Cruzeiro x Universidad Católica ao vivo: Libertadores 2026 Grupo D, rodada 2
A Raposa recebe o time chileno no Mineirão às 19h com obrigação de vencer: Boca Juniors já abriu 6 pontos no Grupo D da morte. Kaio Jorge é desfalque confirmado.


Tem jogão no Mineirão nesta quarta-feira. O Cruzeiro recebe a Universidad Católica do Chile às 19h pela segunda rodada do Grupo D da Copa Libertadores 2026 — e a partida já carrega um peso enorme que vai muito além dos três pontos em jogo.
Boca Juniors fez seu dever de casa ontem: goleou o Barcelona-EQU por 3 a 0 na Bombonera e chegou a 6 pontos com dois jogos, aproveitamento máximo. O "Grupo da Morte" tomou forma rapidamente. Cruzeiro e Universidad Católica jogam hoje praticamente obrigados a vencer: um tropeço aqui não é só uma derrota — é uma hipoteca sobre as chances de classificação.
A Raposa passou pela primeira prova com louvor. A vitória de 1 a 0 em Guayaquil sobre o Barcelona-EQU na estreia foi uma declaração de intenções: Artur Jorge tem um time organizado, corretivo e que sabe o que quer. Agora, diante de seu próprio torcedor, vem outra provação.
Ficha Técnica
| Jogo | Cruzeiro x Universidad Católica |
| Competição | Copa Libertadores 2026 — Grupo D, Rodada 2 |
| Data e horário | 15 de abril de 2026, às 19h (de Brasília) |
| Local | Estádio Mineirão — Belo Horizonte (MG) |
| Transmissão | ESPN e Disney+ |
| Árbitro | A definir pela CONMEBOL |
Grupo D: o cenário obriga a vitória
A tabela do Grupo D faz o mapa da pressão antes mesmo do apito inicial:
| Time | J | P |
|---|---|---|
| Boca Juniors | 2 | 6 |
| Cruzeiro | 1 | 3 |
| Universidad Católica | 1 | 0 |
| Barcelona-EQU | 2 | 0 |
Boca Juniors já se isolou com ponto corrido. Para o Cruzeiro, qualquer resultado que não seja vitória representa um passo para trás numa chave em que o Xeneize promete não dar bola parada. Para a Universidad Católica, o cenário é ainda mais urgente: perder aqui praticamente encerra o sonho continental em apenas dois jogos.
O Cruzeiro chega embalado pelo bom início sob Artur Jorge: três vitórias em quatro jogos, incluindo o triunfo de 2 a 1 sobre o Bragantino pelo Campeonato Brasileiro. O técnico português impôs método rapidamente e a equipe celeste começou a encontrar identidade.
A Universidad Católica, por sua vez, chega após derrota na estreia para o Boca por 2 a 1, e sem a mesma consistência. No Campeonato Chileno, a equipe de Daniel Garnero mostrou solidez ofensiva ao vencer o Audax Italiano por 4 a 3, mas a linha defensiva segue vulnerável.
Escalações prováveis e desfalques
A principal dor de cabeça de Artur Jorge continua sendo o ataque. Kaio Jorge não se recuperou a tempo — o centroavante ainda sente dores no púbis e no abdômen e deve aguardar a rodada do Brasileirão contra o Grêmio para retornar. Luis Sinisterra também segue fora do plantel disponível. Cássio, que opera o joelho, é ausência de longa data no gol.
O técnico português deve escalar:
Cruzeiro (provável): Matheus Cunha; Fagner, Jonathan Jesus, outro zagueiro e Kaiki; Lucas Romero, Christian e Matheus Pereira; Keny Arroyo, Néiser e mais um atacante pelo lado esquerdo.
O destaque da Raposa na Libertadores até aqui é o lateral-direito Fagner, eleito o melhor brasileiro da primeira rodada da competição. Veterano e experiente no continente, ele tem sido um dos pilares do esquema de Artur Jorge.
Do lado chileno, Daniel Garnero não conta com o volante Agustín Farías (dores musculares) e com Tomás Asta-Buruaga, que rompeu o ligamento cruzado anterior e só deve retornar em outubro. A UCatolica deve jogar com:
Universidad Católica (provável): Bernedo; Ampuero, Daniel González, Juan Díaz e Mena; Gary Medel, Clemente Montes e Valencia; Cuevas, Giani e Zampedri.
O centroavante Fernando Zampedri, artilheiro histórico do clube chileno, é a principal referência ofensiva. Gary Medel no meio-campo é o nome de maior brilho — experiente, combativo e com passagens pelo futebol europeu, é o motor intelectual do time de Garnero.
Histórico: um único duelo, goleada celeste
Cruzeiro e Universidad Católica têm um único confronto oficial registrado: foi pela Copa Mercosul de 2000, e o placar foi demolidor — 4 a 0 para a Raposa, no Mineirão. O cenário é o mesmo, a data é outra, mas a obrigação de vencer também permanece idêntica.
A UCatolica tem história continental relevante — foi campeã da Copa Interamericana na década de 1990 — mas jamais conseguiu avançar além das oitavas em edições recentes da Libertadores. O grupo D é um dos mais duros da fase de grupos, e a equipe chilena entra em campo consciente de que precisa de uma surpresa.
Pontos táticos
Artur Jorge tem construído um Cruzeiro que valoriza a saída de bola, a compactação entre as linhas e as transições rápidas. Contra o Barcelona-EQU, a Raposa soube administrar os momentos do jogo com maturidade surpreendente para um time em reconstrução.
O ponto de atenção é o ataque. Sem Kaio Jorge e Sinisterra, o setor ofensivo depende da mobilidade e criatividade de Matheus Pereira para criar, e da capacidade dos extremos — especialmente Keny Arroyo — de penetrar e finalizar. O setor pode ficar previsível se os adversários fecharem os espaços centrais.
A Universidad Católica tende a jogar mais fechada fora de casa, mas no Mineirão precisará abrir mão do bloco baixo para buscar a vitória. É um paradoxo tático que Garnero terá de resolver: quando arriscar? Quando se fechar? O equilíbrio entre defesa e ataque será determinante.
O dado que pode definir o jogo é a velocidade das transições cruzeirenses. Keny Arroyo, pelos lados, tem potencial para explorar os espaços que o Chile deixar nas costas dos laterais quando subir.
Palpite
O Mineirão pesará. A necessidade de vencer já está internalizada no elenco e na comissão técnica da Raposa. Artur Jorge tem mostrado capacidade de preparar a equipe taticamente para cada adversário, e a Universidad Católica, ainda em formação para o nível exigido pela Libertadores, chega fragilizada defensivamente.
A Raposa tem vantagem técnica, atlética e emocional. A expectativa é de uma vitória cruzeirense por placar controlado, algo como 2 a 0 ou 2 a 1, com o Mineirão empurrando o time para segurar a liderança provisória do grupo enquanto Boca Juniors ainda não joga.
Qualquer resultado diferente seria uma pedra no caminho que Artur Jorge ainda está construindo — e que, pela qualidade do que mostrou até aqui, merece um destino melhor do que uma eliminação precoce no Grupo da Morte.
Para quem quer acompanhar mais jogos brasileiros desta rodada da Libertadores, confira as prévias do Corinthians x Santa Fé e do Fluminense x Independiente Rivadavia, que também entram em campo nesta quarta.
Fonte: ESPN Brasil, Lance, O Tempo, Trivela | Informações adicionais por Beira do Campo

Correspondente Internacional
Morou 8 anos na Europa cobrindo as principais ligas. Fluente em inglês, espanhol e italiano. Acompanha de perto brasileiros no exterior e os bastidores do futebol europeu.


