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Brasileirão é a 2ª liga que mais gasta no mundo em 2026

Com R$ 1,6 bilhão investidos na janela internacional, o Brasileirão ultrapassou a Série A italiana e fica atrás apenas da Premier League no ranking global de gastos com transferências.

Renato Caldeira
Renato Caldeira
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Brasileirão é a 2ª liga que mais gasta no mundo em 2026
Ranking das maiores contratações do Brasileirão 2026 — Foto: Reprodução / Transfermarkt

Os números saíram. Quando a janela internacional do futebol brasileiro fechou em 3 de março, o Brasileirão havia investido €265 milhões — cerca de R$ 1,6 bilhão — em reforços. O resultado colocou o campeonato brasileiro numa posição que poucos imaginavam possível há dez anos: segundo lugar no ranking global de gastos com transferências, atrás apenas da Premier League inglesa.

A janela de exceção ainda está aberta até 27 de março para contratações no mercado doméstico, mas o volume já é histórico. O Brasileirão passou a Série A italiana, a Bundesliga e até a La Liga espanhola — ligas com tradição, audiência global e contratos bilionários de TV.

O ranking que ninguém esperava

O Transfermarkt publicou o levantamento completo após o fechamento da janela. O Brasil ficou com a vice-liderança com folga:

LigaGasto total
Premier League (Inglaterra)€453 milhões
Brasileirão (Brasil)€265 milhões
Série A (Itália)€244 milhões
Bundesliga (Alemanha)€107 milhões
Ligue 1 (França)€102 milhões
La Liga (Espanha)€76 milhões

A diferença para os europeus é ainda mais expressiva quando se leva em conta o contexto: as ligas do Velho Continente fecharam suas janelas em fevereiro. O Brasil abriu a janela mais tarde e, mesmo assim, superou todos eles.

O saldo, porém, ficou negativo — €16 milhões a mais saíram do que entraram. Isso significa que o país não está apenas retendo talentos, mas de fato importando qualidade. Uma virada de chave em relação ao modelo histórico de exportação.

As contratações que colocaram o Brasil no mapa

Três negociações responderam por boa parte do volume total:

✅ Lucas Paquetá → Flamengo — €42 milhões pagos ao West Ham. A maior contratação da história do futebol brasileiro. O meia voltou ao país que o formou depois de temporadas na Premier League, numa operação que chocou o mercado europeu pela velocidade e pelo valor.

✅ Gerson → Cruzeiro — €27 milhões pagos ao Zenit, da Rússia. O volante que foi vendido ao Olympique de Marselha por €20 milhões em 2021 voltou ao Brasil por mais. O Cruzeiro, clube que saiu da Série B há três anos, fechou a segunda maior contratação da história do campeonato. Para entender o projeto da Raposa, basta acompanhar o desempenho recente do clube.

✅ Jhon Arias → Palmeiras — €25 milhões pagos ao Wolverhampton. O colombiano ex-Fluminense voltou ao Brasil pelo maior projeto do momento. O Palmeiras já havia mudado seu esquema tático em função das novas contratações, como analisamos na nova dinâmica do Verdão em campo.

Três contratações, €94 milhões. Mais do que toda a La Liga gastou na janela.

Quem mais abriu o bolso

Os clubes que mais investiram na janela internacional:

ClubeInvestimento
FlamengoR$ 341,4 milhões
PalmeirasR$ 192,1 milhões
CruzeiroR$ 174,1 milhões

O Corinthians também se movimentou com contratações de impacto, incluindo o retorno de Gabriel Paulista e a chegada de Jesse Lingard — e ainda mantém a janela de exceção ativa para buscar mais peças até o dia 27.

O que vem pela frente

A janela doméstica segue aberta até 27 de março, permitindo trocas entre clubes brasileiros. Alguns movimentos ainda estão em aberto:

🟡 Vasco e Coutinho — negociação travada. O meia quer jogar pelo Cruz-Maltino com Renato Gaúcho no comando, mas os valores ainda afastam as partes.

🟡 Corinthians e mais um atacante — o técnico Dorival Júnior pediu reforço pontual para o setor. A diretoria avalia opções no mercado doméstico.

🟢 São Paulo e Luciano — renovação encaminhada. O atacante deve ficar e virar referência da transição do elenco.

Do ponto de vista global, o cenário é claro: o futebol brasileiro nunca teve tanto dinheiro circulando no mercado de transferências. O risco é que o volume não se traduza em resultado — e que os clubes aumentem endividamento sem construir projetos sustentáveis.

O Brasileirão está comprando como nunca. Agora precisa jogar à altura do investimento.


Fontes: Transfermarkt | Poder360 | Gazeta Digital

Fonte: Transfermarkt, Poder360, Gazeta Digital | Informações adicionais por Beira do Campo

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Renato Caldeira
Renato Caldeira

Editor-chefe

Jornalista esportivo com 15 anos de experiência cobrindo futebol brasileiro. Ex-repórter da Gazeta Esportiva e colaborador do Lance!. Especialista em mercado da bola e bastidores dos grandes clubes.