O Botafogo avança para repatriar o jogador que foi peça-chave nos títulos do Brasileirão e da Libertadores em 2024, e que não se firmou no Atlético-MG.
Os números contam a história: em 28 partidas pelo Galo, apenas três como titular e dois gols marcados. O clube mineiro desembolsou 8 milhões de euros (cerca de R$ 47 milhões na época) para tirá-lo do Glorioso em janeiro de 2025, mas o investimento não se pagou.
Segundo apuração do O Tempo e da CNN Brasil, a proposta do Botafogo é de empréstimo sem custos fixos, com bônus atrelados a metas de desempenho. As conversas estão em estágio avançado, mas ainda dependem de ajustes financeiros entre as partes.
Um detalhe favorece o negócio: transferências entre clubes brasileiros poderão ser concluídas até 27 de março, graças à janela complementar criada pela CBF. Ou seja, mesmo que o acordo não saia até terça, há margem para fechar o retorno.
Santos acelera por Lucas Veríssimo
Na Baixada Santista, o Santos trabalha para concretizar a contratação do zagueiro Lucas Veríssimo, atualmente no Al Wakrah, do Catar. A diretoria do Peixe oferece cerca de US$ 5 milhões por 70% dos direitos econômicos do defensor de 30 anos, com contrato de três temporadas.
O cenário geopolítico joga a favor do Santos. A instabilidade na região do Golfo — com reflexos diretos do conflito entre Estados Unidos e Irã — motivou o desejo da família de Veríssimo de deixar o Oriente Médio, o que facilita as negociações.
Revelado pelo próprio Santos, Veríssimo se destacou no clube antes de ser vendido ao Benfica após a final da Libertadores de 2020. Passou também pelo Corinthians em 2023. Se o negócio avançar, o Peixe ganha um reforço de peso para a zaga, posição que Pedro Caixinha pediu prioridade nesta janela.
A urgência é real: se a transferência envolver o clube do Catar, precisa ser registrada até terça na janela internacional. A Gazeta Esportiva e a ESPN confirmam que as conversas avançam, mas não há acordo fechado.
Vasco, Coutinho e o impasse com Renato Gaúcho
O caso mais complexo é o do Vasco. Philippe Coutinho anunciou a rescisão de contrato alegando priorizar sua saúde mental, mas o Boletim Informativo Diário (BID) da CBF ainda não registrou a saída do meia — o que mantém uma porta aberta.
Renato Gaúcho, cotado para assumir o comando técnico do Cruz-Maltino, sinalizou que quer Coutinho como eixo criativo de um novo projeto. Porém, as negociações para a chegada do próprio treinador enfrentaram um impasse financeiro: segundo o Torcedores.com, Renato considerou a proposta salarial abaixo do esperado.
O desfecho depende de duas variáveis conectadas: se Renato aceitar os termos revisados, a permanência de Coutinho ganha força. Se o treinador desistir, o futuro do camisa 10 fica ainda mais incerto. É o tipo de novela que o mercado brasileiro adora produzir na reta final da janela.
O que vem pela frente
Com o fechamento da janela principal na terça, os clubes que não resolverem suas pendências ainda terão a janela complementar (4 a 27 de março) como alternativa — mas com restrições. Apenas jogadores que disputaram estaduais ou que rescindiram contrato até 3 de março podem ser registrados nesse período extra.
Para quem está de olho no mercado da bola, as próximas 24 horas prometem ser decisivas. O relógio não para, e os dirigentes sabem: depois de amanhã, só em julho.
Fonte: ESPN Brasil / O Tempo / Gazeta Esportiva / Band | Informações adicionais por Beira do Campo

Editor-chefe
Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.


