Flamengo campeão carioca 2026: Rossi herói nos pênaltis
Rubro-Negro vence o Fluminense por 5 a 4 nos pênaltis no Maracanã e conquista o 40° título estadual. Jardim estreia com troféu; Rossi defendeu cobranças de Guga e Otávio.


O Flamengo é tricampeão carioca. No Maracanã lotado deste domingo (8/3), o Rubro-Negro precisou de pênaltis para confirmar o domínio estadual: 0 a 0 no tempo normal, 5 a 4 na disputa de cobranças. O goleiro Agustín Rossi foi o herói da noite, defendendo as finalizações de Guga e Otávio para dar ao clube o 40° título do Campeonato Carioca — e o primeiro sob o comando de Leonardo Jardim, técnico que assumiu há menos de uma semana no lugar de Filipe Luís.
Uma estreia que vai para a história do clube.
A decisão nos pênaltis
Os 90 minutos foram de contenção mútua, alta intensidade e poucas chances criadas. A defesa do Fluminense funcionou com eficiência, neutralizando as principais jogadas do Flamengo pelo lado direito. Do outro lado, o Rubro-Negro fechou os espaços centrais e apostou no contra-ataque — sem conseguir converter as oportunidades que teve.
Com o placar zerado, a decisão foi direto para os pênaltis — sem prorrogação, por se tratar de jogo único.
Na série de cobranças, Rossi foi soberano. O goleiro argentino defendeu a batida de Guga, que substituiu Samuel Xavier e foi o primeiro a ser encobrado, e depois parou Otávio, que entrou no segundo tempo para dar mais criatividade ao Fluminense. Fábio, do outro lado, também brigou pela decisão e evitou pelo menos uma conversão do Rubro-Negro, mas não foi suficiente para reverter a vantagem conquistada pela equipe de Jardim.
O Flamengo converteu cinco cobranças, chegou ao 5 a 4 e transformou o Maracanã em uma festa rubro-negra.
O jogo: bloqueio, transição e equilíbrio
Taticamente, Leonardo Jardim não promoveu surpresas na sua estreia — ao menos não na estrutura macro do time. O Flamengo manteve um bloco médio compacto fora de bola, pressionando a saída do Fluminense de forma organizada e apostando na velocidade de Luiz Araújo e Plata pelas pontas para quebrar linhas na transição.
O Fluminense de Luis Zubeldía, por sua vez, optou pelo seu padrão habitual: organização defensiva sólida, saída de bola com passes curtos e exploração de escanteios e bolas paradas para criar perigo. No primeiro tempo, Pedro e Léo Pereira tiveram as finalizações mais qualificadas do Flamengo, mas pararam nas mãos de Fábio.
Nos minutos finais, o técnico rubro-negro apostou em peças com mais técnica para controlar o ritmo: Paquetá e Arrascaeta ganharam espaço no segundo tempo, enquanto o Flu buscou Ganso e Savarino para criar. Nenhum dos lados, porém, conseguiu o gol que resolveria a decisão antes dos pênaltis.
A leitura de Jardim foi conservadora e eficiente para uma estreia. O título veio do goleiro — e está longe de ser demérito.
Destaques individuais
Agustín Rossi foi o nome da noite. O goleiro argentino havia vivido uma temporada turbulenta, com críticas frequentes em 2025, mas respondeu da melhor forma possível: no maior jogo do estadual, com o título na jogada. Duas defesas nos pênaltis, segurança no tempo normal e personalidade para carregar o peso de uma final. É a resposta que a torcida esperava.
Gerson foi outro que chamou atenção positiva. O volante controlou as transições do meio-campo flamenguista com autoridade, recuperando bolas e ditando o ritmo da equipe nos momentos de maior pressão do Flu.
Do lado do Fluminense, Fábio fez a parte dele: o veterano goleiro tricolor salvou ao menos uma cobrança importante nos pênaltis e manteve o jogo no zero por mais tempo do que o esperado no tempo normal. Mas a noite era rubro-negra.
Números da decisão
| Estatística | Fluminense | Flamengo |
|---|---|---|
| Gols (tempo normal) | 0 | 0 |
| Gols (pênaltis) | 4 | 5 |
| Pênaltis defendidos | 1 | 2 |
| Finalizações ao gol (90 min) | 4 | 3 |
O que vem a seguir
Com o Carioca no bolso, o Flamengo se concentra agora no Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso é contra o Cruzeiro, na quarta-feira (11/3), às 21h30, no Maracanã, pela 5ª rodada do Brasileirão 2026. Será o segundo teste de Jardim à frente do clube — desta vez, em competição nacional, com mais tempo para preparar o time.
O início do estadual foi marcado por crise e mudança de técnico. Mas o final escreveu um capítulo diferente: o Rubro-Negro terminou o Carioca como campeão, tricampeão, com 40 títulos estaduais no currículo e um técnico novo que chegou para mudar o rumo da temporada.
O Maracanã recebe de volta em breve. E a torcida já sabe o que esperar de Leonardo Jardim no comando.
Fonte: ESPN Brasil / CNN Brasil / Metrópoles
Fonte: ESPN / CNN Brasil / Metrópoles | Informações adicionais por Beira do Campo

Analista Tática
Formada em Educação Física e pós-graduada em Análise de Desempenho Esportivo. Certificada pela UEFA em análise tática. Cobre futebol feminino e masculino com profundidade técnica.


