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Colombianos decidem, Furacão vence Chape e encosta no G-4 do Brasileirão

Mendoza e Viveros marcaram os gols na Arena da Baixada e o Athletico subiu para 5º com 19 pontos, pressionando o bloco dos classificados à Libertadores.

Neide Ferreira
Neide Ferreira
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Colombianos decidem, Furacão vence Chape e encosta no G-4 do Brasileirão
Kevin Viveros comemora gol do Athletico-PR na Arena da Baixada — Foto: Reprodução / VAVEL Brasil

O Furacão soprou de verdade. Dois colombianos, um Zapelli saindo do banco no intervalo e a Arena da Baixada com 24.146 pagantes na arquibancada: era o cenário montado para o Athletico-PR reencontrar o caminho das vitórias no Brasileirão 2026. O script funcionou. Stiven Mendoza e Kevin Viveros fizeram os gols, o Furacão bateu a Chapecoense por 2 a 0 na rodada 11 e colou no G-4 da tabela.

A Chapecoense, por sua vez, continua afundando. Agora no 18º lugar com apenas 8 pontos, a Chape vive uma crise silenciosa que começa a ganhar volume. Onze rodadas e o time parece sem referência — e, se continuar nesse ritmo, o caminho de volta à Série B vai ficando cada vez mais curto.

Primeiro tempo morno, segundo tempo com veneno

O Athletico saiu para cima, mas esbarrou no bloco defensivo da Chapecoense nos 45 minutos iniciais. O time de Curitiba tentou mas criou pouco. A Arena bufava com razão: muito volume, pouca objetividade.

O intervalo foi o divisor. Zapelli e Bruninho entraram e a fisionomia do Furacão mudou. Com mais mobilidade pelos lados e conexões mais rápidas no meio-campo, o Athletico passou a dominar o segundo tempo sem contestação.

Aos 12 minutos da etapa final (57' no total), Bruno Zapelli encontrou Viveros, que tocou de calcanhar para Mendoza. O colombiano apareceu na medida certa e bateu no canto: 1 a 0. Um gol de quem conhece o ofício.

O segundo chegou com ainda mais qualidade. Aos 35' do segundo tempo (80'), Zapelli serviu João Cruz pela direita — que havia entrado no lugar de Dudu. Cruz ajustou e cruzou na cabeça de Viveros, que desta vez foi o finalizador. 2 a 0. Jogo encerrado, polêmica nenhuma.

Zapelli, o garçom que virou jogo

Se os gols foram marcados por colombianos, quem serviu a mesa foi Bruno Zapelli. Entrou no intervalo, assumiu a armação com naturalidade e foi peça central nas duas jogadas que terminaram em gol. Nenhum dos dois estava acontecendo antes da entrada dele.

Há algo a ser dito sobre a forma como o Athletico soube usar o banco. A entrada do meia da base não foi improviso — foi leitura de jogo. Quando um jogador entra e muda uma partida assim, é sinal de que o trabalho de treinamento está produzindo resultado.

Não é novidade que o Furacão tem bons jogadores formados internamente. A questão é quando eles ganham espaço suficiente para mostrar isso.

A dupla colombiana que o Furacão abraçou

Stiven Mendoza e Kevin Viveros chegaram com questionamentos. Custo, adaptação, idioma, cultura tática — os argumentos céticos eram vários. Passada a rodada 11, os dois colombianos já somam gols e assistências juntos numa sequência que justifica a aposta.

Mendoza tem essa característica: aparece no momento certo dentro da área. Não é o jogador que vai driblar quatro adversários, mas tampouco desperdiça oportunidade quando a bola chega no pé. Viveros é mais vertical, mais direto, e cresceu nas últimas rodadas com mais confiança.

Quem acompanha o Furacão lembra que o Athletico chegou a ocupar a vice-liderança da competição nas primeiras rodadas — o recorte estava em números que mostravam um time compacto e eficiente. Os tropeços em sequência esfriaram o entusiasmo, mas a dupla colombiana pode ser a chave para religar o motor.

Números do jogo

DadoAthletico-PRChapecoense
Gols20
Gols marcadosMendoza (57'), Viveros (80')
Público pagante24.146
RendaR$ 906.480
Posição pós-rodada5º lugar18º lugar
Pontuação19 pontos8 pontos

A vitória foi a resposta que a torcida esperava depois de um jejum que já irritava. O Athletico não é uma equipe com moral de campeão, mas é uma equipe competitiva — e jogo desse calibre, em casa, contra adversário no Z-4, não podia ser desperdiçado.

Quem também terminou o dia melhor foi o espectador neutro que foi à Arena da Baixada: viu um segundo tempo dominante, dois gols bonitos e saiu satisfeito.

A Chapecoense no limite

A situação da Chapecoense merece atenção. Oito pontos em onze rodadas coloca o clube na zona de rebaixamento com conforto para o lado de baixo e desconforto do lado de cima. A equipe catarinense parece um time que ainda está aprendendo a jogar na Série A após o retorno — e o calendário não vai dar descanso.

A rodada 11 foi mais um capítulo duro para a Chape. Sem criar chances claras e sem conseguir pressionar o adversário no segundo tempo, o time mostrou que ainda precisa evoluir muito para garantir a permanência na elite.

Próximo compromisso

O Athletico-PR agora se concentra na sequência da rodada 11, que ainda tem jogos em andamento. A tabela está viva: uma vitória ou um deslize dos rivais pode mudar tudo. O G-4 está a apenas um ponto de distância — e o Furacão sabe disso.

Para contextualizar a dimensão desta rodada no Brasileirão, vale lembrar que Santos e Atlético-MG também protagonizaram uma tarde de futebol de alto nível nesta mesma rodada. A disputa pelo topo segue acirrada.

A Chapecoense recebe a semana para lamber as feridas e pensar no próximo jogo. O problema é que os próximos não prometem ser mais fáceis.

Fonte: VAVEL Brasil, CNN Brasil, Rádio Itatiaia | Informações adicionais por Beira do Campo

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Neide Ferreira
Neide Ferreira

Colunista

Neide Ferreira, 58 anos de paixão pelo futebol. Colunista que não tem medo de falar o que pensa. Voz da torcida, defensora do futebol raiz e inimiga da hipocrisia no esporte.